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BRASIL, Sudeste, SOROCABA, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Música, Cinema, gastronomia, livros, namorar



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    Blog de Gisele Azevedo


    Bodas de... picas

    Zezito e eu compretemos um ano de namoro e amor eterno (affe!!) no dia 05.

    Eu chegando de San Francisco, virada no fuso e caindo de boca no batente, ele no olho do furacão do trampo novo, totalmente enlouquecido com a Feira de Duas Rodas e quetais.

    Resultado: um prá cá e outro prá lá.

    Comemoração? Necas de catibiriba.

    Mal falamos no telefone, porque quando o home garra no trabalho, fica um perfeito nemar. De ferradura nova, claro.

    Sabedora de tal detalhe e muié experiente nos assuntos de maridos mergulhadores no dever (foram dois e um test drive, lembra?), resolvi cuidar dos meus alfinetes e deixar o cidadão na dele.

    Isso é modos de dizer, porque eu bem que atormentei o cristão, verdade seja dita.

    Já joguei na lata umas trocentas vezes a frase choramingante:

    - Mas a gente fez um ano de namoro e nem comemorou, nem se viu, nem nadica de jantar à luz de velas, troca de presentes, frases melosas, nem nada.... sniff..... sniff....

    Ele finge se comover mas, experiente que é devido aos dois casamentos anteriores e várias putarias no caminho, nem me dá bola.

    Finge forte que vai tomar sérias providências a respeito, e fica o dito pelo não dito.

    E eu esqueço o assunto e logo já invento qualquer outra coisa prá encher o saco do peão, e assim vamos.

    Pois, depois um puta tempo sem parar para namorar, nesse domingo nós deixamos o batente de lado e caímos na gandaia.

    Sim, foi bem divertido: os dois pregados de cansaço, passamos o domingão revezando entre o sono no colchão de solteiro no chão da sala e no sofá.

    E nada da tal comemoração que se prometia, pois como o espaço era pequeno, o bode era grande, e a falta de sincronia maior ainda, enquanto um dormia o outro via TV, e vice-versa.

    De noite estávamos com o corpo doendo de tanto nanar, já meio não suportando o outro, mas senti que ele gostaria que eu ficasse até a segunda cedinho e fiquei.

    Bom, eu iria ficar mesmo, pois a preguiça de pegar a estrada era grande, nénão?

    Foi bem divertido, rimos muito nos intervalos, pois o Zé é uma companhia fantástica: inteligente, informado, crítico, ácido, argumentador e lúcido. E paiaço.

    Voltei prá casa na segunda cedo pensando no quanto acertamos o passo nessa de cada um num canto, diante de tantas diferenças e semelhanças entre dois leoninos do dia 27 de julho, que optaram por viver a vida intensamente, fazendo tudo até o talo.

    Na mesma casa a gente num se agüentaria nem uma semana na rotina diária sem se esfaquear. Com sorte, rolaria uma relativa paz por uns 3 dias.

    Depois disso seria um clima assim meio Faixa de Gaza.

    Que é quase o que rola quando pinta uma desinteligência. Ou uma discrepância de opiniões.

    No mais, é um verdadeiro mar de rosas.

    Desde que ele concorde comigo.

    O que nunca acontece.

    Arre, égua.

     

    P.S. Mais um findi longe um do outro: ele no batente e eu idem, no nosso congresso brazuca em Rio Quente/GO. Fudeu. De novo.

     



    Escrito por Gisele Queen Kong às 22h47
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    San Francisco

    Pela primeira vez estou conseguindo digitar um texto sem pobrema aqui no netebuquizim novo.

    Cheguei e já encarei zilhões de coisas novas prá fazer na facu. Tudo estava previsto, mas vem dando mais trabalho do que a anta aqui imaginava.

    No problem, agora sobrou um tico de tempo pra contar como foi a viagem.

    O congresso estava dez, melhor do que tudo, foram os cursos e workshops prévios, fiz toda a cota permitida, prestei atenção em tudo, aprendi coisas novas, trouxe materiais interessantes.

    E naquilo que pude escapar, não tive duvida, fui bater perna pela cidade, que é linda.

    Montanha, mar, praia, a rua do porto (Fishermans Wharf), andar de cable car, aquela zona de Chinatown, e os pequeninos bairros japonês e italiano.

    A Union Square, as lojas bacanas, as lojinhas inesperadas, um cheesecake caprichado, um hot dog de rua, a lemonnade geladérrima, a sensação de ser absolutamente desconhecida... tudo isso é bom demais.

    E Castro, com aquela viadagem toda, maravilha.

    Sabe que vi pela primeira vez um caboclo que descoloriu e pintou de pink aquela barbichinha de meia dúzia de pelos que nasce abaixo do lábio inferior (mosca) !!!!!

    E também tinha um peão no meu hotel que desfilou na Love Parade (importaram a idéia de Berlin, mas a de lá é muito melhor...) vestido com asas de borboleta, uma meiguice sem fim.

    Indispensável dizer que me deu na telha de atravessar a Golden Gate Bridge a pé, e fui bem feliz, cantei e falei no radinho com as fias, enquanto batia perna sobre o mar. É que agora adquiri um Nextel, nos falamos o tempo todo na viagem, escrusive com o Zé, claro.

    Obóvio que num uso o viva voz, que num sou tatu...

    E no sábado, véspera da volta, fui fazer o passeio no Wine Train, que foi o desbunde total.

    Aqui nem da muito pra falar, se vc num curte vinhos. Eu gosto de beber, degustar, mas sem frescuras. Fiz um ou outro cursinho de informações básicas, e costumo ir pelo meu paladar. Gostei, tomo. Num gostei, num tomo.

    Nada de aroma de suor de cavalo e quetais, comigo a coisa vai no prazer.

    Optei pelo passeio mais simples, barato, rápido e com pouco rango.

    Estou em franca reeducação alimentar e não quis sair da linha.

    Eu estava só e meio deprê no trem, num poderia dar bafão.

    As vinícolas são de cair de quatro, o trem é podre de luxuoso, os funças são perfeitos, o povo sofisticado. Enfim, passeio perfeito e a tristeza passou rapidinho.

    Tomei vinhos deliciosos, lembro do gosto de alguns na boca.

    Pra quem quiser dicas, vá lá: www.winetrain.com

    O melhor de todos foi um Pinot Noir: Los Carneros, que tomei ainda no coquetel de boas vindas do congresso, que foi na City Hall.

    Sim, aquele prédio luxuoso do prefeito, onde foi assinado o Milk.

    Dizem que o danado do vinho é de um tal de Robert Sinskey, na região de Carneros, na California. E também que tem aromas das berries todas, etc. O que eu sei é que nunca mais vou esquecer aquele sabor.

    E vou procurar pra comprar por aqui, pois não consegui trazer. Uma pena.

    Também tomei uns espumantes arrepiantes no gala dinner que tivemos num navio que passeou pela costa toda, durante a noite, com três pistas de dança e aquele povaréu todo falando as mais diversas línguas.

    Na Babel flutuante foi bem interessante, dancei um tico e novamente aquele blues tomou conta de mim.

    Fazer o que, saudade do gato, aquele tantão de musica romântica, cena boa pra suicídio...

    O jantar foi até bacaninho, mas nada perto do tal coquetel do primeiro dia.

    Enfim, voltei reabastecida, cheia de imagens e sabores que vou levar pra sempre comigo. Assim são as viagens.

    Por isso valem tanto a pena.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 20h29
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    News, Miami, amigos...

    Mamae saiu rapidim do hospital, sem maiores encrencas.

    Como eu disse, com ela tudo pode acontecer. Escrusive nada.

    Dai eu recebi as amigas confreiras pro jantar aqui no cafofo novo, e foi bem delicia.

    Eu tava ultra mega power extra preocupada pelo pouco espaco, comparado a big casa de antes, mas a coisa foi tao leve e gostosa, que relaxei.

    As orquideas lindas que recebi das amigas estao aqui enfeitando a sala e espalhando aquele clima de casa bem cuidadinha.

    Nisso chegou a viagem pra San Francisco com um findi em Miami.

    Parece coisa de maluco, mas a Silvia e uma amiga blogueira, nunca t'inhamos nos visto, nos conhecemos comentando no blog do Jairo (Assim como voce), dai ela fez um blog divertido, que comecou por causa do blog do Ze, e por ai vai.

    E me convidou pra passar o findi la, ja que eu ia rever os fios do tio Sam.

    Eu confesso que estava certa de que tudo iria dar certo, tamanha afinidade que a gente ja tinha, mas ver os dois de camera em punho no aeroporto, me esperando com um cartaz na mao e gravando tudo, foi de emocionar.

    Fui recebida com carinho, cuidado e um bom tanto de luxo.

    Sim, champagne e caviar, no jantar.

    Ah, um shitake recheado com uma farofa que o Chico Sequoia (o marido dela) fez pra gente, que tava de comer de joelhos.

    Um quarto com camona super fofa, lencois branquinhos, conforto muito acima da medida.

    E aquela sensacao de ser esperada, paparicada e muito querida.

    No domingo a Silvia trabalhou algumas horas e o Chico me acompanhou nas compras, ajudando na escolha do novo netbook, ja que ele e do ramo.

    Percebeu agora a razao desse post sem acentos? E que eu ainda num me ajeitei com o teclado do netibuquinho novo, tao pitoco, tao lindinho...

    Preciso contar que ate nas compras na Victoria's Secret ele me acompanhou direitinho... um verdadeiro damo de companhia, esse Sequoia!!!

    Na segunda de madrugada, depois de poucas horas de sono, os dois me levaram no aeroporto Rumo a San Francisco, onde tudo foi pra la de perfeito.

    Mas incrivel mesmo foi abrir a caixa de msg hoje e ver o video da minha chegada com as fotas de Miami, que a Silvia botou no Youtube.

    A musica de fundo ela nem sabe, mas ja me fez muito feliz tempos atras.

    So essa amiga especial para me fazer chorar aqui sozinha, numa quinta a noite, na frente dessa telinha.

    Ela e Chico num fazem ideia do quanto me fizeram feliz...

    Ah, a Bia acabou de me ligar dizendo que se emocionou vendo o video.

    E o Ze ta todo feliz de ter sido re-convidado pra ir a Miami, agora pelo Youtube.

    Como eu vivo dizendo que alguem ja disse: amigos nao se faz, se reconhece.

    E se guarda no coracao.

    Pra sempre.

    Veja o video, que demais:

     http://www.youtube.com/watch?v=j2FyCcV7sPw



    Escrito por Gisele Queen Kong às 23h20
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