Num tem desculpa nem explicação: tô meio ausente por que tô.
Aqui e no outro blog.
E tô meio vadiona também.
Já contei que fim do primeiro semestre é final de ano prá mim, então vou afrouxando a cinta aos poucos, até ficar largadona geral.
E ando entrando numas também: chupar laranja lima (tenho essa crise todo inverno), tomar canjica com leite, comer amendoim torrado, milho verde cozido, capuccino da Real, ver filmes na tv, aplicar provas na facu, e por aí vai.
Por falar em rango, vai a dica: aquele Mexicano da Kopenhagen deve ter 3.200 calorias, tá?
O cigarro tá me dando um bode tão absoluto, que vou parar de fumar.
Amanhã.
E sigo indignada com o Boninho: se eu cruzar com a Surya na quitanda, vou encher a cara dela de porrada.
O frio continua chato e aborrecedor, tomar banho de manhã virou maratona de resistência, sair de casa empacotada e ir tirando aos poucos me dá no saco e, ao final do dia, vou vestindo tudo de novo.
Mas tem uma coisa bem boa, ficar no sabadão entocada debaixo do edredon com o gato vendo filmes, comendo, rindo, falando merda e namorando é simplesmente o Nirvana.
E repetir tudo no domingo, então, é só por Deus, mesmo!!!!
Totalmente show, pois a danada ainda por cima é gorduchinha e sofre do mal da sanfona, usa óculos, 44 anos, sempre foi “a feiosa”, é podre de divertida, inteligente, piriri, pororó...
Me achei lá, né?
Agora irei visitá-la todos os dias, recomendei pras fiotas e amigas, além de seguir todas as dicas.
O bão de tudo é que eu ando adiando tudo na vida, prá quando as férias chegarem: descanso, felicidade, etc, etc. E hoje aprendi que o dia de hoje só dura hoje.
Elementar, você diria?
Mas não é, não!
Eu, como a maioria das pessoas, vivo esperando o dia D, e o desembarque na Normandia nunca me acontece.
Na verdade, hoje eu tava me sentindo a própria lata de lixo, pois acordei no cú da cobra.
E com a véia atrás do toco, agachada.
Perdi o sono às 5h da matina, voltei a dormir e... perdi hora.
Cheguei na tutoria na facu com 10 min de atraso, sem o celular e sem os cigarros, que esqueci em casa.
E sem café da manhã, pois comprei capuccino da Real, mas esqueci que em casa não tinha leite.
Resultado: os alunos estavam totalmente mortos e eu sambei prá animá-los. Só que, como eu estava na pior, não deu muito certo.
Vim prá casa, comi o dia todo como uma porca e vi tv, em plena segundona.
Fui prá clínica de tarde, mas antes bati o pinto na mesa na imobiliária (por telefone) que não desova a venda da casa do comprador da minha casa, para que ele me pague o restante.
Parece que deu certo, agora sinto que a grana sai.
Mas não vou esperar prá realizar meus sonhos e ser feliz SÓ quando esse dim dim chegar.
Comecei desde já.
Liguei a tv de novo e... pimba: tava passando o Gladiador.
Poder rever aquele homem com cara de brabo e cheiro de jaula foi bem bom.
Mas o melhor de tudo foi descobrir o blog dela.
Que ela escreve com a ajuda da Sukie Miller, uma terapeuta que eu conheci há alguns anos, quando ainda morava nos EUA e veio dar um workshop aqui, que eu fiz e adorei.
Mundo pequeno, esse.
Tão pequeno e tão girante, que me trouxe de volta ao meu eixo.
E, de quebra, ainda morri de rir por telefone, falando merda com o namorado, em pleno expediente.
Fiz um carinho Intelsat no gato (que merece, pois é fantástico) e recebi um montão de cafunés idem.
A rata tá bem felizinha, trampando e esperando as férias de julho prá se refazer dos arranhões, pois o primeiro semestre num tá moleza.
E pro segundo semestre, quando definitivamente o ano começa prá ela, provavelmente vai rolar uma nova função no trampo.
E vai rolar viagem prá Manaus, San Francisco e Goiânia, a trabalho.
Mas, antes disso tem uma ida a Taubaté e outra a BH, prá dar aquele módulo de incontinências de todo ano, nos cursos de pós-graduação daquelas universidades.
Tudo isso ainda antes de agosto.
Ah, e tem aquela assistência pro gato, que agora que completaram oito meses de namoro, tá bem convencido de que é o rei da cocada preta.
A última bolacha do pacote.
The last Coke no deserto.
O bacanudo. A perfeitura.
Já imaginou o trampo que a rata vai ter prá manter o bonitón convencido de que é tudo isso???
PoiZé, as sugestões (duas) de continuação da historinha não foram bem aceitas pela nossa diretoria, tendo em vista que envolviam finais infelizes.
Por causa disso, resolveu-se que nós mesmos vamos finalizar esse bagulho, e boa!
“Um belo dia, estavam o gato e a rata naquele namoro divertido e a lindinha comentou que iriam completar 8 meses de vida juntos, araveja!!!
O felino levou um baita susto, pois nem se dera conta do tempo que passava, tamanha felicidade que vivia com sua rata.
Começaram a cogitar várias possibilidades, dentre elas, a de juntar seus trapinhos numa única toca, mas deixaram isso de lado.
No fundo, ambos sabiam que toda essa magia e sintonia só tinha sentido por causa da dinâmica de seus encontros: esporádicos, semanais, sempre com muita ansiedade e saudade.
O gato precisava de suas noites sozinho, prá fazer suas incursões nas árvores, explorar a vida, conhecer outros bichos.
A rata curtia demais ajeitar sua toca, reunir com amigas, organizar suas coisinhas do seu jeito, ficar com as crias e explorar o mundo ao seu redor.
E tudo isso poderia se descaracterizar se tivessem que partilhar seus espaços.
Enfim, foi por um triz que tudo não seguiu o velho rumo, botando a perder um amor que tem tudo prá continuar dando certo.
Mas a rata já avisou: quer anel bacana, presentes nas datas oficiais e não oficiais, eventuais reuniões em família (não muitas) e flores, sempre de surpresa...