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BRASIL, Sudeste, SOROCABA, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Música, Cinema, gastronomia, livros, namorar



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    Blog de Gisele Azevedo


    Janta de quinta

    Nessa quinta teremos jantar na Confraria, e eu farei o prato principal.

    O cardápio pede uma releitura (ai, tá tão na moda isso, né?) de feijoada.

    Vou fazer uma Feijoada Contemporânea, saca só:

    Feijoada de feijão branco

    Arroz negro

    Couve refogada com cubos de bacon

    Grissini de torresmo

    Gomos de tangerina, prá decorar...

    Ai, ai, ai, já estou preparando tudo de véspera, tipo dessalgar a costelinha de porco e o lombinho, deixar o feijão de molho...

    E vou servir tudo com uma batida de limão, que a dona da casa, a Érica vai me ajudar a fazer, pois a receita dela é porreta.

    De entrada a Teka vai enfiar mandioca na gente.

    Ui, diliça!!!!

    E de sobremesa a Claudinha vai servir doce de abóbora em cama de fondue de queijo.

    Coisa mais gostosa essa, pois teremos um tantão de coisas prá conversar, não nos vemos há um mês!!!

    Cíntia quebrou a mãozinha e teve que operar, aproveitou o repouso prá terminar o mestrado dela.

    Vamos decidir novos uniformes e uma reunião familiar em agosto.

    E o encontro de julho tá um cú prá conferir: a maioria viaja nas mais diversas datas.

    Se a gente conseguir conciliar tudo isso nos primeiros 20 minutos, tudo bem.

    Caso contrário, tamo na roça, pois todo mundo bebe prá cacete e vira um puteiro geral.

    Bom demais, porque daí eu me sinto em casa, nénão?

    Depois que passar a ressaca eu tento contar tudo... o que eu lembrar, feito?!

    É que na residência da dita anfitriã costumam rolar altos porres devido a, digamos, espontaneidade de Eriquinha.

    Muié divertida tá ali, creindeuspai...

    'Bora enfiar o pé na jaca, macacada!!!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 20h41
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    E coisa e tal...

    Num tem desculpa nem explicação: tô meio ausente por que tô.

    Aqui e no outro blog.

    E tô meio vadiona também.

    Já contei que fim do primeiro semestre é final de ano prá mim, então vou afrouxando a cinta aos poucos, até ficar largadona geral.

    E ando entrando numas também: chupar laranja lima (tenho essa crise todo inverno), tomar canjica com leite, comer amendoim torrado, milho verde cozido, capuccino da Real, ver filmes na tv, aplicar provas na facu, e por aí vai.

    Por falar em rango, vai a dica: aquele Mexicano da Kopenhagen deve ter 3.200 calorias, tá?

    O cigarro tá me dando um bode tão absoluto, que vou parar de fumar.

    Amanhã.

    E sigo indignada com o Boninho: se eu cruzar com a Surya na quitanda, vou encher a cara dela de porrada.

    O frio continua chato e aborrecedor, tomar banho de manhã virou maratona de resistência, sair de casa empacotada e ir tirando aos poucos me dá no saco e, ao final do dia, vou vestindo tudo de novo.

    Mas tem uma coisa bem boa, ficar no sabadão entocada debaixo do edredon com o gato vendo filmes, comendo, rindo, falando merda e namorando é simplesmente o Nirvana.

    E repetir tudo no domingo, então, é só por Deus, mesmo!!!!

    Captou porque num escrevo aqui?

    Vivendo a vida e vadiando bagarái...



    Escrito por Gisele Queen Kong às 18h48
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    Eureka!!!

    PoiZé, descobri a roda.

    Ou minha irmã gêmea de inquietações, uma jornalista chamada Gisela Rao.

    Além de ser quase xará (x ou ch?), ela tem um blog que se chama Vigilantes da auto estima.

    http://vigilantesdaautoestima.zip.net

    Totalmente show, pois a danada ainda por cima é gorduchinha e sofre do mal da sanfona, usa óculos, 44 anos, sempre foi “a feiosa”, é podre de divertida, inteligente, piriri, pororó...

    Me achei lá, né?

    Agora irei visitá-la todos os dias, recomendei pras fiotas e amigas, além de seguir todas as dicas.

    O bão de tudo é que eu ando adiando tudo na vida, prá quando as férias chegarem: descanso, felicidade, etc, etc. E hoje aprendi que o dia de hoje só dura hoje.

    Elementar, você diria?

    Mas não é, não!

    Eu, como a maioria das pessoas, vivo esperando o dia D, e o desembarque na Normandia nunca me acontece.

    Na verdade, hoje eu tava me sentindo a própria lata de lixo, pois acordei no cú da cobra.

    E com a véia atrás do toco, agachada.

    Perdi o sono às 5h da matina, voltei a dormir e... perdi hora.

    Cheguei na tutoria na facu com 10 min de atraso, sem o celular e sem os cigarros, que esqueci em casa.

    E sem café da manhã, pois comprei capuccino da Real, mas esqueci que em casa não tinha leite.

    Resultado: os alunos estavam totalmente mortos e eu sambei prá animá-los. Só que, como eu estava na pior, não deu muito certo.

    Vim prá casa, comi o dia todo como uma porca e vi tv, em plena segundona.

    Fui prá clínica de tarde, mas antes bati o pinto na mesa na imobiliária (por telefone) que não desova a venda da casa do comprador da minha casa, para que ele me pague o restante.

    Parece que deu certo, agora sinto que a grana sai.

    Mas não vou esperar prá realizar meus sonhos e ser feliz SÓ quando esse dim dim chegar.

    Comecei desde já.

    Liguei a tv de novo e... pimba: tava passando o Gladiador.

    Poder rever aquele homem com cara de brabo e cheiro de jaula foi bem bom.

    Mas o melhor de tudo foi descobrir o blog dela.

    Que ela escreve com a ajuda da Sukie Miller, uma terapeuta que eu conheci há alguns anos, quando ainda morava nos EUA e veio dar um workshop aqui, que eu fiz e adorei.

    Mundo pequeno, esse.

    Tão pequeno e tão girante, que me trouxe de volta ao meu eixo.

    E, de quebra, ainda morri de rir por telefone, falando merda com o namorado, em pleno expediente.

    Fiz um carinho Intelsat no gato (que merece, pois é fantástico) e recebi um montão de cafunés idem.

    Bão demais.

    Da conta.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 19h00
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    Retiro

    Hoje é domingo, pé de cachimbo.

    Fui prá Sumpaulo passar a noite dos namorados com o Zé, e foi bem gostoso.

    Ele está trabalhando o findi todinho, e ontem eu almocei com as fiotas e o genro lá também.

    Depois fui ao cinema sozinha, como há muito não fazia.

    Mas passei o dia todo triste, tenho tido muitos lapsos de memória e isso me incomoda demais.

    Segundo a Bia, na verdade eu não tenho nada de muito grave, ela já diagnosticou.

    A sua teoria é a de que eu sou muito curiosa e faço perguntas demais, enquanto observo tudo. Daí as pessoas respondem e eu não presto atenção.

    E não registro. Dali a pouco estou repetindo a pergunta.

    Mas eu nem lembro que perguntei. E eventualmente trepito a pergunta, prá irritação de todos.

    Sem contar que não gravo nada: onde parei o carro, como refazer um caminho que já fiz, o nome de uma loja legal, absolutamente nada.

    Isso, no dia a dia dá uma boa corroída nas relações familiares, pois todos acham que não ligo a mínima para o que dizem.

    Confesso que, de verdade, podem ter razão, pois se eu ligasse, deveria lembrar...

    Ou então rola a versão do meu egoísmo: só dou importância pro que me interessa.

    Enfim, isso engrossa a rolha da vida, sempre.

    Em julho vou tentar cuidar disso, quando terei mais tempo.

    Deve haver alguma técnica ou remédio prá melhorar.

    Daí entra a função do blog. Aqui registro, de certa forma, boa parte do que vivo, e de vez em quando, costumo reler prá recordar.

    Nesses momentos, os fatos vividos no passado recente e que eu nem lembrava mais, me divertem ou emocionam.

    Também pode ser porque o tempo está passando depressa demais.

    Hoje fui ao supermercado comprar velas para acender prá São Judas Tadeu.

    Estou pedindo a ele para que ilumine a Manu na semana que vem, durante o vestibular.

    Eu, que sou espírita e jamais acreditei ou cultuei santos, de uns tempos prá cá, me sinto muito íntima com esse, em especial.

    Nos meus momentos de aflição costumo rezar pensando nele, ou faço meus pedidos diretamente a ele.

    Tenho a sensação de que ele me escuta e, depois de avaliar as circunstâncias, vai ser um bom interlocutor junto das instâncias superiores.

    Bem, fé não se explica, a gente sente e pronto.

    Eu me identifico com ele, sinto-me acolhida ao fazer minhas preces, e tudo realmente entra nos eixos.

    Definitivamente, a vida é um eterno ir e vir nas nossas convicções.

    Estar com o namorado ou com as fiotas é sempre delicioso.

    Acho que essa é a melhor palavra prá descrever o clima que temos.

    Mas, de vez em quando, eu preciso me afastar e estar só.

    Com ele é tranqüilo, pois também tem a mesma necessidade e me entende muito bem.

    Com elas nem sempre.

    Às vezes vêm prá casa na maior fissura de família, e eu estou na contra mão.

    Quero paz, sossego, isolamento.

    Bastou eu conseguir respirar quietinha, reorganizar meu espaço e já sinto falta delas.

    Daí morreu Neves, né?

    Já se ocuparam com algo, elaboraram o chega prá lá materno e entraram em outra vibe.

    Maternidade deve ser isso mesmo: é bom, mas enche o saco.

    Só não nos é permitido dizer isso. Tem que fazer de conta que é maravilhoso sempre, que preenche todas as nossas necessidades, etc, etc.

    Pura mentira.

    De verdade, é o paraíso e o inferno em vida.

    Quando olho prá trás e vejo o quanto poderia ter sido melhor, tenho vontade de desistir.

    Daí a bendita terapia me recorda que “eu fiz o melhor que pude, com os recursos dos quais dispunha naquele momento” e o remorso se acalma.

    Outras vezes eu vejo que fiz um puta trabalho, que as duas são demais de boas, e fico bem satisfeitona da vida.

    E rezo, prá agradecer.

    Um bom livro, daqueles que me transportam prá um mundo criado pelo autor, também podem operar milagres na minha cabeça confusa.

    Um filme que me encante.

    Ou uma música, sempre.

    Uma professora e amiga um dia me disse que a arte nos ajuda a elaborar nossos afetos.

    Pura verdade.

     

    P.S. O vídeo abaixo é curtinho, uma das minhas preferidas na voz do Paulinho, que canta lindamente o tema.

     



    Escrito por Gisele Queen Kong às 15h00
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    Você é a maçã da minha torta...

    Tem coisa mais linda e doce do que essa frase daquela música do Stevie Wonder?

    Tem não.

    Mas o divertido mesmo é curtir o suingue dessa canção na voz da Mart'nália.

    Como dizem os antigos, quem é bom já nasce feito.

    E, parodiando um causo lá da roça de onde eu vim, "bota um LP na vitrola, que eu vou curtir o feriado..."



    Escrito por Gisele Queen Kong às 21h42
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    Eitcha!!!

    E vamo que vamo.

    A rata tá bem felizinha, trampando e esperando as férias de julho prá se refazer dos arranhões, pois o primeiro semestre num tá moleza.

    E pro segundo semestre, quando definitivamente o ano começa prá ela, provavelmente vai rolar uma nova função no trampo.

    E vai rolar viagem prá Manaus, San Francisco e Goiânia, a trabalho.

    Mas, antes disso tem uma ida a Taubaté e outra a BH, prá dar aquele módulo de incontinências de todo ano, nos cursos de pós-graduação daquelas universidades.

    Tudo isso ainda antes de agosto.

    Ah, e tem aquela assistência pro gato, que agora que completaram oito meses de namoro, tá bem convencido de que é o rei da cocada preta.

    A última bolacha do pacote.

    The last Coke no deserto.

    O bacanudo. A perfeitura.

    Já imaginou o trampo que a rata vai ter prá manter o bonitón convencido de que é tudo isso???

    Trampo nenhum. Ela faz isso na maior moleza.

    E felizinha.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 19h47
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    O final da história...

    PoiZé, as sugestões (duas) de continuação da historinha não foram bem aceitas pela nossa diretoria, tendo em vista que envolviam finais infelizes.

    Por causa disso, resolveu-se que nós mesmos vamos finalizar esse bagulho, e boa!

    “Um belo dia, estavam o gato e a rata naquele namoro divertido e a lindinha comentou que iriam completar 8 meses de vida juntos, araveja!!!

    O felino levou um baita susto, pois nem se dera conta do tempo que passava, tamanha felicidade que vivia com sua rata.

    Começaram a cogitar várias possibilidades, dentre elas, a de juntar seus trapinhos numa única toca, mas deixaram isso de lado.

    No fundo, ambos sabiam que toda essa magia e sintonia só tinha sentido por causa da dinâmica de seus encontros: esporádicos, semanais, sempre com muita ansiedade e saudade.

    O gato precisava de suas noites sozinho, prá fazer suas incursões nas árvores, explorar a vida, conhecer outros bichos.

    A rata curtia demais ajeitar sua toca, reunir com amigas, organizar suas coisinhas do seu jeito, ficar com as crias e explorar o mundo ao seu redor.

    E tudo isso poderia se descaracterizar se tivessem que partilhar seus espaços.

    Enfim, foi por um triz que tudo não seguiu o velho rumo, botando a perder um amor que tem tudo prá continuar dando certo.

    Mas a rata já avisou: quer anel bacana, presentes nas datas oficiais e não oficiais, eventuais reuniões em família (não muitas) e flores, sempre de surpresa...

    Comme il faut.”



    Escrito por Gisele Queen Kong às 12h04
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