Foram tantos os pedidos para que eu não desse um break nesse blog, que...
Ok, ok, vamos tocar o enterro, vá!
Sobre gatos e ratas
“Quando o Criador completou sua obra e achou que tava bom, as criaturas andavam pelo Éden, na mais perfeita harmonia! Feras e homens caminhavam lado a lado curtindo a vidinha besta e sem pecado, até que, por não ter o que fazer e estar de saco cheio desse marasmo, o Criador resolve fazer sua primeira e única cagada: criou uma fêmea!!! Pronto, estava instalada a puta da confusão; leão comendo macaco, veados saltitantes sendo devorados por tigres (com ou sem bengala), anarquia geral e irrestrita, sem contar que a tal da Eva comeu uma porra de uma maçã e a merda fedeu geral!!! No meio desse tremendo lerê, num cantinho remoto da criação, uma ratinha se apaixona por um gato.
Embora já gasto e coberto de marcas das lutas travadas, o velho gato se encanta pela minúscula roedora e, num último fôlego (já gastara os outros seis que lhe eram de direito), resolve viver sua última aventura amorosa. Mal sabia ele que a roedora em questão era da pá virada!
Rata de muita libido, tremendamente safada e biscateira de primeira, a danada não demorou a consumir o velho gato que, por sua vez, se sentiu o maior dos felinos, se achando prá cacete.
Aconteceu que, um belo dia, ...”
P.S. Conhece a brincadeira? Então agora é com você!!!
Por favor, capriche, pois a trilha sonora da historinha é de arrepiar... saca só:
Eu sei, eu sei que esse blog tá bandonex, mas eu juro que o motivo é decente: estou 200% envolvida em escrever no outro, o Canto das Perdas.
E como eu sou muié de um home só, esse tá ficando assim, pobrinho.
Justificado?
Ok, então vamos combinar um troço: enquanto eu num entro em férias, você vai no outro e aproveita prá aprender um tiquinho sobre a perda de urina, que tem sido o tema do momento naquele canto.
E logo eu volto aqui, prá contar dos micos que andam rolando aqui na roça.
Pois é, faz tempo que não boto aqui um post decente.
São muitas as razões, vamos ver algumas:
Estou bem envolvida com meu trabalho, meu novo cafofo, a vida em família, o novo blog e, claro, passando todo o tempo disponível com o namorado, o Zé.
Sabia que já estamos juntos há 7 meses?
E namorado requer dedicação, combinado?
Mas eu me dedico por puro prazer, nada de deveres entre a gente.
Gostamos de estar juntos, nem que seja prá fazer nada.
Que é a coisa que a gente mais gosta de fazer.
Então me sinto bem, realizada e vou encarando um ou outro pepino que rola na vida, pois isso nunca falta.
A saúde vem sendo monitorada, tudo está caminhando bem, por esses lados.
Aqui as ventanias têm sido bem outras.
Ouviu falar de inimigos? Pois eu tenho alguns, sim.
Na verdade, eles me têm, eu não os tenho assim.
Acontece que prá mim, as coisas são bem cartesianas, nesse departamento: se gosto, gosto.
Se não gosto, esqueço.
E não faço mal, não fico pensando na pessoa. Simplesmente deleto.
E não agrado. Não sei agradar gente que não me quer bem, ou que eu não goste.
Sou bem transparente, disfarço mal, fica péssimo.
Depois que assimilei essa minha característica, resolvi muito bem um tantão de conflitos.
Mas as pessoas são diferentes, e existem pessoas que não gostam de mim e não me ignoram.
Ao contrário, fazem questão de me patrulhar em tudo o que é lugar, buscando aqui e ali coisas que eu possa fazer e que possam reprovar.
Hoje eu decodifiquei mais uma dessas: pura inveja.
Sim, ela mesma.
Aquilo que se sente quando não se quer que alguém tenha o que tem, ou quando não se quer que alguém seja o que é.
Diferente da cobiça, que é desejar algo que o outro tem, também para si.
Sacou a diferença?
Eu cobiço um Smart, um Camry, um Mini Cooper, um apartamentão belezura que vejo da minha janela, a cara da Angelina Jolie, o corpo da J-Lo, a voz da Marina Lima, o dom da Marisa Monte, o talento da Regina Casé, o trabalho da Zilda Arns, a vitrine todinha da Cori, alguns sapatos e bolsas da Arezzo, todos os óculos da Tag Heuer (só consigo ter um), dez minutos ao lado do Redford (Denzel Washington também!), e por aí vai.... a lista é longa!!!
Mas isso é tudo cobiça, coisas que quero ter prá mim, e que não há problema nenhum que os outros tenham. Eu também quero, só isso.
E boa parte dessas coisas todas eu posso ter, se me empenhar prá isso.
Algumas delas certamente eu terei. Outras não.
E assim segue o bonde.
Agora, usar meu tempo, minha energia e minha paz desejando que o outro fracasse é demais prá minha cabeça.
E certamente irá me desviar dos meus objetivos.
Então não faço.
Acredito piamente que todos os sentimentos que temos se soltam de nós para o universo.
E retornam, na mesma intensidade e com sentido diferente, para nós.
A tal da segunda lei de Newton.
Tomara que isso não ocorra.
Se eu pudesse, neutralizaria.
A única ferramenta de que disponho são minhas orações.