Hoje vai ser uma festa...!!!!!
Hoje vai ser uma festa...!!!!! É que hoje é o “neversário” da minha caçulinha, a Bibi. Ou Biboca, Bibs, Bimbinha, Bia. Ela faz 20 anos e é uma mulher toda fortona por dentro, com um jeito meigo e doce por fora. Pensando bem, ela é meiga e doce por dentro, também. Cursa o 3º. ano de Psicologia na PUC/SP e tenho a sensação de que é daquelas que nasceram prá ser psicóloga. Sabe ouvir muito mais do que fala, embora quando se faz necessário, coloca com propriedade a sua opinião e o faz quase sem magoar ninguém. Ah, o melhor de tudo, é que ela não tem aquela tal “psicologite” que os futuros profissionais começam a desenvolver já na universidade. Nada disso, sem que ela diga, ninguém percebe que está falando com uma futura brilhante profissional. E não é o meu amor materno que diz isso, não. Ela é uma das excelentes alunas da turma, foi monitora de disciplina por 2 semestres e ainda foi convidada para desenvolver um trabalho de iniciação científica com a professora bamba de uma disciplina. Justamente na linha que ela pretende seguir. Mas a danada é modesta, conta isso meio sem jeito, pensando se deve aceitar, com os olhinhos miúdos de dúvida. Um amigo me disse um dia que a Bia era um “espírito velho”, daqueles que já viveram muito, e vieram novamente à Terra prá completar alguma coisa, ou para desempenhar uma tarefa específica, sem passar por grandes provações. Sabe que eu também sinto isso? É que desde que ela nasceu, tudo em casa ficou melhor. Somos muito ligadas, mas batemos boca também. Principalmente na cozinha, pois temos estilos diferentes de cozinhar. Ela é purista no que faz, eu sou mais esculhambada, me perco nas receitas, invento moda e nunca sai o que previ. Raramente brigamos forte, de verdade. Nas poucas vezes, ela tinha razão nas suas queixas e foram coisas difíceis que ela teve que passar por conta da minha negligência de mãe com um tantão de atividades paralelas. Quando ela nasceu eu tive depressão pós-parto. Sei exatamente o que causa isso, mas olhando prá trás, penso que talvez, de alguma forma, eu já estava sofrendo por me separar fisicamente da minha grande parceira nessa jornada. Pois é assim que tem sido: chova ou faça sol, dias difíceis ou fáceis, em qualquer lugar que a gente esteja, não passamos nem um dia sem nos falarmos. E hoje não será diferente, pois no final da tarde iremos, eu e o Diego (o namorado dela) prá SP onde vamos nos reunir com Manu, Zé, o padrasto e um tantão de amigas num barzinho da Vila Madalena, prá comemorarmos juntos. Desde já estou curtindo os olhinhos brilhantes dela, pelas surpresas que virão. Ela está preparando este dia desde o ano passado, como sempre faz. Adora fazer neversário, é uma festeira de mão cheia. Também, com tanta gente cheia de motivos para mimá-la, ela tem mais é que comemorar. E nós também, por termos um ser humano tão especial como a Beatriz, ao nosso lado. Parabéns minha filha amada, que Deus ilumine os seus passos, hoje e sempre!!! 
Escrito por Gisele Queen Kong às 21h33
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História de uma amizade
História de uma amizade Fim dos anos 80 ou comecinho dos 90, fui em uma reunião de enfermeiras na antiga sede da Regional de Saúde de Sorocity, e vejo uma figura muito interessante. Ela era baixinha, corpo proporcional, um rosto intrigante, cabelos bem crespos e curtos e vestia uma blusa de tricô feita em linha de algodão, de cor amarela bem forte. Não consegui deixar de prestar atenção naquela pessoa que se mostrou muito engajada, inteligente, ácida e, vez ou outra, sarcástica. Afinal de contas ali se falava muita merda travestida de política de saúde, que bem merecia comentários sórdidos. Fui até ela e perguntei de onde era a blusa, elogiei e pouco nos falamos. Lembro-me que ela me olhou meio intrigada, querendo saber quem era essa maluca. Tempos depois eu ingressei na Secretaria Municipal de Saúde e freqüentávamos as mesmas reuniões de trabalho. Ela sempre vestia uma roupa inusitada, de extremo bom gosto e ótima qualidade, despojada. E tínhamos constantemente opiniões muito semelhantes sobre os assuntos abordados. Nessa época eu já não tinha mais receio em me expor, pagando um preço bem caro por isso. Ela já fazia o mesmo, há um bom tempo... Encontrávamo-nos poucas vezes, sempre um cumprimento simpático, poucas conversas, pois éramos de tribos diferentes. Um sábado, subindo a Av. General Carneiro vejo um casal de noivos saindo da igreja de S. José. Era ela, a Claudia, que tinha acabado de se casar com o namorado de alguns anos, um ortopedista ultra super mega power gente boa, competente até a raiz do pelinho do dedão do pé. Era um casal muito bonito, com cara de eternamente felizes, só de se ver o brilho nos olhos. De outra feita fui procurar casa para alugar em uma imobiliária e... bingo, lá estava a minha amiga também procurando apartamento para morar com o marido, era recém-casada. Em outra daquelas reuniões de enfermeiras ela apareceu com uma bermuda curtinha da Siberian Husk, parecia uma garotinha. Mas era só começar a falar que a gente percebia uma profissional absolutamente lúcida, competente, correta, bem posicionada. E assim fomos indo. Um dia a Bia, minha fiota caçula resolveu fazer um curso de culinária com uma big senhora cozinheira da cidade, num grupo de jovens mulheres. Eu ia apanhá-la na casa da professora, depois do jantar em que degustavam os pratos elaborados, e sempre era convidada para uma boquinha. Algumas já conhecidas e, mais uma vez, estava lá a minha amiga, que num cozinhava nem ovo, aprendendo um pouco mais. Resolvemos criar a nossa confraria gastronômica feminina, a Dona Confra, e ela era uma das confreiras, lógico. Daí nos aproximamos de verdade, ficamos amigas rapidinho, somando aquelas coisas todas que sabíamos que nos aproximavam. Ás vezes, em nossas reuniões, eu me ponho a olhar para aquele rostinho de menina sapeca que ela tem, e penso com meus cadarços “quanto tempo se passou, quantas coisas vivemos, para que chegássemos até aqui, quando posso desfrutar do carinho, da transparência, da lucidez, da irreverência e das opiniões inusitadas dessa mulher tão divertida, cachaceira e amiga. Ah, e ultra bem vestida, sempre. Parece que ela num anda numa das melhores fases. Mas tenho a certeza de que vai passar logo. Já disse isso a ela. Acho que esqueci de dizer que estou aqui pro que precisar. Penso que ela desconfie, não sei bem ao certo. De qualquer forma, vou reforçar: ela vai sair dessa muito melhor do que entrou. Trata-se de uma guerreira, uma pessoa especial. Daquelas que vêm ao mundo prá fazer a diferença. Fazendo tudo diferente, e bem melhor do que se pode imaginar.
Escrito por Gisele Queen Kong às 10h14
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Meu novo blog
Meus queridos: Tenho um novo blog, o Canto das Perdas, onde publico textos explicativos e descontraídos sobre incontinências urinária, anal, feridas e estomas. Sua visita, suas sugestões e críticas serão bem-vindas. Beijoconas na bunda,
Escrito por Gisele Queen Kong às 22h30
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As mulheres da minha geração
AS MULHERES DA MINHA GERAÇÃO (Santiago Gâmboa) "Hoje têm quarenta e muitos anos, inclusive cinqüenta e tal, e são belas, muito belas, porém também serenas, compreensivas, sensatas e sobretudo diabòlicamente sedutoras, isto, apesar dos seus incipientes pés-de-galinha ou desta afetuosa celulite que capitaneiam as suas coxas, mas que as fazem tão humanas, tão reais. Formosamente reais. Quase todas, hoje, estão casadas ou divorciadas, ou divorciadas e casadas, com a intenção de não se equivocar no segundo intento, que às vezes é um modo de acercar-se do terceiro e do quarto intento. Que importa? Outras, ainda que poucas, mantêm um pertinaz celibatarismo, protegendo-o como uma fortaleza sitiada que, de qualquer modo, de vez em quando abre as suas portas a algum visitante. Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração! Nascidas sob a era de Aquário, com influência da música dos Beatles, de Bob Dylan, de Lou Reed, do melhor cinema de Kubrick e do início do boom latino-americano, são seres excepcionais. Herdeiras da revolução sexual da década de 60 e das correntes feministas, elas souberam combinar liberdade com coqueteria, emancipação com paixão, reivindicação com sedução. Jamais viram no homem um inimigo, apesar de lhe cantarem algumas verdades, pois compreenderam que a sua emancipação era algo mais do que pôr o homem a lavar a louça . São maravilhosas e têm estilo, mesmo quando nos fazem sofrer, quando nos enganam ou nos deixam. Usaram saias indianas aos 18 anos, enfeitaram-se com colares andinos, cobriram-se com suéteres de lã e perderam a sua parecença com Maria, a Virgem, numa noite de sexta-feira ou de sábado, depois de dançar El Raton com algum amigo que lhes falou de Kafka, de Neruda e do cinema de Bergman. Falaram com paixão de política e quiseram mudar o mundo, beberam rum cubano e aprenderam de cor as canções de Sílvio Rodriguez e de Pablo Milanez, conhecerem os sítios arqueológicos, foram com seus namorados às praias, dormindo em barracas e deixando-se picar pelos mosquitos, porque adoravam a liberdade e, sobretudo, juraram amar-nos por toda a vida, algo que sem dúvida fizeram e que hoje continuam a fazer na sua formosa e sedutora madureza. No fundo das suas mochilas traziam pacotes de rouge, livros de Simone de Beauvoir e fitas de Victor Jara, e, ao deixar-nos, quando não havia mais remédio senão deixar-nos, dedicavam-nos aquela canção, que é ao mesmo tempo um clássico do jornalismo e do despeito, que se chama "Teu amor é um jornal de ontem". Souberam ser, apesar de sua beleza, rainhas bem educadas, pouco caprichosas ou egoístas. Deusas com sangue humano. O tipo de mulher que, quando lhe abrem a porta do carro para que suba, se inclina sobre o assento e, por sua vez, abre a do seu companheiro por dentro. A que recebe um amigo que sofre às quatro da manhã, ainda que seja seu ex-noivo, porque são maravilhosas e têm estilo, ainda que nos façam sofrer, quando nos enganam, ou nos deixam, pois o seu sangue não é suficientemente gelado para não nos escutar nessa salvadora e última noite, na qual estão dispostas a servir-nos o oitavo uísque e a colocar, pela sexta vez, aquela melodia de Santana. Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!"
P.S. Essa eu recebi da melhor amiga que, como eu, também é dessa geração. Leio e releio esse texto e nos vejo jovens ou maduras, exatamente assim...
Escrito por Gisele Queen Kong às 20h15
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Baixando atualizações
Baixando atualizações Então vamos lá, a semana foi cheia. Ou melhor, lotada. Na segunda tinha um caminhão de providências a serem tomadas para o novo cafofo. Na terça fiquei o dia todo dando um curso de Incontinências para uma empresa do ramo. Na quarta, um terço das pessoas do grupo do curso veio fazer a parte prática, tivemos almoço, rapapés, muito trampo no Ambulatório, discussão dos casos e, no final da tarde, atendi pacientes na clínica. É sempre assim, o dia pode ser prá lá de fodido que, no horário nobre sempre tenho a agenda comprometida. Daí eu me arrasto, meto um sorriso no rosto e encaro o batente até umas 19:30h. Nesse dia eu terminei um pouco antes e fui ver o Zé, que tinha chegado do Rio semi-morto de cansaço, já que não nos víamos há uma semana. Passamos a Páscoa longe, lembra? Na quinta eu botei em dia todos aqueles atendimentos na clínica que não consegui fazer nos três dias anteriores, dei prova na facu de tarde e desmaiei à noite. E na sexta eu fiquei na facu das 8h às 17h, em aula. No final da tarde encontrei de novo o namorado prá tentarmos matar a saudade que já tinha acumulado novamente. Sábado fomos almoçar em Itu com os sogros e conheci uma cunhada prá lá de gente boa: ganhei uma nova amiga, daquelas que se reconhece no primeiro olhar. A tarde chegaram as fiotas, vindas de Sampa, com o genro fiote e tudo o mais. No domingo rolou um almoço em família e depois futebór, que ninguém é de ferro. Resumo da ópera, classificou-se o time do namorado, que vai disputar a final do Paulistão com nada menos do que o meu time: O Peixe. Ou seja, domingo que vem teremos pau familiar, eu quero ir à Vila Belmiro, como sempre fiz nas finais e jogos legais, e ele já disse que num vai. Segundona cabaço, aquela no meio do feriado, passamos todos aqui em casa, fomos comer uma costela bem gostosinha e depois os zomes pregaram os quadros, prateleiras, rede, sino dos ventos, minha dream catcher, etc... etc. E no feriado ficamos os dois sozinhos em casa, curtindo uma morgação merecida. É que o perrengue todo passou, peguei meu resultado de exame que deu uma pequena alteração vascular no cerebrinho, indigna de qualquer intervenção mais significativa. Sim, fiquei bem aliviada pelo saldo final do sufoco, mereço esse descanso. Nessa semana irei ao ortopedista voltar a cuidar do quadril, que está me sacaneando com uma dor infernal. Na outra semana irei fazer a visita anual ao dentista e tudo estará ligeiramente encaminhado. O meu cafofo aos poucos está ficando ajeitado, mas já tem a minha cara. Quando ficar pronto te convido prá um café com creme, daqueles de tomar sentado no sofá novo, tá bão? E, se me der na sapituca, pode até rolar uns biscoitinhos prá acompanhar...
Escrito por Gisele Queen Kong às 15h45
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Contando as estrelas
Contando as estrelas A arrumação do novo apê vai de vento em popa. Nesse feriado eu já boto o galinheiro em ordem, com a ajuda de minhas frangas, que estarão em casa. Ou então, ao menos deixarei tudo encaminhado no que diz respeito aos móveis. Mas não é isso que tem me incomodado, não. Tenho tido dores de cabeça, alguns episódios de tontura, ando ultra desligada, com uma dificuldade incrível de me concentrar e um cansaço mental imenso. Já fiz o exame necessário, aguardo o resultado. Ou melhor, a coragem para buscar o laudo que já deve estar pronto. Quando a gente entende um tanto do babado, o horizonte costuma ser bem mais sombrio. Já discuti o caso exaustivamente com o neuro, que é um amigo da faculdade e tem acompanhado o perrengue comigo. Estou assustada e escrever aqui me ajudará um pouco, com certeza. Amanhã decido se tomo conhecimento disso antes ou após o feriado. Tenho que voltar ao mastologista para fazer a reavaliação das mamas, pois já estou com um atraso nesse departamento. O meu clip de titânio que vive acomodado aqui dentro precisa ser revisado com urgência. Ah, esse ano ainda não fui ao dentista, como faço todos os meses de janeiro. Mas esse vai esperar um pouco, há coisas mais sérias a serem atendidas. É que prá completar, na última semana o meu quadril direito começou a dar sinais de cansaço. Lembra que eu já contei que nasci com pé torto congênito, que foi corrigido aos dois anos de idade? Isso me deixou com uma diferença de 4 cm na perna direita e me faz mancar quase que imperceptivelmente, algumas vezes. Eu deveria usar um salto compensatório, mas isso me limitaria usar aquele tantão de sapatinhos diferentes que eu adoro, certo? Pois bem, eu não usei. E com o passar dos anos, sobrecarreguei a articulação do quadril. Que está inflamada, dolorida e tenho feito um esforço enorme prá agüentar a dor. Se tomar antiinflamatório, a dor melhora. Mas, livre da dor eu vou sobrecarregar mais ainda a área inflamada. Então não tomo nada. Farei novamente todos os exames, vou pensar na melhor forma de me cuidar. Já sei que terei que poupar a perna direita o máximo possível, já que não tenho feito isso. E por sugestão do meu ortopedista, que é outro amigo querido, vou tomar as providências para tirar carteira de motorista de deficiente e comprarei um carro automático com a tal isenção de impostos que a lei me favorece. Como já cantou Eduardo Gudin, “quando se perde o telhado, em troca se ganha as estrelas”. Ainda não sei se é bom ou ruim, mas meu céu está bem mais cheio delas.
Escrito por Gisele Queen Kong às 21h37
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Mu... dei!!!!!
Mu... dei!!!!! Pronto, estou no novo apê. Não foi nada fácil, joguei um caminhão (de verdade) de coisas fora, algumas boas e que eu não usava, outras porcarias que eu guardava. O entulho era tanto que eu já tava colecionando cabo de vassoura. E ao desencaixar tudo, estou jogando mais coisas. A coisa tá assim meio esquisita pois, sofá, mesa de jantar, estante para livros, móveis nos quartos, não tem. Não comprei ainda porque não sabia direito como iria ajeitar tudo, nem o que caberia. O fogão/geladeira/lavadora de roupas/pratos não chegaram. Só uma TV foi instalada. A portabilidade do tel ainda não rolou, estou com o número menos usado e que ninguém tem. Então o tel não toca. Nenhum quadro foi pendurado. Nem a rede. Resumo: colchões no chão, roupas nas araras. Sapatos embaixo delas. Descobri que tenho muito mais roupas e sapatos do que imaginava. E já dei muita coisa. Sabe aqueles sacos de lixo de 100 litros? Foram um cinco, até agora. Contei com a ajuda firme e forte da Bia, que desde a sexta-feira perdeu aula na facu para vir colaborar. O Diego coordenou o embarque e desembarque de caixas no caminhão, num calor de estourar carrapato. E carregou um tantão de coisas no lombo. O Zé cuidou da parte masculina com Diego e também fez as instalações elétricas todas. E desmontou caixas, suou que nem uma mula, organizou a logística da coisa. A Roseli se juntou à Bia para montarem a nova cozinha, desembalando tudo e organizando em seus lugares. Ver a casa sendo esvaziada, e os treze anos de alegrias naquele espaço tão delicioso se acabarem não foi fácil. Quando eu achava que ia desabar, a Fá chegou prá me dar um abraço. Era justamente o que eu precisava naquele sábado. Ela sabia disso e esteve lá. E eu agradeci a Deus por ter uma amiga assim. Saímos os cinco para comer um parmegiana em torno das 14h, varados de fome. No final da tarde Bia e Diego foram prum aniversário, ficamos os três no ralo. Levamos a Roseli prá casa às 20h, e ainda fomos comprar uns parafusos e apetrechos que faltavam. No domingo, mais trampo. E hoje cedo o Zé voltou prá Sampa às 5 e meia da manhã. Embarca amanhã para o Rio, a trabalho, e só voltará no dia 14. Até lá vou ajeitando tudo, passarei a Páscoa botando ordem no meu cantinho. E comendo chocolate, claro. Na falta de macho ajuda muito, sabia? Ah, e a Manu? Essa ficou em Sampa, tem vindo prá casa bem pouco. Estudando pro vestibular do meio de ano? Que nada, a safada tem é caído na farra. Nem conheceu o apê ainda. E ontem ligou desenxabida, querendo saber se tudo estava bem. Obviamente que lhe comi o rabo, com vigor e caco de vidro, como sói acontecer. Coisa de mãe. Uma simples questão de cumprir meu papel e enquadrar as ovelhas desgarradas. Truco se a folgada num aparece aqui no feriado toda dedicadinha. Daí eu carco de novo, que mal num faz. Como diria a mamãe, com filho a coisa funciona assim: se você folgar, vira bandido; se apertar demais fica com trauma, então as minhas terão mesmo é que fazer terapia. Sigo esse mandamento à risca, e tem dado certo. Agora, se você me dá licença, vou abrir mais caixas, tá bão?
Escrito por Gisele Queen Kong às 07h33
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Tus pertenencias
Tus pertenencias Un hombre murió intempestivamente… Al darse cuenta vio que se acercaba Dios Quien llevaba una maleta consigo… Y le dijo: Bien hijo mio, es hora de irnos… El hombre asombrado le preguntó a Dios… Ya… tan pronto tenía muchos planes… Lo siento hijo… Pero es el momento de tu partida Qué traes en esa maleta? -Tus pertenencias… Mis pertenencias? Son mis cosas, mis ropas, mi dinero? -Lo siento hijo las cosas materiales Que tenías, nunca te pertenecieron… Eran de la tierra. …Traes mis recuerdos? -Lo siento hijo, esos ya no vienen contigo Nunca te pertenecieron, eran del tiempo… …Traes mis talentos? Lo siento hijo pero esos nunca te pertenecieron… Eran de las circunstancias …Traes a mis amigos, a mis familiares? Lo siento hijo pero ellos nunca te pertenecieron eran del camino ….Traes a mi mujer y a mis hijos? Lo siento hijo ellos nunca te pertenecieron eran de tu corazón Traes mi cuerpo? Lo siento hijo…. ese nunca te perteneció ese era del polvo …Entonces, traes mi alma? -Lo siento hijo pero ella nunca te perteneció… era mía Entonces el hombre lleno de miedo arrebató a Dios la maleta y al abrirla …Se dio cuenta que estaba vacía… Con una lágrima de desamparo brotando de sus ojos, el hombre le dijo a Dios -Nunca tuve nada? Si… hijo mío… Cada uno de los momentos que viviste Fueron sólo tuyos… La vida es sólo un momento… Un momento todo tuyo Disfrútalo en su totalidad…. Que nada de lo que crees que te pertenece Te detenga…
Escrito por Gisele Queen Kong às 20h35
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