http://04021c3560d0c90306.comunidade.uolk.uol.com.br/2008_10/topic2008_10-08_15_43_37-3929349.html Blog de Gisele Azevedo - UOL Blog



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BRASIL, Sudeste, SOROCABA, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Música, Cinema, gastronomia, livros, namorar



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    Blog de Gisele Azevedo


    De malas prontas!!

    De malas prontas!!

    Ontem teve jantar da Confraria, sinta o cardápio:

    De entrada a Cida fez ovos assados (com presunto de parma, creme de leite, tomate e queijo), de lamber os beiços.

    O prato principal da Anita, a caloura, foi baião de dois com mignon ao molho de vinagrete e farofa de banana.

    E Miriane mandou bem na sobremesa, com mousse de queijo com molho de goiabada (ao vinho). No grand finale encaramos uma Veuve Clicquot, só prá contrariar...

    Sim, porque a noite toda foi espumante e vinhos.

    Ah, depois do café a Cintia serviu uns bombons de coco com nozes e de brigadeiro.

    Acordei feliz, feliz. Tinha ido prá cama totalmente possuída por Baco.

    E agora cedo estou de malas prontas prá Fortaleza.

    Mas antes passo a tarde com o Zé, prá recarregar as baterias e aguentar tremenda ausência: 7 dias inteiros sem nos vermos.

    Será que eu aguento?

    Vou me esforçar, principalmente porque a amiga cearense que vai me receber, a Dedéa, já prometeu me levar num show do Falcão.

    E vou seguir a recomendação de uma amiga e tomar sorvete de manjericão.

    De joelhos, prá pagar promessa.

    Aquela de que eu vou me esforçar muito prá trabalhar à beira-mar.

    Porque num será fácil...

     

     

     



    Escrito por Gisele Queen Kong às 09h15
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    Novidade na área!!!

    Novidade na área!!!

    Gente, tem um blog novo na parada, que é um arraso.

    Veja o link aqui do lado... hummmmmmmm... esquerdo, acho eu, do monitor.

    Ah, sei lá, naquela coluninha onde tem os blogs que eu indico.

    Hoje tem reunião com a chefa na facu, contas mil prá pagar, pacientes prá atender, emeios prá responder, aulas de Fortaleza prá dar acabamento e, se der tempo, manicure, sombrancelha, depilação e dar uma aparada no rabinho de trás do cabelo.

    E estou com a carteira cheia de pouquíssima grana.

    Mas tocamos em frente, que essa porra de crise está levando muito mais do que isso: os empregos das pessoas.

    Aqui chove prá cacete, há sei lá quantos dias.

    A falta de sol me deixa down, e isso é um saco.

    Então vou pro blog novo, já que rir ainda é uma super decisão.

    Principalmente se for prá rir de mim mesma.

    Mim mesma existe?

    Enfim, reclamar e praguejar num combinam muito bem comigo.

    Deve ser algum distúrbio mental.

    Que não vou tratar.

    Beijo na sua bunda seca,



    Escrito por gr.azevedo às 11h57
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    Tô macha!!!

    Tô macha!!!

     

    - Alô?

    - Dotola Chi Zhel?

    - Sim, aqui é a Gisele, pois não?

    - Aqui é Xin Pahn Zeh, falando de Xang Hai.

    - Diga, meu senhor.

    - A dotola esqueceu de fazer o depósito na conta de Maxwellchina, pala o visto da ONU?

    - O que? Você é o fuduma que tentou me passar a perna, é???

    - Não senhola, não sou o Fuduma, sou o Xin Pahn Zeh.

    - Mas é ele mesmo, que descaramento...

    - Dotola, estamos espelando o seu depósito pala plovidenciar seus documentos.

    - O senhor tá pensando que eu sou besta, é? Vem com esse papo de emprego na ONU, sem entrevista nem nada, e me oferece um cargo acima do que eu me candidatei, dizendo que tenho competência? Acha que vou te mandar dinheiro prá isso, acha?

    - A senhola quer dizer que num tem competência plo calgo, dotola?

    - Mas é muito desplante da sua parte me dizer uma coisa dessas. Eu num tenho é saco de agüentar seu golpezinho barato. Já te denunciei na Comissão Anti-fraude da ONU, sabia? Você vai comer muita cana por conta dessa tentativa de me enganar, seu filho de uma puta!!!!

    - Denúncia na ONU? A dotola tá blincando comigo, mesmo. Se num quer o tlabalho, diga logo que chinês num tem tempo plá passar com blasileila maluca...

    - Se eu sou maluca o senhor é um baita 171. E pode ir parando com essa conversinha mole, que eu já descobri tudo sobre essa sua armação de oferecer emprego na ONU prá tirar dinheiro de otário.

    - Ah, é isso? A dotola quer guela? Então vai ter, tua batata tá assando...

    - Batata o quê???

    Pi, pi, pi, pi, pi, pi....

     

    A ligação caiu e eu nem pude falar praquele chinês fudumaputa tudo o que estava engasgado na minha goela.

    Mas ainda falo.

    Basta que ele apareça na minha frente, de novo.



    Escrito por gr.azevedo às 19h59
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    A cura

    A cura

    Overdose de família e namorado curam todo tipo de contrariedade, nénão?

    Então, tô curada.

    E prá me restabelecer totalmente, hoje tem jantar na casa de uma amiga, na quinta-feira tem jantar da Confraria e viajo na sexta-feira prá Fortaleza, prá dar aula no curso de Especialização em Estomaterapia de lá.

    Mas no findi vou dar uma salgada no rabinho, naquele marzão lindo de doer.

    Ou seja, nada como um dia depois do outro e algumas noites de insônia no meio...

    Só num tô podendo ouvir falar em chinês, ONU, Neviorque... ainda.

    As filhas já alugaram um apto bem legal em Sampa, estão se instalando.

    E hoje é o niver do genro mais amado do mundo: o Di.

    Batente aumentando devagar, tudo se ajeita novamente.

    E vamos em frente, que os micos me esperam.



    Escrito por gr.azevedo às 07h45
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    Prá acabar com a malandragem...

    Prá acabar com a malandragem...

     

    Deu no UOL:

    "Casal Hernandes pede ajuda de fiéis para ajudar a reconstruir o templo".

     

    http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2009/01/22/ult4469u36370.jhtm

     

    Esses dois sabem mesmo aplicar o golpe, nénão?

    Prometem o céu, descolam uma grana mensal e ainda mantêm um caminhão de fãs, prontos para defendê-los em qualquer circunstância mais, digamos, desagradável.

    Então, o time que tentou me extorquir precisa fazer um estágio com eles.

    Talvez possam começar aplicando o conto do bilhete no centro de SP.

    Isso porque eles me passaram um número de conta bancária para fazer o tal depósito, que já está sendo rastreada pela Comissão Anti-fraude da ONU, após minha denúncia formal.

    Além dos emeios todos que facilitam a localização de máquinas, servidores, etc.

    Bem, isso é lá com eles, fiz a minha parte.

    Enquanto isso, por aqui, recebo mensagens muito carinhosas de amigas que adoro:

     

    "Lamento também pelo sonho perdido, ainda mais que fiquei tão bem na foto do passaporte e já pensava qual  modelito usaria qdo estivesse vendo a neve cair no Reveillon que seguramente EU passaria em NY com vc.

    Deixa estar. Vou rogar uma praga de espanhola nessa raça ordinária.

    Tudo bem, vá. Ter vc aqui sempre nem é tão ruim assim..."

     

    Ela num é um doce de coco? Interesseira que só ela, mas aposto que me ama.

    E as amigas da Confraria, que agora levaram a sério essa de fazer o jantar de julho em Neviorque?

    Filhas da puta, dessa vez eu vou me foder. Só espero me safar do ônus de ter que alugar um apto por lá, só prá gente flanar pela cidade, conforme prometido.

    By the way vou começar a descolar uma poupança.

    E o aprimoramento no inglês, que tinha pegado firme, agora vou encarar de verdade.

    Pena que deixei escapar o pedido de casamento do Zé.

    Fiquei tão feliz com o gesto... mas ele já desistiu.

    Nem anel teve.

    Vou ter que inventar outra moda prá ver se agarro o desinfeliz.

    Quem sabe um emprego em Roma, Paris, Milão?

    E para aqueles que não acreditavam que esse ano o blog ia bombar de tanto mico, comecei bem.

    O pessoal do IBAMA já tá atrás de mim, dizem que é crime inafiançável.

    Que nem o dos bispos em Miami.

    Mas, cá prá nós, foda mesmo é a música "Engenho de dentro", do Jorge Benjor, que não me sai da cabeça:

    "Prá acabar com a malandragem tem que prender e comer todos os otários..."

    Ai, Gzuis, me leva que eu tô pronta!!!!!

    Em tempo: aqui vão os dados dos golpistas:

    MaxwellChina LTD.

    ID 1198R

    Account number: OSA00884330932001

    Swift Code: CMBCCNBS050



    Escrito por gr.azevedo às 10h13
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    Day after

     

    Day after

     

    Pois é, fazendo os tais seguimentos com os funcionários de Recursos Humanos da ONU (Jurgen Davidson e Brunilda Sumarokov), recebi uma informação para entrar em contato com info@maxwellchina.org  para providenciar meus travelling arrangments.

    E tinha que pagar no mínimo U$ 1,905. Achei tudo muito estranho e mandei o material pro meu amigo de Neviorque, o Dau, que estava esclarecendo tudo para mim.

    Sentimos cheiro de coisa errada.

    Vasculha, procura, investiga e nada dos funcionários da sede falarem conosco by phone.

    Eles só tratam por emeio e nos pediram para enviar uma comunicação de fraude.

    Disseram que a ONU não contata ninguém para emprego e que, depois de feito o application pelo site oficial, eles submetem os fortes candidatos à entrevista.

    Nada disso aconteceu comigo, estava tudo fácil demais.

    Ou seja, tudo era uma grande fraude.

    Só não caí prá valer porque me recusei a mandar a grana.

    Mas caí sim.

    Tive uma noite horrível, sentindo-me a última das ingênuas.

    As filhas, o Zé, todos estão solidários.

    Meno male.

    Ainda não obtive o veredicto final, mas não tenho mais dúvidas.

    Peço desculpas a todos pelo engodo.

    Agradeço a todos os amigos que manifestaram sua alegria, seu carinho e sua vibração por essa conquista que não houve.

    E estou aqui com meus cadarços elaborando o luto.

    Por que fui cair nessa?

    Que portas abri em mim para permitir que isso acontecesse?

    Certamente os caras que dão golpes do lado de lá são muito mais espertos do que os daqui.

    Não sou nenhuma idiota, reconheci direitinho os endereços de emeio, o inglês acertado, os impressos oficiais, todos fraudados.

    Mas não sou nada esperta.

    Sei lá o que sou.

    Sei somente que estou bem decepcionada.

    E catando os cacos do entusiasmo, das providências que estava tomando, de tudo, enfim.

    Escrusive dos planos com as amigas da Confra, de fazermos uma reunião no meu apto em julho.

    E colocarmos a bandeira da Confraria junto daquelas dos 191 países membros da ONU, em Manhattan.

    E dar injeção na bunda do Ban Ki-Moon, o secretário geral.

    E fazer muita farra por lá.

    Bola prá frente.

    Há um ano cheio de trabalho, conquistas e vitórias para ser encarado.

    Coisa que cuidarei tão logo acabe esse dia.

    E venha o de amanhã.

    Bem rapidinho, please.

     

    Ah, uma coisa divertida nisso tudo:

    Eu e o Zé, naqueles tais sofrimentos/preparativos/negociações para a minha tal viagem a Neviorque, e numa dessas ele me propôs casamento, para que eu me sentisse mais tranqüila.

    Ele num é demais?

    Pois é, agora ele cismou que eu inventei isso tudo só prá ele casar comigo.

    E disse que quem escapou de boa foi ele.

    Graças a um chinês maldito que resolveu enfiar a mão no meu bolso e encontrou um escorpião.

    Ahahahahahah!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Eu mereço!!!!



    Escrito por gr.azevedo às 15h40
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    New York ... coming soon!!!

     New York ... coming soon!!!

    Assustou com o título do post?

    Imagine eu, então!!!

    Sente-se confortavelmente que vou contar tudim.

    Em dezembro eu enviei meu curriculum para uma vaga de enfermeira chefe da clínica médica da ONU em Neviorque.

    No dia seguinte recebi um retorno me solicitando o preenchimento de alguns formulários, dentre eles uma entrevista com um tantão de perguntas.

    Fiz tudo direitinho, mandei de volta em 22 de dezembro.

    Dia 11 de janeiro baixou no meu pobre pc a resposta: Congratulations, você está contratada por cinco anos para o cargo de Chief Medical Officer.

    Salário inimaginável mais benefícios idem. Tudo em dólalds, craro!!!!

    Só fui ler a tal mensagem dia 12 à tarde, numa lan house em Sampa, pois num tinha levado o pc, já que encarava a maratona de busca de apto pras fiotas morarem.

    Desmontei. Chorei que nem criança na frente do computador, cheio de gente do lado.

    Eu e Manu.

    Ela assumiu o teclado, imprimimos todos os anexos com contrato, termo de compromisso, histórico médico e saímos de lá.

    Desde então num durmo direito.

    Já preenchi tudo, enviei por emeio conforme me pediram, assinado escrusive.

    E agora estou conseguindo realizar o futuro: pedir afastamento na PUC, deixar a casa aos cuidados das filhas, passar a clínica para uma outra enfermeira estomaterapeuta da minha confiança, organizar as malas, pensar em moradia, meter a fuça no aprofundamento do inglês e... partir no final de março. E trabalhando, como sempre.

    Meu deadline é primeiro de abril, para começar o treinamento remunerado de um mês e assumir minhas funções em maio.

    Quem consegue imaginar o que é para uma pessoa que nasceu na roça de Olímpia há 46 anos, filha de um bancário e uma professora de Estudos Sociais (lembram dessa matéria?), bisneta de imigrantes italianos, trabalhando no semi-anonimato em Sorocity, ser aceita para chefiar uma equipe de enfermagem na Organização das Nações Unidas, em Neviorque, junto da Comission for Sustainable Development, lá no 21º. andar daqueles prédios lindos da tal sede em Manhattan?????

    Ninguém consegue, nem eu consigo, falar a verdade.

    Lógico que eu vejo que sou competente no que faço, sem exagero nem modéstia.

    Sempre me esforcei para construir isso. E também sacrifiquei muito a minha relação com a família e com as filhas, para que pudesse chegar onde estou.

    Ou seja, nada foi gratuito, nada caiu do céu.

    A minha fórmula profissional sempre foi muito esforço, muito trabalho e muita abundância.

    Sorte? Certamente um bom tanto.

    Boas oportunidades? Outro tanto.

    Muitos desafios e nabos? Com certeza.

    Mas lá estava eu, pronta prá fazer daquela porrada de limões uma boa jarra de caipirinha.

    E deu no que deu. Só que dessa vez a dose de prosperidade profissional foi demais na minha pobre cabeça.

    Estou atordoada.

    Vou cuidar da prevenção de doenças e da manutenção da saúde de toda a equipe de funças daquele organismo internacional, sejam eles civis ou militares, juntamente com profissionais sei lá de onde.

    Me parece que lá todo mundo é estranja.

    Além disso, vou fazer a previsão e organização de materiais e equipamentos de saúde das missões da ONU nos locais de conflito. E treinar pessoal, gerenciar a transferências de funças doentes ou atingidos nas batalhas para hospitais em Neviorque, dar más notícias para outros, e por aí vai.

    A instituição poderia ser melhor? Poderia fazer mais pela paz mundial?

    Obviously (já tô treinando o ingrês...) que sim.

    Se eu estivesse no papel do manda chuva do bagulho, eu iria fazer do meu jeito.

    Mas num estarei. E meu trampo lá é de outra ordem.

    Então, os dois pés em Deus e fé na tábua.

    Vou ter férias bacanas como todo cristão, feriados legais como todo norte-americano metido, devo viajar um bom tanto prá tudo que é buraco (Gaza, here we go!!!), passar muitos apuros com a língua, ficar olhando pros lados perdida com cara de D. Baratinha (descrição filhal), errar nos botões que devo apertar, abrir portas quando deveria fechar, passear no Central Park vez ou outra, ver  muito filme bacana e peças de teatro off-Broadway, caminhar muitão pelo SoHo/Village/Chelsea, acompanhar todas as novidades do MoMa, Guggenhein e todos os outros, montar um cantinho legal prá morar e curtir como nunca os amigos que se dignarem a me visitar.

    E voltar prá roça sempre que puder, guardar dinheiro, melhorar de vida, tirar o pé da lama e namorar.

    Muito.

    Porque o Zé já prometeu e eu registro aqui, só prá comprometê-lo mais ainda, que irá se empenhar prá me seguir, assim que der.

    E vai dar, porque vou sambar prá ajeitar tudim prá receber ele por lá.

    Com trampo bacana, cantinho legal e visto diplomático.

    Que nem o meu e o das fiotas.

    Fora isso num consigo planejar mais nada.

    A toda hora vem um detalhe novo na minha cabeça, olho prá Bia e conto.

    Ela se apruma toda e começa a pensar em como faremos, e lá estamos nós nos planos.

    Como disse a Fer, em 2009 eu seria a rainha das jujubas de cereja.

    Acho que farei um tiquinho mais, vou assumir meu nome em inglês: Gisele Queen Hollywood.

    Traduza que você verá que estou certa.

    Ou então, como esse jeitão de Telettubie que eu tenho, quem sabe a Disney num me contrata?!

    Sou grata à vida e a todos que caminham comigo.

    E já estou me aprontando para fazer muito mais e melhor o meu teco por aqui.

    Sinto que sou capaz de construir coisas muito mais legais do que antes.

    E sei que, se derem certo, vou me sentir muito mais feliz e grata.

    Só num sabia que merecia sentir tanto.

    E tão cedo.

    Ah, se você achou a minha idéia legal, entre no link abaixo e veja as vagas abertas. E tente. Vale a pena, viu?!

     

    https://jobs.un.org/Galaxy/Release3/vacancy/vacancy.aspx?lang=1200

     

    P.S. O vídeo abaixo é comemorativo e recebi de um amigo querido, que mora no meu coração, o Roberto Scorza. Veio no dia certo, pois tem tudo a ver com o que estou sentindo. Beijos prá ele.

     



    Escrito por gr.azevedo às 15h31
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    Porra, que merda olhar para isso!!!

    Porra, que merda olhar para isso!!!

    Ontem no final da tarde o cidadão tentou folgar na minha aba.

    E logo agora, pela manhã fui surpreendida pelo mesmo ex que veio tentar novamente me fazer de sua empregada.

    Como se só ele tivesse mil atividades para fazer no dia.

    E como se, igualzinho nos velhos tempos, eu estive pronta para, num estalar de dedos, servir o meu amo.

    Ah, vá se foder!!!

    Como diz o Zé:

    "Criou seus monstros, neguinha?! Agora cuide deles..."

    Necas de catibiriba.

    Criei, deletei e boa.

    E quero ficar bem irada, muito puta da vida, totalmente fodida com isso, prá mergulhar fundo na sensação de ser idiota.

    Chafurdar o pezinho minúsculo na lama babenta.

    E depois voltar à tona.

    Prá nunca mais repetir essa história.

    Com mais ninguém.

     



    Escrito por gr.azevedo às 09h10
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    O vizinho da frente

    O vizinho da frente

     Em frente da minha casa tem um predinho de uns 4 andares, todo verdinho e feio.

    Como moro aqui há 12 anos, acompanhei toda a construção do tal predinho, e dos demais da vizinhança.

    Com muita xeretice, como é do meu perfil.

    Daí que, um dia começo a ver um cara na janela que dá de frente pro meu quarto, no segundo andar do tal predinho.

    Sei lá quanto tempo faz isso, mas ele sempre vai prá janela prá fumar.

    Donde eu concluí, no início, que deveria morar com alguém que não fumava e se incomodava com a fumaça.

    Bingo!! Um belo dia vejo uma mulher na janela.

    A esposa ou a empregada, presumi.

    Tinha cara de marida, decidi que ele era casado.

    Mas sem filhos.

    Comecei a perceber que o cara tinha o cabelo cortado tipo reco ou de milico, raspadinho em baixo e curtinho em cima, e que vivia em casa durante o dia.

    À tardinha ele saía pro trabalho, de roupa comum (ou pruma gandaia qualquer, vai saber?).

    Certeza que é milico, acho que policial rodoviário.

    Tem shape de policial rodoviário, mas nunca apareceu de uniforme na minha vista.

    Então agora ele é policial rodoviário e pronto.

    E sempre fuma sem camisa na janela, mesmo nos dias mais frios.

    É magro, feinho e tá sempre com cara de xereta, assuntando na janela.

    Num é totalmente feio, mas também decidi que não era comestível, então entrou pro rol dos feinhos.

    Nunca nos cumprimentamos, mas nos vemos quase todos os dias e, em alguns deles, nos cruzamos na janela várias vezes ao dia, quando também vou fumar na minha.

    E confesso que ele deve se divertir com a paisagem, pois estou sempre de camiseta e calcinha, ou então sem essa segunda peça que, dentro de casa é absolutamente dispensável e me incomoda um tanto.

    Vez ou outra opto pela versão camiseta e calcinha modelo coador, daquelas véias, de elástico frouxo e com furos nos fundos.

    Sempre que ele me flagra num traje hilário, desata a rir disfarçadamente, e olha fingindo não querer ver.

    Algumas vezes, quando a camiseta minha é mais curta e eu esqueço da tal janela, ao me dar conta da figura postada no beiral, tento me ajeitar e tornar a coisa menos indecente.

    Nessas horas ele ri mesmo, pois a cena costuma ser ridícula: cabelos despenteados de quem acabou de acordar, cara inchada, camiseta veia desbeiçada, pés no chão, um cigarro na mão e um copo de chá na outra.

    Pela cor do líquido, aposto que ele jura que bebo mijo todos os dias.

    Ah, relendo o que escrevi, percebo que falta uma informação importante: da janela ele só me vê do peito prá cima, e eu idem.

    Mas, quando eu venho pro escritório, tenho que sair pela sala, atravessar o jardim da frente e a garagem, pois meu cantinho de trabalho fica ao lado da garagem.

    Então, nesse trajeto ele pode me ver passar por uns trechos, quando está na janela.

    Não é muita coisa, pois minha casa é um sobrado com um grande muro que cobre toda a frente, bastante preservada, mas do alto dá prá ver algo mais.

    Mas vamos ao cidadão.

    Andou sumido no começo de dezembro, por uns vinte dias.

    Janelas fechadas, tudo escuro, achei que tinha mudado.

    E reapareceu mancando, apoiando-se numa muleta, pouco antes do Natal.

    Quando desceu na calçada, estava com a mulher, que dirigia o carro com cara emburrada, e seu pé estava engessado.

    Tadinho, será que quebrou no futebol?

    Teve que fazer cirurgia, ficou internado e tudo?

    Sentia dor?

    Ai, que curiosidade, gzuis!!!!

    Hahahahahahaha, ontem ele fez cara de dor na janela, quando se movimentou.

    E num tem ido trabalhar desde que reapareceu.

    Eles já moram lá há algum tempo. Por que num tem filhos?

    Ela num é nova não, e é bem feia.

    Toda gorducha, cara de brava.

    Acho que é mal humorada.

    Mas ele num parece ser, não.

    Reforcei minhas observações durante nossas micro-férias, em que eu e o namorado ficávamos fumando juntos na nossa janela.

    E ficar imaginando a vida dos outros é a maior delícia.

    Ele também adora, e é bem curioso.

    Ou seja, passamos horas naquela vadiação, distraídos que nem porco na merda.

    Agora o "vizis" (as fiotas o chamam assim) instalou um pc perto da janela, então ele fica ora sentado, ora de pé.

    Decididamente aquele é um quarto tipo escritório da casa, o dormitório deles é o do lado.

    Muito raramente ele vai fumar na janela lateral, que é a da sala.

    Mas só quando chove.

    Estou azul prá perguntar o que houve com o pé dele, mas o Zé já me avisou que nada de papear na janela.

    Acho que é porque a mulher do milico pode num gostar, né?

    Então estou esperando uma oportunidade em que eu o encontre na calçada.

    Coisa rara, pois sempre saio de casa pela outra rua, da garagem, já que minha casa é de esquina.

    Mas um dia vai dar certo.

    Ou então, eu desobedeço o Zé (que num manda lá aquelas coisas, certo?), e tasco a pergunta de lá mesmo.

    E boa, que perguntar num mata.

    Assim que eu souber de algo mais, prometo que conto aqui.

    Ou num conto nada, só de pirraça.

    Já imaginou se ele for um contraventor famoso?

    E se a casa dele for um escritório dissimulado da Al-Qaeda, do Hamas ou do Hezbollah???

    Ou então ele pode muito bem ser um agente do Mossad, infiltrado na cidade.

    Mais ainda, ele pode ser um baita folgado, que vive às custas da mulher, enchendo a cara de cachaça o dia inteiro...

    Garoto de programa?

    Um gourmand, que passa o dia inventando receitas deliciosas e diferentes, ou fazendo releituras de pratos comuns?

    Essa bem que seria uma opção legal, e ultra moderna.

    Nossa, já tive tantas divagações a respeito, que até me atrapalho com tantas possibilidades.

    Um gourmand do Mossad?

    Um pingaiada do Hamas? Nesse caso ele só beberia Arak, né?

    Garoto de programa do Hezbollah?

    Policial rodoviário contraventor?

    Socorro, me ajudemmmmmmmmmmmm!!!

    P.S. Estou prestes a oficializar a concretização de um de meus grandes sonhos profissionais. Tão logo isso ocorra,  prometo contar aqui prá comemorarmos juntos. E tome reza, por enquanto...



    Escrito por gr.azevedo às 15h29
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    Ai, gzuis!!!

    Ai, gzuis!!!

    Esqueci de dizer que, em meados de 2008 iniciei uma reeducação alimentar que estou levando em frente, com base na Nutrição Funcional, e que foi o grande diferencial no meu bem-estar.

    Tenho comido legal, coisas gostosas, emagrecendo e estou me sentindo muito melhor.

    E me permiti várias extravagâncias no findiano, tais como pudim de leite da mams, panetone de cerejas e nozes, pavê de abacaxi da mams e outras escorregadelas.

    Por outro lado, temos comido tanto peixe que, segundo o namorado, já estamos com guelras.

    Pode me empurrar dentro dum aquário que sobrevivo na maior.

    E me farto de sashimi.

    Fresquinho, fresquinho.



    Escrito por gr.azevedo às 18h14
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    Balanço geral!!!

     

    Balanço geral

     

    O ano acabou com estardalhaço e eu ainda não fiz aquele balanço oficial, que todos nós fazemos.

    E que serve, na verdade, prá que a gente faça contato com tudo o que viveu, mais uma vez.

    Pois saibam que o tal ano foi mesmo porreta.

    Logo no começo eu engatei forte na conclusão da tese de Doutorado.

    Até o final de fevereiro foi um mergulho no inferno.

    E, como sabemos, o inferno num é assim tão foda.

    Até que é bem quentinho, em algumas ocasiões.

    Um quentinho bem acolhedor, eu diria.

    Mas chamusca.

    Saí dele totalmente detonada, com energia zero.

    E o que me restou foi suficiente prá encerrar um relacionamento que estava me fazendo mal.

    Ou mais mal do que bem.

    E como não se faz omelete sem quebrar ovos, aprontei aquela meleca.

    Só que não foi a primeira vez, então eu já tenho um certo traquejo.

    Choro, tomo umas pingas e mergulho no breu.

    Enfiei o pé no fundo do poço, dei uma leve chafurdada na lama e voltei à tona.

    Com tudo.

    E disposta a encontrar um novo amor.

    Já que estava sozinha e com tempo, dediquei-me fortemente ao meu texto.

    Escrevi contos eróticos, dei o maior gás no blog e ainda rascunhei alguns textos que um dia comporão um livro.

    Minhas crônicas são ainda de lascar, mas não deixei nada de lado.

    Enquanto isso, o ex-marido continuava na espreita.

    Nada de aproximação real e carnal, mas sempre ali, dando sopa.

    Resisti firmemente.

    "Revival" nunca foi o meu forte, confesso.

    Vivi dias de verdadeiro horror com o fantasma do adoecimento de minha mãe.

    Fiz contato verdadeiro com a possibilidade da perda dela, que teve parada cardíaca, coma e um mês de UTI.

    Ficamos mais próximas do que já éramos, e minha velha esgotou 6 vidas de uma tacada só.

    Enquanto isso a filha mais velha, Manu, sucumbia nos EUA.

    Decidiu voltar ao Brasil, e eu consegui permitir que a sua decisão fosse totalmente individual, isenta e sem palpites.

    Mas rezei, e muito.

    Nisso eu já estava totalmente envolvida no projeto de amar novamente.

    E a coisa não foi mole.

    Vadiei como nunca dantes em minha vida.

    Em algumas semanas foram dois ou três candidatos reprovados.

    E alguns que eu aprovava totalmente me deram um fora de arrepiar.

    Nesses momentos só um bom vinho me salvou.

    E as reuniões da Confraria, onde eu partilhava muitas cenas hilárias ocorridas em quartos de motel, restaurantes e cafés de São Paulo.

    Confesso que mais reprovei do que fui reprovada.

    É que o nível dos candidatos num tava fácil.

    Nesse ínterim, a filharada e o genro promoviam grandes debates em família, discutindo a perdição da matriarca.

    Segurei a onda e coloquei todos em seus devidos lugares.

    Mas à noite, naquela hora de insônia, cá com meus cadarços e entre risadas, eu me achava mesmo uma puta Messalina.

    Que se fodam, num quero saber de nada, quero o meu carneiro em pé!!!

    No trabalho tudo rolava mais lentamente, passei o ano na maior preguiça profissional.

    Mas fiz tudo direitinho. Só que poderia ter feito melhor, é claro.

    Como já fiz melhor muitos anos seguidos, dei-me esse direito.

    Manu voltou e instalou-se em Sampa, com a irmã, minha caçulinha companheira de forno, fogão e conversas densas, a Bia.

    Nossa readaptação não foi fácil.

    Aliás, não tem sido. Ficamos distantes fisicamente por 3 anos e meio.

    Por aqui tudo mudou. Eu e Bia estamos mais amigas, mais tolerantes, mais divertidas e mais leves.

    E nos EUA num é assim, né?

    Aos trancos e barrancos tudo caminha para se ajeitar de novo. Agora com as duas fiotas e o genro-filho, que sempre esteve por aqui.

    Em outubro conheci o príncipe encantado da maturidade.

    Aproveitei a deixa e dei cabo, definitivamente, do ex-marido que ficava empatando a foda. Pus ponto final inclusive nas reuniões de família cheias de melação.

    Nos damos bem, mas não preciso ficar na lenga-lenga com ninguém.

    E a vida agora está plena.

    Sinto-me amada, admirada, respeitada, desejada, entendida até nos meus momentos de afundamento em devaneios.

    E igualmente amo, admiro, respeito, desejo e entendo o Zé.

    São três meses de paz, harmonia, muita risada, muita putaria e algum tanto de trabalho.

    Temos pouco dinheiro, mas grandes perspectivas.

    Sim, pois refazer a vida sem aquele recheio marital no orçamento foi coisa que eu encarei de verdade somente no ano que passou.

    Segundo a minha terapeuta, fiz a transição para a vida independente com muito suor e trabalho.

    Aliás, a minha terapia foi um capítulo à parte nesse balanço.

    Sem a lucidez e o acolhimento dela, eu certamente teria me queimado de verdade.

    Enfim, esse foi um ano dos grandes.

    Dolorido, difícil, custoso, divertido, denso e com saldo positivo.

    Exatamente como a minha vida.

    Mas, cá prá nós, os céus bem que poderiam me dar uma folguinha em 2009, nénão?

    Torço e trabalho para que arrefeçam os B.O.s.

    E, se não acontecer, tem pobrema não.

    Estamos aqui devidamente treinados prá isso mesmo.

    Então, que venha 2009!!!



    Escrito por gr.azevedo às 10h02
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    Dia de Reis

    Dia de Reis

    Hoje é aquele dia lá em que os três reis magos levaram os presentes prá Jesus.

    Acho bem bacana isso, e vamos então cuidar da porção material segundo a herança que Balthazar, Melchior e Gaspar nos deixaram.

    Comerei 3 sementes de romã para cada um deles, fazendo meus desejos.

    Todos de realização profissional, com bastante dinheiro junto.

    Quem sabe um dia ainda realizo aquele sonho grandão, que guardo dentro do coração, mas já soltei pro Universo afora.

    Devo confessar que, por aqui, o começo do ano foi realmente delicioso.

    Exatamente no período em que começaram os ataques em Gaza, começamos nossas micro-férias de namorados.

    Um contra-senso, eu bem sei, mas dizem por aí que no mundo é assim mesmo.

    De toda maneira, fiquei totalmente ligada em tudo o que acontecia por lá.

    E continuo ligada.

    Não dá prá não sofrer, mesmo à distância, sabendo que do outro lado do mundo mais crianças ficam órfãs, mais pais perdem seus filhos e mais pessoas se tornam deficientes, por conta de uma disputa que poderia ser resolvida de outra forma.

    Mas somos burros, infinitamente burros, e fazemos tudo como animais, muitas vezes.

    Inclusive a defesa de nossos territórios, de nossas crenças, de nossos valores e bens.

    Ligando tudo, tanto a visita dos três reis na antiguidade, quanto a burrice humana atual acontecem na mesma região do nosso planeta.

    E, salvo algum engano, o mote dos dois acontecimentos diz respeito à bens materiais.

    Ou seja, tudo continua muito diferente, mas muito parecido nesse nosso mundo imbecil.

    De toda forma, ainda prefiro o meu retiro amoroso.

    Que só faz bem.

    Pena que dura pouco.

    E graças a nós, sempre pode ser reeditado.

    Assim como as guerras.

    P.S. Num entendi picas da reforma ortográfica. E sou contra. Mas prometo instalar um corretor de texto atualizado, para me facilitar o aprendizado. Ou então prá ficar na moda, quem sabe?

    P.S. Depois de comer os 9 gominhos de romã, boto as sementes na carteira, enroladas num papel alumínio. Terei dinheiro o ano todo, sabia?!



    Escrito por gr.azevedo às 00h18
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