http://04021c3560d0c90306.comunidade.uolk.uol.com.br/2008_10/topic2008_10-08_15_43_37-3929349.html Blog de Gisele Azevedo - UOL Blog



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BRASIL, Sudeste, SOROCABA, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Música, Cinema, gastronomia, livros, namorar



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    Blog de Gisele Azevedo


    Famoso, quem??!!

     

    Show do João Donato e Lisa Ono no Mistura Fina, no Rio.

    Eu e o ex-marido, numa das muitas viagens de namoro à cidade que mais amamos neste país compramos os tais ingressos e nos arrumamos comme il faut para a noitada.

    Um clube pequeno e aconchegante, onde as pessoas sentam em mesas com estranhos. Eu detesto esse tipo de arranjo, porque sempre acabo caindo com um casal de babacas ao lado.

    Parece carma, isso.

    Pedimos beliscos, uns salgadinhos de derreter na boca, e cervejas. Várias, num balde com gelo.

    Papo delícia, fase feliz do casamento, detectamos um ligeiro burburinho no local.

    Era o cantor Zé Renato, chegando com uns amigos. Bonitinho, ele.

    Parece que cantava umas musiquinhas até boas, segundo a lenda.

    Foi marido da Patrícia Pillar, ouvi dizer.

    Quase prá começar o show, chega um casal e se instala em nossa mesa.

    A mulher de camisa de cetim vermelha, saia curta e meia arrastão preta (pasmem!!), as banhas saltando da roupa justa, com cara de puta de esquina.

    O homem de calça justa de couro preta, camisa aberta no peito e cheio de correntes prateadas. E um cabelão crespo e comprido, totalmente over.

    O marido me cutuca levemente e sussura:

    - É o Moraes Moreira...

    Pensei: puxa, que legal, sempre adorei os Novos Baianos!!!!

    E falei:

    - Nossa, além de pegar puta na rua, ele ainda leva prá passear????

    O marido se contorceu e me ordenou que parasse com comentários malévolos, que essa deveria ser a esposa dele, afinal de contas, esse pessoal artista é tudo assim, gosta de roupas excêntricas, etc, etc.

    Fechei a matraca.

    Num deu outra: meu quase-amigo famoso atacou nossos salgadinhos, sem nem nos cumprimentar, como se fossem cortesia da casa, para ele.

    Fechei a cara, onde já se viu tanta esganação e falta de modos??

    Nisso, chega mais um casal cafona, no mesmo estilo baranga-prost, e o famoso já convida prá sentar conosco.

    A mesa era prá quatro lugares, o Moraes tinha umas pernas de quase dois metros, que esticava por baixo da mesa, nos comprimindo.

    Todo mundo se espremeu, o cara pediu licença e sentou-se com a sua também puta a tiracolo.

    Tudo bem, era mulher dele e logo as duas biscates se puseram a papear.

    O marido vira e, de novo sussurra:

    - Gisele, esse é o Abel Silva, com a esposa...

    - Nossa, amor, como nossa mesa tá cheia de gente importante, né?

    Nisso, os quatro se puseram a comer os nossos beliscos, na maior falta de cerimônia.

    Muito fina que sou, puxei a cestinha pro meu lado. Ninguém desconfiou, puxaram de volta pro lado deles e continuaram comendo...

    Papo animado, as mulheres falavam mal da Marisa Monte, minha ídala, que namorava o Davi Moraes, na época.

    Dizia a sogra que ela era uma nojenta do nariz empinado, mal falava com eles, que o filho estava afastado da família, e outras mazelas mais.

    Eu ouvia tudo prestando a maior atenção e olhando prás duas, sem disfarçar.

    E comentava tudo com o marido, que queria simplesmente ser abduzido por ETs naquele momento.

    Chegou uma garrafa de whisky de cortesia da casa para a galera, que começou a encher o caco.

    Nisso começa o show e os dois homens continuam no papo.

    Só que o Novo velho baiano falava alto, ignorando que um colega cantava a menos de dois metros de nós.

    Na segunda canção eu não me agüentei e soltei:

    - Pssssssssssiiiiiiiiiiiuuuuuuuuu!

    Agora o marido estava ligando pros ETs virem mesmo buscá-lo, de tanta vergonha alheia.

    E eu nem tchuns. Mico maior pagavam os dois grosseirões.

    João Donato e Lisa Ono mandaram “A paz”, uma composição dele e Gilberto Gil.

    Assim era demais, a minha canção de toda uma vida sendo estuprada sem dó por aquele burburinho ao meu redor, não resisti.

    Cutuquei o Moraes e mandei:

    - Por favor, dá prá fazer silêncio enquanto ouvimos essa música? Sabe, eu acho horrível estar em um show em que as pessoas ficam falando enquanto o artista canta...

    Ele me olhou e fez um muxoxo. Ambos calaram a boca.

    Os ETs estavam ocupados, e o marido roxo, de tanta vergonha.

    Me lançou um olhar malévolo denotando que nosso amor corria sério risco naquele instante...

    O show rolou em paz, mas vez ou outra ambos arriscavam um papinho.

    Eu imediatamente olhava com cara feia e a coisa diminuía.

    Claro que meu marido estava feliz com o resultado final, mas absolutamente desconfortável por ter ao seu lado uma mulher tão encrenqueira.

    Mas com isso eu já tava acostumada, né? E ele deveria estar também.

    Nisso, os nossos salgadinhos acabaram e as mulheres, que num tomavam destilados, atacaram nossas cervejas.

    Dose prá leão, a gente pagando a cerveja prá duas piranhas desclassificadas daquelas.

    Terminado o show que foi inesquecível, pedimos a conta.

    Na hora de pagar, o marido terminou de fazer o cheque e o pernóstico pediu nossa caneta emprestada.

    E tascou:

    - Vocês num tem um papel para eu dar um autógrafo de lembrança?

    O marido ia abrir a boca enquanto procurava no bolso do paletó e eu já atropelei.

    - Não, obrigada, não quero autógrafo não... é que eu nunca sei o que fazer com eles...

    E saí puxando meu consorte pelo braço, que insistia em tentar gesticular qualquer palavrão, já que tinha perdido a fala.

    .............

     

    Até hoje, nas reuniões de família, o ex conta essa história e se arrebenta de rir. Mas omite, claro, a parte em que ficou constrangido.

    Num adianta nada, todos o conhecem e podem imaginar as cenas todas.

    E nem ousam elogiar o tal cantor que, desde então, passei a ignorar...

    Prá mim agora, Novos Baianos são somente Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e os caras do extinto “A cor do som”. Que eu ainda amo.



    Escrito por gr.azevedo às 08h08
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    23º30’44” S  47º29’13” W

    Trabalhei ontem o dia todo, das 7 e meia às 19h, sem parar.

    Voltei acabada prá casa, banho e desmaio...

    Entonces post só amanhã, fui passada na centrífuga, acabou todo o caldo.

    E do bagaço num sai nada, né?

    Assim que eu voltar a serumana, escrevo.

    ..............

    Acabo de ler e não consigo não comentar:

    “Lula assina hoje a lei que introduz mudanças na língua portuguesa”.

     

    http://economia.uol.com.br/planodecarreira/artigos/polito/2008/09/29/ult4385u84.jhtm

     

    Como uma besta daquelas, semi-alfabetizada (se é que existe isso), pode assinar as alterações na Última Flor do Lácio, inculta e bela???

    Isso me revolta sobremaneira.

    Se ele faz mudanças, eu posso escrever.

    E, de quebra, ainda ouso pensar em ser escritora e fazer sucesso.

    Ainda bem que viajo no findi prá casa da mamãe, onde terei 430 Km de distância que justificarão minha ausência em mais um pleito eleitoral.

    Não vi propaganda nenhuma, nenhum debate, num conheço um canalha de um candidato e continuo inamovível em minha posição d’antanho: o poder é uma grande máquina de moer carne.

    Pode entrar filet mignon ou carne de terceira que o resultado final é sempre o mesmo: carne moída sem sabor, sem cara, sem fibras e sem personalidade.

    Enquanto isso a economia americana permanece em franca queda, os bancos de lá se dissolvem e o Felipe Massa se fode.

    Thank God o Blog do Falcão ainda sobrevive, a Joyce Pascowitch supera bravamente um câncer de mama e Henriqueta deu sinal de vida.

    Isso é tudo de bom, simplesmente.

    E eu já tô praticamente novinha em folha.

    E já escrevi o post de amanhã, mas só boto amanhã.

    Num é grupo de pagode (argh!), mas é só prá contrariar...



    Escrito por gr.azevedo às 10h43
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    Paul Newman faleceu hoje de câncer no pulmão.

    Só eu sei o quanto ele me fez feliz com sua atuação magnífica, aqueles enormes olhos azuis e um sorriso de me fazer amolecer...

    Veja abaixo a sua cena mais que perfeita, ever!

    Rest in peace.



    Escrito por gr.azevedo às 12h34
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    Esbórnia

    Ontem tivemos nosso jantar mensal da Confraria gastronômica a que pertenço.

    Se você ainda num sabe o que é, vá lá nuns posts prá trás e leia o que já escrevi about...

    Ah, aproveita e vai lendo tudo, comentando, piriri... parara...

    Fiz um prato que inventei, para a entrada e que, moléstia à parte, ficou delícia.

    Servi a couve-flor ligeiramente ferventada sobre uma cama de tomates frescos picados (sem pele e sem semente, né?), regadas com muito azeite grego e cobertas por um molho de catupiry/gorgonzola/leite, rodeadas por folhas de rúcula e nectarina picada. Tudo isso foi levemente cercado por um molho de nectarinas.

    Gente do céu... a mistura dos dois molhos ficou estupenda, e o tal azeite grego que o marido da dona da casa trouxe, então, deu um toque perfeito.

    Tomamos de colher o caldinho que ficou no prato. Era a colher da sobremesa...

    Juju fez o prato principal, e teve a pachorra de rechear lulas com uma pasta de ricota e berinjelas, cozidas em molho de tomate com camarões. Dos grandes.

    E serviu tudo acompanhado de um arroz integral com castanhas, cenoura, ervas e mais zilhões de temperinhos.

    Foi de comer de joelhos, de quatro, de tudo que é jeito, de tão bom.

    E, prá finalizar, Ivana fez uma torta de kiwi, que estava desobedientemente perfeita.

    É que a gelatina que cobria a torta teimava em cair pros lados.

    A nova casa da Anita, que é simplesmente linda e tem 5.432.958.274 pequenos enfeites espalhados, todos do maior bom gosto, fedia a xereca e cú.

    Sim, gorgonzola fede xereca. E couve-flor cozida cheira a cú.

    E lulas e camarões frescos fedem aos dois juntos.

    Aliás, a gente até já deu a dica prás casadas:

    "Amor, hoje num tô a fim de dar prá você, não. Vai lá na geladeira e faz um sanduba com aquela pasta de gorgonzola, tá bom?"

    Dá no mesmo, ele come um troço que tem o cheiro do outro e fica bem felizinho, quer tentar???

    E o papo, entre milhões de outras mazelas entrecortadas, foi sobre o fetiche com policiais rodoviários.

    Tá bom, tá bom... o meu fetiche, né?

    Sabe aqueles caras com pinta de mau, calça justinha ressaltando a documentação toda, botas de cano alto até cobrir o joelho, óculos Ray Ban, que ficam na estrada querendo multar a gente?

    Pois eu ainda vou estreitar relações com um...

    Ai, me deram mil dicas, aquelas amigas tão prestativas!

    Passar por ele a 50Km/h, sorrindo que nem uma gueixa...

    "Seu guarda, o senhor num viu, mas eu tava a 160 por hora, pode me multar, viu?"

    "Guardaaaaaaaaaaa, eu bebi, devo soprar onde???"

    "Ai, moço, sopro ou chupo?"

    "Seu guarda, deixa eu ver seus documentos?"

    "Eu corro bem, quer ver? Vem atrás de mim, vem..."

    Noooossaaaaaaaa, cada amiga que eu tenho, gente, que nem digo, viu?

    Por isso nosso papo é tão rico, tão construtivo, realmente inovador.

    O problema é sempre o tanto de Proseccos, Cavas, brancos, tintos, rosés que tomamos juntas...

    Cheguei em casa de novo com aquela certeza de que a Terra gira mesmo.

    Meu quarto gira, a cama gira, a pia do banheiro também...

    E na hora de me trocar para nanar, o que encontro no bolso da calça?

    Uma das pedrinhas que subtraí da mesa da Anita, ricamente decorada com rosas frescas, velas, pedras coloridas, guardanapos de papel azuis dobrados que nem origami, e outros tantos com um porta-guardanapos metálico de borboleta.

    Lá eu ainda comentei com a Claudinha:

    "Nossa, será que me nasceu um testículo na perna?"

    Era a pedra azul, das mais lindinhas que a gente brincou de roubar da dona da casa, como sempre fazemos quanto tem algo que preste!!!!

    Ela vai me matar, quando souber...

    Mas acordei perfeita, sem nenhum resquício da noitada, e estou saindo pro café da manhã com a Selma, uma amiga de anos que veio prá Sorocaba ontem e que não vejo desde fevereiro.

    O tema dos nossos papos? A vida, as dores, as alegrias, filhos, trabalho, sonhos... e homens.

    Putz, e merda, a italiana adora falar merda, né?

    Renovarei o estoque de novidades e a energia, aquela que o nosso carinho de tanto tempo nos dá....

    E prometo de novo que amanhã conto tudim.

    Isso se um guarda num me parar, certo?

    Porque se essa felicidade acontecer, não respondo pelos meus atos.

    Vou desabotoar aquela calça no dente, lustrar as botas e conferir o coldre, como manda o figurino...



    Escrito por gr.azevedo às 08h04
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    Deu liga????

     

    - E aí, menina, rolou??

    - Ahnn, acho que não...

    - Como não??

    - Ah, sei lá...

    - Num acredito!!

    - Ele é bonito?

    - Ah, até que é sim...

    - Inteligente?

    - Sim, muito.

    - Culto?

    - Ah, bem culto...

    - Educado, gentil?

    - Nossa, até demais.

    - A conversa foi boa?

    - Nossa, foi super legal... ficaria ali papeando com ele a noite toda!!!

    - Gostosinho, comestível??

    - Então, de olhar é sim.

    - Como, de olhar??

    - Porra, é um cara gostosinho, quando a gente olha prá ele, né?

    - Num entendi...

    - Minha nossa, mas você é mesmo muito lerda, viu?! É um cara que quando a gente vê, acha gostoso, oras!

    - Mas você num provou?

    - Só um pouco...

    - E não achou gostosinho não?

    - Acho que não rolou... foi isso...

    - Ai, ai, como você é exigente, né? Me diga, o beijo dele é bom?

    - Bem, o beijo foi assim meio mole, sabe? Num tava naquele ritmo legal, de começar devagarinho, ir explorando, e depois pegar fogo...

    - Sei, daqueles que o cara te segura pelo pescoço de um jeito leve, e você num deixa que acabe nunca? Vai terminando.... começa tudo de novo.... ai, que delícia!!!! Tendi... mas e o abraço?

    - Sabe, acho que num deu aquela coisa de quando o cara te abraça você sentir que cabe direitinho dentro dele...

    - Hummmm.... num engatou?!

    - Isso, num engatou...daí ficou tudo meio trapaiado, mão esbarrando, ombro que faz quina, pescoço que entorta demais, corpo quadrado, parecia que ele tinha um monte de joelhos...

    - Sua besta, era o pau dele, que tava duro...

    - Bem, tava sim, mas eu falo de outra coisa, sei lá!

    - Xiiiiiii.... e o gosto do beijo dele?

    - Eu senti uma coisa estranha, diferente, sei lá se num foi um excesso de baba, ou se ele tinha usado um daqueles negócios de enxaguar a boca prá melhorar o bafo, sabe???

    - Ah, sei... aquilo é muito sem graça, mesmo, né?

    - Na verdade, o que sinto que num aconteceu no beijo também foi o gosto final nosso... não ficou muito bom.

    - Ahã. Mas ele tinha pegada, pelo menos?

    - Tinha, né? Mas uma pegada assim de pressão incerta. O toque dele era estranho prá mim...

    - Nossa, você filosofa demais, muié!! Desse jeito num vai dar certo com ninguém, né? Mas e o tal pau dele que era duro???

    - Então, volume legal, viu? Diâmetro, comprimento, parecia bem interessante...

    - Mas você num pegou?

    - Nem fodendo, né?! Senão ele ia achar que eu tava gostando, certo?

    - É, tem razão.

    - Ai, que chato isso... pena que num deu liga, dessa vez.

    - Isso, foi isso mesmo... no finalzinho parecia que o nosso cheiro misturado não era bom.

    - A tal da química...

    - A química, a física, a biologia, a matemática...

    - A matemática? Ele num se ofereceu prá pagar a conta, não?

    - Sim, claro, mas eu fui dar uma de meiguinha e sugeri dividir... e ele topou!!!

    - Porra meu, logo no primeiro encontro??

    - Sim...

    - Ah, vá se fuder!!!!!!!!!!!!  Tá tudo explicado, agora...



    Escrito por gr.azevedo às 09h08
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    O perrengue

     

    Eu e a melhor amiga nunca brigamos prá valer.

    A gente nem sequer se desentende, tamanha é a sintonia.

    Vemo-nos raramente, em outras épocas nos vemos sempre, vai da veneta.

    Mas, quando a gente se encontra é sempre como se estivéssemos conversando o tempo todo.

    Eu mudo, ela muda.

    Segundo a minha psicóloga, todo mundo muda. Senão ela já teria desistido da profissão, né?

    E mesmo que a gente mude, acabamos sempre indo pro mesmo lado. Vai ver que é por isso que somos as melhores amigas há 23 anos.

    Ela mora numa cidade vizinha, nos falamos por telefone, no Orkut, raramente no MSN, eventualmente ela lê meu blog, mas evita comentar.

    É que ela se embanana toda com os links, tadinha....

    Uma mulher fenomenal, super hiper mega power extra higher inteligente e culta. E irônica, sarcástica, maligna.

    Mas só quando quer, porque na maioria das vezes é mesmo um doce, dedicada, sincera, honesta e profundamente fiel às suas amizades. E ao seu coração, sempre.

    Na única vez em que tivemos uma desinteligência, digamos assim, ficamos trocando leves farpas.

    Depois de umas tantas indiretas, alguma de nós resolveu conversar sobre o caso.

    Fomos pro carro dela, no estacionamento do nosso local de trabalho. Caía uma chuva do cacete, ficamos ali batendo boca sem chegar a lugar nenhum.

    Ela pensava A e eu achava B. Duas mulas teimosas que decidiram uma única vez não ceder.

    Sei lá quem estava certa ou errada, ou o motivo da pendenga.

    Lá pelas tantas, resolvemos sair dali e ir sei lá prá onde.

    Minha memória tá uma bosta, mesmo.

    E nem adianta apelar, porque a lazarenta num vai lembrar também. É mais trapaiada do que eu!!!!

    Acontece que ela é bem míope, muito mais do que eu. E tem uma puta dificuldade de enxergar no escuro. Então costuma querer adivinhar, né?

    Daí ela começou a manobrar o carro naquele espaço minúsculo, sem enxergar picas, vidros embaçados e nós duas firmes no bate-boca.

    Então veio um véinho que ajudava no estacionamento do local, prá dar uma força, já que a gente tava empatando a foda do povo todo que queria fugir da chuva e sair dali também...

    Observamos que tinha um tantão de gente esperando por nós.

    Mas a gente insistia em definir o perrengue todo.

    A danada teve uma brilhante idéia: fingir que o carro tinha pifado, prá gente poder ficar ali mais um tanto, na lenga-lenga.

    Pois num é que o véinho resolveu então que o nosso carro num pegava, e que o melhor a fazer seria empurrar????

    Putz, fodeu tudo... agora vamos ter que sair, né?

    E ela: que nada, deixa o enxerido empurrar, puxei o freio de mão!!!!

    Caímos na risada, as duas, sem parar...

    O véio empurrava, empurrava, forçava, de botar as hemorróidas prá fora, e nada do carro andar...

    “Desengatou o carro, dona?!”

    “Soltou o freio de mão?!”

    Pois a filhadaputa ainda pisou no pedal do freio, só prá complicar tudo.

    Ele empurrava, e a gente ria, alucinadamente.

    Ela ainda fez menção de parar com a putaria toda, mas daí eu já tinha tomado gosto, nénão?

    “Ah, nega, segura o freio aí, que nóis num vamo sair daqui agora não...”

    Ficamos ali um tempão rindo, até que resolvemos sair.

    E o carro subitamente deu partida, ela manobrou e fomos embora.

    Deixando o homem encharcado e uma fila de gente muito puta conosco, para trás...

    Nunca mais discutimos aquela nossa diferença, nem sabemos mais qual era.

    Mas, vez ou outra a gente lembra do caso, e ri tudo de novo, só de pensar na maldade toda.

    Ontem passei o dia com essa história retumbando no cerebrinho...

    Tive que escrever sobre ela, claro.

    Deu no que deu.

    Aí em cima.



    Escrito por gr.azevedo às 07h15
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    "André, depois desse Botox no rosto, quantos anos você me dá?"

    "Ah, cê tá com uns 38, né, cunhada?!"

    Num é prá amar um cunhado desses, me digam??????

    Ele está aguardando a cirurgia, com o rosto totalmente fraturado e destroçado, sob os cuidados da minha santa irmã.

    Estou detonando a agenda para poder estar com eles.

    Porque amo os dois, demais da conta.

    Então hoje num tem post, tá bão?

    Tem só as minhas vibrações de carinho para ele.

    Mais nada.



    Escrito por gr.azevedo às 09h05
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    Quarto Motivo da Rosa

    "Seu texto prende a atenção da gente, quando acaba fico com vontade de ler mais"

    "Você tem talento, garota" (esse exagerou, né?)

    "Você tem o mais importante para um escritor: tem estilo"

    "Pô, você escreve bem demais, muié!"

    "Adoro ler os seus textos, você tem um jeito muito espontâneo e engraçado de escrever"

    "Seus textos divertidos me lembram, às vezes, os contos do Luis Fernando Veríssimo"

    "Você trabalha bem a intertextualidade" (achei linda essa palavra, fiquei me sentindo o máximo!)

    "Comecei a ler e não consigo parar"

    Bem, esses são alguns dos comentários que fizeram acerca do meu blog, e que têm me intrigado bastante.

    Claro que alguns posts são médios, outros fraquinhos, mas também acho que têm uns bem bons no meio.

    O que mais me interessou é que todos esses comentários foram feitos por pessoas que entendem um bom tanto do babado: um jornalista conceituado, um editor e revisor de textos, formado na área; algumas pessoas que lêem bem e entendem um outro tanto do assunto.

    E, depois de uma longa conversa com um deles, que me deu várias dicas a respeito, resolvi seriamente encarar o meu prazer: estou escrevendo alguns contos.

    Sento, escrevo, apago, desisto, não gosto de umas coisas, gosto de outras.

    Tenho lido mais ainda, agora leio com olhos de quem quer aprender.

    Aprender a escrever, essa é a minha nova meta.

    Por isso o blog vai ficando um pouco de lado, mas postarei diariamente, como sempre faço.

    Só não publicarei os contos aqui. Se prestarem, todos que quiserem poderão ler, quem sabe um dia.

    O melhor de tudo é que não estou escrevendo para publicar. Estou escrevendo para aprender a fazê-lo, que nem gente grande.

    E pelo prazer de fazer isso: a diversão é tanta que fico horas aqui nesse meu novo ofício.

    Isso me faz bem, sinto-me com um novo gás.

    Não preciso de torcida, estímulo ou elogios. Somente de críticas que possam me fazer avançar nesse aprendizado.

    Hoje, já mais velhinha, sei bem que as críticas são ao meu texto, não a mim.

    E que servem para aprimorar o meu prazer.

    O meu prazer de escrever.

    Enquanto não produzo nada que preste, leia o poema abaixo da Cecília Meireles, e do qual emprestei o título para o post de hoje.

    Ah, e que carrego comigo a vida toda...

    "Não te aflijas com a pétala que voa:
    também é ser, deixar de ser assim.
    Rosas verá, só de cinzas franzida,
    mortas, intactas pelo teu jardim.
    Eu deixo aroma até nos meus espinhos
    ao longe, o vento vai falando de mim.
    E por perder-me é que vão me lembrando,
    por desfolhar-me é que não tenho fim."

     

    P.S. Meu cunhado André, marido de minha única irmã sofreu um acidente de moto no sábado, entrou em um caminhão, o capacete não resistiu e teve várias fraturas na face. Está indo para cirurgia entre hoje e amanhã, num estado muito delicado. Papai está com eles, minha mãe ficou só com sua cuidadora e muito confusa. Ativaremos o Exército Brancaleone da família para segurar mais essa. Ele é um amigo especial, que gosto muito, ama minhas filhas, a quem chama de "minhas sombrinhas". Oro por ele, por minha irmã e por minha mãe. Meu coração está apertado.



    Escrito por gr.azevedo às 09h15
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    Biografia

     

    Logo de manhã

    Bom dia!

     

    Um dia quero mudar tudo

    No outro eu morro de rir

     

    Um dia estou cheia de vida

    No outro não sei aonde ir

     

    Um dia eu escapo por pouco

    No outro não sei se eu vou me livrar

     

    Um dia eu esqueço de tudo

    No outro não posso deixar de lembrar

     

    Um dia você me maltrata

    No outro me faz muito bem

     

    Um dia eu digo a verdade

    No outro não engano ninguém

     

    Um dia parece que tudo tem tudo prá ser o que eu sempre sonhei

    No outro dá tudo errado e acabo perdendo o que já ganhei

     

    Um dia eu sou diferente

    No outro estou bem comportada

     

    Um dia eu durmo até tarde

    No outro eu acordo cansada

     

    Um dia te beijo gostoso

    No outro “nem vem que eu quero respirar!”

     

    Um dia quero mudar tudo no mundo

    No outro eu vou devagar

     

    Um dia penso no futuro

    No outro eu deixo prá lá

     

    Um dia eu acho a saída

    No outro eu fico no ar

     

    Um dia na vida da gente

    Um dia sem nada de mais

     

    Só sei que eu acordo e gosto da vida

    Os dias não são nunca iguais...

     

    (Bom dia!  – Paulo Freire)



    Escrito por gr.azevedo às 21h40
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    News and oldies

     

    Encerradas as Paraolimpíadas, com um resultado glorioso para o Brasil: 9º. Lugar!!! Conquistamos 16 medalhas de Ouro, 14 medalhas de Prata e 17 medalhas de Bronze, sendo 47 no total... Ficamos à frente da Espanha, Alemanha, França, Japão e Cuba, entre tantos poderosos. Faltou grana, incentivo, suporte do governo? Certeza que sim, mas a garra e o desejo de superação dos nossos atletas (d)EFICIENTES foi maior do que tudo isso.

    Trabalho por e com pessoas com deficiências há 12 anos.

    Não tem coisa melhor, entre tantas que faço!!!

     

    Morreu ontem Lourenço Diaféria, um cronista da Folha de S. Paulo nos áureos tempos, com quem eu tomei gosto pela escrita. Lembro-me de estar deitada no sofá enorme e colorido da sala da casa da mamãe (com uma curva na ponta, estilo chaise-longue, onde eu gostava de ficar) com um vestido amarelinho, de sapatilhas, lendo seu texto num jornal que eu dobrava todinho enquanto chupava laranja lima. Naquele dia eu ri tanto com o que li, que valeram os dois esporros que levei: um por devolver o jornal parecendo papel higiênico usado e outro por lambrecar o sofá do caldo de laranja que escorreu dos cotovelos...

    Graças a ele virei blogueira.

    Ave, César!

     

    Mais de 900 milhões de pessoas no mundo passam fome, segundo relatório da ONU. Olho no cesto de lixo da cozinha de casa e vejo muito desperdício. Tenho bananas amadurecidas estragando na fruteira. Isso é só a ponta do iceberg.

    Distribuição de renda, ouvimos falar disso um dia?

    E como podemos continuar vivendo num mundo desses???????

     

    Ah, tem a crise nos bancos americanos que tem afetado as bolsas do mundo todo. Logo, logo, vai afetar a minha!!! E a sua também....

     

    R.E.M. vem pro Brasil em novembro. Juro que assistiria ao show deles até ajoelhada no milho, de tanto que amo a banda. Ouço “Losing my religion” desde sempre. E canto, danço, pulo e me sinto incendiar, todas as vezes!! Mas o ingresso mais barato será 200 mangos. Pode uma coisa dessas?

    Michael Stipe que me mande um convite para o camarote vip, senão num me verá nem pintada de ouro...

     

    Agora vou prá Sampa, que tenho reunião com um grupo de urologistas e um laboratório que irá patrocinar uma ONG que criamos para a divulgação de conhecimentos acerca das incontinências urinária e anal. Tomara que o projeto decole, que trarei todas as novidades em primeira mão. Esse é um dos meus sonhos profissionais.

    O outro é montar um Centro de Continência aqui em Sorocity... tamo caminhando, tamo caminhando...

    Escrito por gr.azevedo às 07h24
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    Mulheres...

     

    Porque os homens batem nas mulheres?

    Porque as mulheres se permitem apanhar dos homens?

    Confesso que nunca soube responder a essa pergunta, embora tenha tentado muitas vezes.

    Drogas, álcool, falta de grana, relacionamento falido, desrespeito...

    Talvez porque muitas mulheres se coloquem de modo inferior numa relação.

    Ou porque são mais fracas, vai saber.

    Só sei que deve haver inúmeros fatores que envolvam esse tipo de violência, dentre eles imagino que tudo se desencadeie a partir do primeiro tapa perdoado.

    Mas quem num perdoa um erro do outro, ao menos uma vez?

    Existe limite, ou tipos de erros perdoáveis?

    Não sei dizer, mas isso realmente me incomoda e, vez ou outra, volto a pensar no tema.

    Não sou feminista, embora algumas pessoas pensem isso a meu respeito.

    Nem machista. Mas admito que o homem é um ser superior.

    Tão superior, tão superior, que deve abrir a porta do carro pra mim, pagar a conta, puxar a minha cadeira, dar a grana do flanelinha, ir na minha frente quando desço uma escada e atrás de mim ao subir (sempre prá me amparar, claro!), chamar o garçom gentilmente quando preciso fazer um pedido, abastecer o meu copo, sempre saber que caminho tomar para chegar a algum lugar e fazer pequenos serviços elétricos e hidráulicos.

    Claro, pois só um ser muito superior dá conta disso.

    E os homens são mesmo o máximo.

    O meu, ao menos, deve ser...

    Tenho muito respeito pelos homens que tive, jamais um deles agiu com violência para comigo, nem física e nem verbal.

    Cabe considerar aqui que nunca me relacionei com galinhas, cafajestes, canalhas e afins.

    Vixe, eu ia falar das mulheres, né??!!!

    É que não dá para falar da gente sem falar deles.

    Talvez porque seja muito ruim viver sem a companhia deles...

    Afinal de contas, quem sabe fazer aquele bololô com as cobertas na cama, senão um homem?

    E quem consegue assistir futebol na TV o domingo inteiro sem se cansar?

    Para quem a gente passa horas no cabeleireiro enfrentando aquela tortura toda, num dia de sábado?

    E quem é que, depois dessa tortura toda, ao chegar em casa, nos diz: “mas você num disse que tinha ido no cabeleireiro?!”

    Ainda bem que a gente nasceu sem muita força física, pois numa hora dessas, certamente iria rolar um pescoção!

    E provavelmente um deles iria postar em seu blog alguma reflexão sobre a violência contra os homens...

    Aproveitando o ensejo, uma homenagem para Richard Wright (Pink Floyd), que faleceu de câncer, e deixa para nós, entre outras, aquela eterna canção que se canta quando sentimos a falta de alguém...

     



    Escrito por gr.azevedo às 08h21
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    Embromation

     

    Sabe o que é procrastinação?

    Eu sei direitinho...

    Todo mundo que tem que escrever algo deve saber o que é.

    Porque para escrever é preciso inspiração.

    Que seja somente 5%, já que o resto é transpiração, mesmo.

    Mas tem que ter aquele outro troço, aquela vontade lascada que faz você querer ficar naquilo o tempo todo.

    O tema toma todos os seus pensamentos, só dá vontade de fazer aquilo, terminar logo.

    Quando eu escrevo aqui no blog é exatamente isso.

    Não tenho obrigação nenhuma, se não quero, eu não escrevo e boa.

    E por incrível que pareça, bastou sentar no lap e uma idéia logo me assalta, começo a escrever, vou fazendo sem sentir cansaço, por puro deleite.

    Só quem já fez isso sabe dizer como é bom.

    Bom demais.

    Mas no meu trabalho não é assim não.

    Tenho que dar conta do trabalho científico da minha tese, até o final do mês.

    São cento e tantas páginas de texto, com umas 70 tabelas. Tudo isso tem que virar 15 páginas com, no máximo quatro tabelas.

    E tudo tem que ser inteligível, inteligente, bom de ler.

    Quando eu escrevi a tese na fase final (dezembro de 2007 a  fevereiro de 2008), fui na pauleira.

    Nos dias finais eu cheguei a passar da terça-feira de Carnaval até a sexta-feira acordada, escrevendo, sem dormir.

    A família toda entrou em cena comigo. Bia e Diego digitaram tabelas.

    Edu, o namorado, e sua filha Gabi também ajudaram nas tabelas.

    Roseli cozinhava prá todo mundo, me trazia Coca-cola, café, limpava os cinzeiros e fazia a casa funcionar.

    Sem contar que o Edu decidiu ficar acordado para me ajudar no que fosse necessário.

    Foram 4 dias e 4 noites sem dormir, sem sair do lap, sem pensar nem fazer outra coisa que não fosse permanecer mergulhada no estudo da “Qualidade de vida de mulheres com bexiga hiperativa em Sorocaba/SP”.

    Outro dia me perguntaram: como você teve energia para isso?

    Não sei, baixou um troço em mim, que eu encarei tudo no maior gás, sem sono, sem cansaço, sem me queixar.

    Curti demais, a bem da verdade.

    Agora tenho que retomar aquilo e não consigo entrar no clima, de jeito nenhum.

    Diz a minha alma (ela sabe tudo!) que estou com medo de entrar naquela insanidade de novo, curtir e não querer sair.

    Sim, porque estar naquele transe significa não viver para mais nada.

    Mas confesso que para produzir algo que preste, do qual eu me orgulhe, que possa ser aceito para publicação em uma revista científica internacional “QUALIS A” e que seja satisfatório para a minha orientadora, só será possível nesse esquema.

    Trata-se de um mergulho. Um inevitável mergulho.

    Que eu estou adiando para fazer.

    O nome disso é procrastinação.

    Tendeu, agora?

    Sabe o que eu faço enquanto aquela coisa num baixa em mim?

    Respondo emeios (uns 40 por dia, todos necessários e relacionados ao trabalho), leio artigos científicos on-line, leio meus livros de cabeceira, ouço músicas, vejo vídeos inúteis e engraçados, escrevo pro blog (tenho um arquivo de textos guardado para o caso de uma internação numa UTI, por exemplo), reviso e corrijo artigos que recebo, leio e comento blogs alheios, papeio no MSN, xereto no Orkut, leio jornais e revistas on-line...

    Ou seja, só putaria.

    Fazer o que deveria, necas de catibiriba.

    E me justifico, como agora.

    Acabou o estoque de explicações. Roseli chegou. Tenho que ir trabalhar.

    Mas, antes de ir, vamo dá uma espiadinha num vídeo prá lá de bem feito?

    É uma propaganda de alguma coisa que.... pera, vou descobrir... enquanto isso, aumente o som!

    Enrolation, again.

     



    Escrito por gr.azevedo às 08h44
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    Shakespeare na veia

     

    O finde foi bem legal. E bem família também.

    Quer saber?

    Claro que sim, senão num tava aqui, né?

    Então, no sábado almoçamos em casa: eu, Bi, Diego e Roseli.

    Ah, e a Lua, a amiga que mora com as meninas em Sampa e veio prá um trabalho que tinham que fazer aqui em casa.

    Depois do almoço, soninho e morgação.

    E fomos prá SP, no apto delas.

    Cláudio (último ex-marido, pros visitantes novatos) chegou com as pizzas, jantamos e fomos pro teatro da FAAP ver Hamlet.

    É que costumamos jantar cedo, aqui na roça.

    Bem, os lugares que tínhamos eram a tristeza do Jeca. Fiquei atrás de um pilar, perdendo metade do cenário.

    Lógico que reclamei, porra, onde já se viu ele mandar a secretária comprar os ingressos?

    Deu merda, como sempre.

    Antes de começar conseguimos lugares melhores, mas ficamos todos separados.

    A montagem é simplesmente fantástica, atual, brasileira.

    Mas o Aderbal Freire-Filho preservou o texto, numa tradução excelente, um cenário muito clean e autêntico.

    Me senti dentro do texto de Shakespeare, inevitavelmente.

    Wagner Moura está digno do papel. Sua meta de “agarrar a consciência do Rei com o teatro” foi lindamente cumprida.

    Tonico Pereira (o Rei, merece aplauso de pé), Carla Ribas (rainha Gertrudes), Georgiana Góes (uma Ofélia com todo o frescor), Caio Junqueira (Horácio, nota dez), e os demais, todos muito bem colocados em seus papéis.

    Estive no reino podre da Dinamarca por cerca de três longas horas. Deliciosas, densas, doces e tocantes horas.

    Ainda bem que jantamos antes, pois ao sair estávamos todos exaustos, precisando ficar quietinhos num canto.

    Minha família funciona assim, quando compartilhamos alimento para a alma, entramos no clima.

    E o clima de Hamlet todo mundo conhece: acabou, vá pro seu canto, digerir.

    Foi o que fizemos. E ninguém precisou dizer nada a respeito. Comentamos a peça no caminho de casa e ... ado, ado, ado, cada um no seu quadrado!

    Domingão feio e frio, meio úmido. Manu surtada prá fazer inscrição na FUVEST.

    O exército Brancaleone se reuniu prá dar força.

    Ela quer RI na PUC/SP, mas se num entrar agora (fará apenas 3 meses de cursinho, chegou de viagem há pouco, lembra?) vai encarar qualquer coisa na USP mesmo.

    Até que entre na PUC, claro. Ela é persistente, né?

    Avaliamos cruamente os prós e contras e fomos terminar na mesa do almoço, no restaurante Botina, em Pinheiros.

    Delícia de comida, botamos sim a conversa em dia mais uma vez, e ela fechou em Ciências Sociais.

    Num vai fazer, mas quer prestar e entrar. Então tá!

    Passadinha no shopis Higienópolis prá tirar as fotas da inscrição que a brazuca deixou prá última hora, claro.

    Fomos até o posto de inscrição, compramos uns morangos na rua e nos aprontamos prá volta, eu e Diego, o fiote/genro.

    Viagem tranqüila, estrada livre. Cuidei dos cachorros, a Cali tá no cio e separei-a do Athos, que é seu filhote...

    Num sei não, acho que ele já comeu a mãe, esse canino personagem de Shakespeare.

    Se comeu teremos uns cães anões, outros com Síndrome de Down, uns mutilados e mais um tanto de anencéfalos. Beleza, eu mereço pela lerdeza toda...

    Abro uma clínica de reabilitação e cuido de todos. Reativo a piscina de casa e vão fazer hidroterapia, os lindinhos.

    E depois boto tudo na mídia, que isso vai virar comédia, claro.

    Talvez role até matéria no Fantástico.

    Pensando bem, seria bem divertido. Vou torcer pelo emprenhamento da minha Jocasta...

    Enquanto isso num se confirma, deito ferro no teclado prá produzir o tal artigo científico da tese, já que a orientadora num sai do meu pensamento.

    Essa mulher me impede de dar vazão aos meus “sonhos nas noites de verão”... ever!!!!!

    Mas eu me curo, eu me curo....



    Escrito por gr.azevedo às 20h38
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    Come away with me...

     



    Escrito por gr.azevedo às 12h33
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    A vida como ela é

     

    Putaqueopariu, acabo de apertar uma tecla sem querer e perder todo o post que tava escrevendo e num salvei.

    Que ódio, tava tão bão, contando tudo o que queria! Vou tentar de novo.

    Acordei super hiper mega power extra cedo com os cachorros latindo.

    A casa toda zoneada pela festa dos alunos que rolou ontem à noite.

    Sem coragem de pegar no breu, vim aqui vadiar.

    Maior delícia de festa... meus alunos queridos reunidos, comida legal, bebida idem e a Manu veio de Sampa prá me ajudar a receber o povo.

    Resultado: com a anfitrionice garantida, enchi a cara de vísqui. E acordei novamente com aquele gosto de corrimão do INAMPS na boca, argh!

    Alunos que vieram (não muitos, a semana de estudo ta brava) leves e soltos, papeando, falando merda, falando sério, como sempre.

    E veio de surpresa um ex-aluno que se transferiu de facu, mais querido ainda!!

    Quase chorei de emoção, tão feliz que fiquei pela visita. Vir à noite de Campinas prá Sorocity, só prá rever amigos e ex-professora é de matar de alegria, nénão?!

    Ontem cedo fui prá SP conversar com a ex-orientadora sobre a publicação do meu doutorado numa revista científica.

    Saí de lá com a missão mais que possível de entregar até o final do mês o texto pronto, para uma revista internacional Qualis A.

    Inútil dizer que perderei as pregas que restaram nessa tarefa. E que ela só vai aceitar o artigo quando tudo estiver simplesmente perfeito.

    E eu também. E os editores da tal revista também.

    Já que todo mundo tá de acordo, ofereço meu rabo em sacrifício, certo?!

    Rabo este que ainda arde pelo nabo aplicado pelo Leão: multa salgada que me fez pensar em mudar pro Paraguai.

    Só não botei a idéia em prática porque terei que ouvir aquelas únicas 10 músicas que eles têm todos os dias. E que, prá completar um CD precisa botar “La Barca” duas vezes...

    Assim, de volta ao Brasil segui ontem na minha indignação.

    Meu dinheirinho indo sem piedade pro cofrinho daqueles fdp que administram (Ahahahahah) esse país, em plena época das eleições!

    E eu pagando plano de saúde, escola particular, segurança privada na minha casa, carro se quiser chegar decentemente ao trabalho e pedágio nas estradas. Tudo isso porque tá lá na constituição que tenho direito à saúde/educação/segurança/transporte.

    Nem comento mais nada.

    E ai do desinfeliz que vier me dizer nos Comments que ainda tenho sorte de poder pagar isso!!

    A minha sorte se chama trampo: 5% de inspiração e 95% de transpiração. A vida toda. Trampo em tamanha intensidade que me deixa indignada com o que posso ter nessa altura da vida, no meu país.

    Minhas colegas que produzem muito menos do que eu, na minha área, em outros países (EUA, Reino Unido, Canadá), têm um padrão de vida de arrepiar.

    Enfim, nasci no “patropi”, né?

    Voltando à vaca fria, daqui a pouco vou pro batente, e amanhã tudo será um tantinho melhor, vou ver Hamlet com as fiotas, em Sampa.

    Alimento prá alma, o teatro. Alma que está precisando de recarga de som, letras, imagens e emoções.

    Prá poder continuar acreditando que esse país um dia dará certo.

    Enquanto a recarga não vem, me apóio firmemente no meu trabalho, na vida em família e no meu coração vagabundo que insiste em contrair-se consideravelmente.

    Num calor tão infernal a essa hora da manhã, que minhas caspas estão virando mandiopã.



    Escrito por gr.azevedo às 08h48
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    Dentro e Fora

     

    “Por fora

    Tenho tantos anos

    que você nem acredita.

    Por dentro, doze ou menos,

    e me acho mais bonita.

    Por fora, óculos;

    algumas rugas,

    gordurinhas,

    prata nos tintos cabelos.

    Por dentro sou dourada,

    alma imaculada, corpo de modelo.

    Por fora, em aluviões,

    batem paixões contra o peito.

    Paixões por versos, pinturas,

    filosofia e amigos sem despeito.

    Por dentro sei me cuidar,

    vivo a brincar, meio sem jeito.

    Não me derrota a tristeza;

    não me oprime a saudade.

    E é por viver contente

    que concluo sem demora;

    é a menina

    que vive por dentro,

    que alegra

    a mulher de fora".

     

    (Luan Jessan)

     

     

    Essa eu recebi da Fá, a minha melhor amiga ever/always, que recebeu da cunhada dela, por emeio. Quem é esse tal de Luan, hein?!

    Veja o vídeo abaixo, coisa mais gostosa de se ouvir... tô bem na vida, percebeu??!!

     



    Escrito por gr.azevedo às 18h43
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    ... e com ascendente em Áries

     

    Áries é um signo irritante. Barraqueiro. Mandão. Mimado.
    È o primeiro signo do zodíaco, então é a criança, é o que dá o impulso
    e seu elemento é o fogo. E por ser a criança é o pentelho, o birrento, o chato.
    Aries é o que inicia, é o pioneiro, o precursor e um líder nato. Tem
    muita energia, é dinâmico, ousado e gosta de romper limites.
    É muito fácil fazer um(a) ariano(a) de bobo(a). È só dar a ilusão que
    ele está no comando, no poder. Finja que ele está certo, e aja do seu
    jeito pelas costas.
    Pessoas de câncer e escorpião fazem isto direitinho. Capricórnio quando
    quer o poder também. Ou seja, sempre.
    Arianos na parte profissional, quase sempre se dão bem, pois têm
    energia e iniciativa.

    Mas podem ser muito competitivos e quando são contrariados, costumam meter a mão na cara (jamais fiz isso, nem farei, não é meu estilo.... mas vontade num me falta!!!!!).
    Na cama, são tão fogosos que cansam a gente (porra, fogosa aqui também?!).

    Querem quantidade.
    Chega a ser irritante.
    Você quer assistir a novela, e está lá o ariano com olhares de volúpia
    querendo entrar em ação...
    São
    os reis das encoxadas em ônibus, das cantadas no trânsito.
    É sempre aquele açougueiro bagaçeiro que passa aquela cantada imunda na feira.
    Mas quando estão apaixonados, ficam loucos, entram na sua vida, dão
    palpites sobre seus amigos, decoração da sua casa, e planejam fazer
    tudo juntos. Se deixar, um ariano assiste sua depilação de virilha.
    A mulher ariana é brava, independente e dona de si.
    Muitas não casam, porque não suportam a idéia de um homem mandando nelas.
    Geralmente são líderes em empresas ou tem o próprio negócio.
    Sabe aquela amiga que você pode ligar as 3:00 da manhã, que ela topa
    ir a um forró?
    É a ariana.
    Ela pode acordar as 6:00 da manhã, ir para ginástica, trabalhar o dia
    todo, fazer inglês no almoço, chegar em casa, limpar a cozinha, estudar
    com as crianças, transar com o marido, espancá-lo em
    seguida (principalmente se for de peixes ou libra) e depois pedir
    desculpas, ler um romance e finalmente ir dormir. Quanta energia!!!

    Olha só pessoas de Áries famosas:
    Homens: Cazuza, Airton Senna, Lima Duarte, Antônio Fagundes, Roberto
    Carlos, Charles Chaplin, Marlon Brando.
    Mulheres:
    Adriane Galisteu, Xuxa, Ana Maria Braga, Sarah Jessica Parker, Diana
    Ross, Billie Holiday.

     

    P.S. Me perguntam o que penso disso... eu vejo a astrologia como uma ciência milenar, com fundamento e muita clareza. Consulto sempre considerando meu mapa astral, em que a posição dos astros está pontificada e me guio também pela Lua, principalmente avaliando quando está fora de curso. Obviamente que funciona, mas é bom estudar um tanto antes, prá não sair fazendo besteira. Quanto aos perfis que destaquei, estão perfeitos. Misturando os dois (signo solar e ascendente), eu sou exatamente isso que Christian Pior descreve com maestria e muito bom humor. E confesso que peno um bom tanto prá me melhorar naqueles aspectos que dificultam a vida com as pessoas...



    Escrito por gr.azevedo às 11h21
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    Sob o signo de Leão

     

    Vejam o que Christian Pior disse sobre o meu signo:


    Leão é o líder, o rei, o brilho, mas inseguro, precisa de adornos e
    mimos, senão sua auto estima é como a de uma ameba na quaresma.
    Quer levantar um leonino?
    Elogie-o, finja que a opinião dele é a suprema, e que sem ele, sua
    vida seria uma vida vulgar e miserável, típica de personagem
    secundário de novela do SBT.
    Quer derrubá-lo?
    Ignore-o, ria das suas roupas e modos exagerados, não aceite suas
    verdades prontas e você verá este felino louco, chorando pelas selvas
    da vida.
    Leão é bem generoso, sempre dá um bom presente e mesmo quando pobre,
    ele se destaca pelo bom gosto e pela ambição.
    Ele sempre será (junto com seu irmãozinho taurino) aquele que venderá
    as garrafas velhas do quintal, para comprar a linda camiseta para o
    baile da escola (enquanto o irmão taurino guardará o dinheiro).
    Leão quando decide conquistar algo ou alguém, é um inferno, porque ele
    consegue, porque te cerca, te segue, perturba.
    Sabe aquele magrelo galanteador que te liga toda hora e se acha?
    É um leão...
    Aí de raiva, cansaço e curiosidade, você cede só por um pouquinho e
    descobre que o beijo dele é bom, que ele é carinhoso e quando você
    percebe...
    É toda dele... MEDA!!!!
    É ciumento, dramático e cheio de barracos (ciumenta eu num sou muito não, viu?)
    E cuidado com amantes leoninas. Elas de alguma forma, conseguem se
    tornar as primeiras damas, até porque não suportam a hipótese de serem
    a segunda opção (essa sou euzinha sim!).
    As leoninas são rainhas de tudo, o pobre homem que as servir será
    sempre um súdito.
    Porque são bravas, gastadeiras e querem atenção o tempo todo.
    Manhosas, adoram criar um conflito só para no final, ganhar no debate.
    Mas em geral são fiéis, dedicadas e muito fogosas (UUUIIAAAAA!!!!!).
    Egoístas, podem desequilibrar os parceiros com ciúmes e exigências.
    Mas no geral, este signo quando está equilibrado (ou seja, no comando de
    tudo), é cheio de vida, calor e humor.
    Têm ambição, trabalham bem e sim, querem ser reconhecidos.
    Amam aparecer, amam o destaque, o palco, a vida.
    Não existem muitos leoninos por aí.
    Até porque, realeza não se acha em qualquer esquina; pessoas!!
    Na firma, sobem de cargo rápido e, no refeitório sempre estão ao lado da chefia.
    E mesmo se for mecânico, com a roupa toda suja de graxa, o cabelo
    estará impecável, todo leão tem uma relação forte com o cabelo.


    Leoninos famosos:
    Madonna, Mick Jagger, Caetano Veloso, Jeniffer Lopez, Sean Penn,
    Emilio Surita, Jackie Onassis, Coco Chanel, Daniela Mercury, Elba
    Ramalho, Fabio Assunção, André Ventura.


    E aquela sua tia que fala alto e usa roupas exuberantes e com decotes,
    mesmo com 54 anos.

     

    P.S. Depois num digam que eu num avisei, tá bão?!



    Escrito por gr.azevedo às 20h05
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    Enfim sós...

     

    Deu no UOL: Falta de luz faz com que noivos se casem com as mulheres erradas.

     

    http://noticias.uol.com.br/tabloide/tabloideanas/2008/09/05/ult1594u1396.jhtm

     

    Estavam lá em Periyakulam no templo Sri Subramaniaswami os 40 casais para um casamento coletivo.

    Acontece que cada casal convidou uma porrada de gente prá assistir ao casamento, como convém a todos os noivos, e isso causou um furdunço e tanto.

    Niqui os zomes foram colocar os mangalsutras (colares sagrados que funcionam como as alianças, aqui) nas suas consortes, faltou luz.

    No escuro, Veerachamy em vez de colocar o colar dele em Subbulakshmi botou o tal na noiva vizinha.

    Não bastasse o rebuceteio todo, Balamurugan também se atrapalhou e tascou o dito cujo em outra vizinha, deixando Sivakami a ver navios.

    Bem, preciso dizer que Sivakami armou um barraco no templo, quando as luzes se acenderam??

    - Porra Bala, você é mesmo uma besta, viu? Num reparou que num era eu?

    - Claro que num reparou, você nunca repara em mim... nem notou a seda que comprei pro meu sari de casamento. Sabe quanto papai pagou o metro disso??

    - Minha linda, o que é isso? Você está maravilhosa, já falei quando te vi. E foi a falta de luz, eu bem que percebi que tinha algo errado...

    - Percebeu e mesmo assim pôs a merda do colar naquela mocréia cafona, né?

    - Homem é uma raça estúpida, bem que mamãe sempre fala...

    - Ah, lá vem você com o que a naja da sua mãe diz!! Se eu desse ouvidos prá ela, num teria casado com você...

    - Quer saber de uma coisa, Bala? Nem eu, e já tô arrependida, você é mesmo um insensível!!!

    - Arrependida do quê? A gente nem casou ainda, o cara falou que vai desfazer tudo, é só a gente esperar o final que ele arruma tudo... isso se você quiser, porque se num quiser, a gente num casa não... tá pensando que vou pedir de joelhos prá você casar comigo??

    - Grosso, tosco, isso é o que você é. E se você acha que vou desistir depois da festa toda pronta e o meu dote na tua mão, tá muito enganado. Agora vou até o fim com essa cagada que fiz, tá bom?

    - Ahnn... calma, docinho, calma. Não vamos mais brigar, ok? Você sabe que é a mulher da minha vida, né?

    - Sei sim... se fosse, você num me confundia com aquela imbecil...

    - Já expliquei prá você, Siva... me dá um beijinho, dá, amorzinho?

    - O que? Beijar aqui na frente de todo mundo? Cê tá louco, Bala?

    - Que foi agora? A gente já tá praticamente casado, você já cansou de dar prá mim e agora vem com essa?!

    - Bala, que coisa, fale baixo... e num é “dar prá mim”, a gente fez amor, esqueceu?

    - O que dá na mesma, né, linda?

    - Tá bom, mas sem beijo aqui, e tire já a mão da minha bunda, que tem gente olhando...

     

    Do outro lado o pau comia solto, também:

     

    - Subu, o que você fez pro cara te confundir com a noiva dele e botar o colar em você, quer me dizer?

    - Ihhhhhhh Vê, lá vem você com crise de ciúmes de novo... tô de saco cheio disso, sabia?

    - Ah, é? Pois saiba que eu estou mais cheio ainda... todo lugar que a gente vai, sempre tem alguém te olhando e eu fico com cara de idiota.

    - Amor, cara de idiota você sempre teve, muito antes de me conhecer, nénão? Agora eu tenho culpa de ser gostosa e chamar a atenção por onde passo?

    - Gostosa??? Como você sabe? Alguém já te disso isso, é?

    - Pó pará, Vê, pó pará... agora você exagerou. Isso é coisa que a gente sente, né? Mulher sente isso, num sabia não?

    - E como você sabe dessas coisas se a gente nunca transou?

    - Pronto, tava demorando prá você começar a implicar com meus princípios religiosos. Já te disse que prá mim, o sexo só depois que casar...

    - Sei, sei, belo princípio esse seu, já me provocou prá gente fazer de tudo, mas sem tirar o cabaço, né?

    - Putaqueopariu, Vê, você é mesmo um troglodita.... você reparou no que acabou de me falar aqui no templo? Aqui é um lugar sagrado, sabia?

    - Sabia sim, e justamente por isso num acho certo você ficar olhando pros noivos das outras com essa cara aí, que até atrapalhou a cerimônia.

    - Ah, tá, e você quer me explicar como me confundiu com aquela metidinha ali? Por acaso ficou dando bola prá ela e botou o colar errado????

    - Subu, você sabe bem que eu tenho 9 graus de miopia e, no escuro num dava mesmo prá perceber diferença nenhuma, né?

    - Ai, ai, ai... lá vou eu casar com um corno cego....

    - O que você falou aí, Subu?

    - Nada, nada, amor... lá vem o cara prá gente arrumar a tua cagada, vamo logo, vamo...

     

    Os responsáveis pelo templo descolaram uma “parikara puja”, que nada mais é do que um dar um jeitinho nas fezes que cometeram ali, trocando os colares, e tudo ficou resolvido.

    E os casais? Foram felizes para sempre, claro!

    Se é que isso é possível prá alguém, ainda mais com um começo desses...



    Escrito por gr.azevedo às 14h31
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    Porque hoje é sábado!!!

     

    Mais de três mil e cem visitas no blog e eu quero comemorar.

    Sim, porque as últimas MIL visitas aconteceram em pouco mais de um mês.

    O nome disso é coisa muito gostosura. Só isso.

    E já aviso que as minhas visitas num contam, eu só entro como "poprietária", certo?

    E prá quem num leu tudo o que eu postei nesse mês, esclareço que estamos comemorando também a Semana Brega.

    Hoje você não está no trampo, acordou tarde, veio sapear na net e me visitar.

    Já deve ter checado emeios, xeretado no Orkut, lido as notícias do site do seu provedor, acionou o MSN prá descolar um “pega” de noite e chegou até aqui.

    Ainda de pijama? Camiseta véia?

    Só de cueca? Pelada?

    Chapeau. Eu também venho prá cá assim, logo pela manhã.

    Então, seja bem-vindo.

    Encoste a porta, aumente o som e abra todos os buracos prá sentir o som desse cara.

    Dê um look no visual e na competência da banda, no jogo de luzes, nos sopros, nos bailarinos e na voz dele, cantando essa música que me faz amolecer...

    Ok, pode delirar...

    Tem vergonha?

    Tudo bem, faça de conta que foi pego de surpresa pelo vídeo e, se alguém entrar, dispare a rir.

    Costuma colar, eu já fiz isso também, na época em que achava que gostar dessas músicas me botava fora do rol dos intelectuais. Mas a estupidez passou, viu?

    Agora curto o que me dá prazer, cago montes pros intelectuais que, segundo dizem as boas línguas, são agora pseudo-intelectuais...

    Ah, e sempre que ouço fico sonhando com o dia em que um homem vai cantar isso só prá mim. Sentindo na alma o que a letra diz, de verdade.

    Era tudo o que eu queria...

     

    P.S. Na segunda vou falar sobre noivas (se tudo der certo, né?)... e tem cada história tão boa... então, bom finde procê, viu??!!!



    Escrito por gr.azevedo às 09h33
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    A noiva da cidade

     

    Hoje é niver da Manu, 22 aninhos a minha “primeugênia”...

    Depois de três anos e meio estudando e trabalhando em Chicago ela voltou para o país, cheia de sonhos, como sempre!

    E veio com tudo. Já está instalada em SP, conseguiu de primeira um trabalho ultra-legal em uma escola americana, está se preparando para o vestibular de Relações Internacionais (ou outro curso, sei lá...), fazendo terapia e reeducação alimentar.

    Enfim, uma das razões para eu viver. A outra é a Bia, claro.

    Já disse várias vezes o quanto são especiais essas duas garotas iluminadas que eu tenho, mas só quem as conhece para realmente entender isso.

    Minha virginiana é meiga, doce, esquentada, agitada, dorminhoca, festeira, baladeira, caseira, organizada, esforçada até demais, dedicada, ética, honesta, responsável, inteligente, culta, encrenqueira, carinhosa, emotiva e embala tudo isso num sorriso rasgado e lindo de morrer...

    Então sugiro a você que veja comigo o vídeo abaixo, por dois motivos muito bacanas:

    1. Essa música do Chico e Francis Hime eu cantava prá ela dormir, quando era um bebê.

    2. O único vídeo disponível da canção é esse: o de um rapaz de aparência simples, uma casa humilde ao fundo, um violão feinho mas muito bem tocado. Ao assisti-lo fiquei imaginando toda a vida que há por trás daquelas imagens. Impossível não viajar...

     



    Escrito por gr.azevedo às 08h43
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    Sobre elefantes e perdas

    Os elefantes sabem somar, dizem uns pesquisadores japoneses!

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/bichos/ult10006u440493.shtml

    Eu queria ser um elefante, para saber somar também.

    Bem, se eu num começasse minha reeducação alimentar (com a Dra. Valéria, excelente nutricionista funcional) eu certamente seria uma, em mais alguns anos.

    Mas seria uma daquelas que confirmam a regra: uma elefanta que não sabe somar...

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    Dedico minhas preces a Sheila Alves Moreira, a mãe que perdeu seu filho de 3 anos em uma queda do 6o. andar de um edifício.

    http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL745309-5605,00-MAE+DE+MENINO+QUE+CAIU+DE+PREDIO+DESMAIA+EM+ENTERRO.html

    Descuido? Que estupidez, quem não se descuida do que mais ama, vez ou outra?

    A luta pela sobrevivência nos faz isso, muitas vezes. Até com os animais isso acontece.

    Mas ela vai sofrer ainda por muito tempo até que consiga elaborar essa perda (e isso se consegue??).

    Então oro por ela.

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    Uma mãe mexicana investigou, perseguiu e capturou a quadrilha que sequestrou seu filho.

    http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2008/09/03/ult581u2770.jhtm

    Parece mais uma daquelas notícias que vemos por aí, mas trata-se de uma Zuzu Angel no novo século.

    Mulheres assim me fazem sentir prazer em ser humana.

    Filhos são nossos melhores pedaços. Se nos tiram, enlouquecemos.

    Por eles damos a vida, sem pestanejar.

    Caminhamos sempre na linha tênue entre amar e dar liberdade para serem quem decidirem ser, e isso é tão difícil...

    Mas que possam ser, até que queiram.

    Tenho prá mim que o amor verdadeiro é esse: o amor de uma mãe por seus filhos.

    O resto é pura tentativa.

    ------------------

    Acabo de saber que um de meus ídolos faleceu ontem, aos 75 anos.

    Comentei em julho que ele lutava contra um câncer de próstata, insistindo em manter-se em sua casa.

    Estamos comemorando nesse blog a Semana Brega e ele, o rei do Brega nos deixa justamente nessa semana.

    Muito significativo isso. Devo a ele mais essa.

    Um dia os modernetes da MPB vão gravá-lo, como têm feito com tantos outros por aí, e ele vai virar cult.

    Enquanto isso ele é só meu, e de alguns poucos fãs bregas por aí.

    Vá em paz, Waldick Soriano.

    Oro por ti também.



    Escrito por gr.azevedo às 08h48
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    Muy guapo!!!!

     

    Voltei pro Brasil.

    O tal de choque cultural me pegou de calças curtas.

    Acredita que num tinha uma puta de uma garrafinha de Perrier na porra da primeira classe daquela bodega chamada avião?

    Num tão acostumados com gente fina, mesmo. Fazer o quê?

    Aqui tudo continua mais ou menos igual. Aulas na facu, trampos caminhando, filhas super bem e administrando suas vidinhas, cachorros latindo, Roseli trabalhando...

    Também, depois do findi super-ultra-hiper-mega-over-extra-power bacana que tive na Italia, só poderia querer assentar o rabinho nessas paragens, mesmo.

    Num ia contar nada, afinal de contas, minha vida privada só a mim pertence.

    Mas num guento, tenho que partilhar (esse verbo tá na moda, reparou?) com meus caros leitores, tamanha novidade que, cá entre nós, constitui-se da maior aquisição já registrada em meu cú-rico.

    Ele tem sex appeal, timing, pegada, shape arrepiante, só usa Zegna e Boss, cabelinho aparado com esmero, uns óculos escuros Armani de babar e me xaveca com muito, muito style!!

    Hypado que só, é o que posso dizer do meu novo amor.

    Ele é simplesmente... O CARA!!!!!!!!

    E prá num dizerem que só esnobo, esnobo e num mostro o objeto do meu desejo, vejam só o vídeo que ele gravou prá mim, aqui embaixo.

    Ah, e praqueles que pretendem me destruir nos Comments, já vou adiantando: a inveja é uma merda....

     

    P.S. Continuem batalhando suas pobres, que um dia a vida irá lhes sorrir...



    Escrito por gr.azevedo às 16h11
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    Seamisai

     

    Início de mês e aqui no brogue começa um novo arquivo de posts.

    Estamos seguindo a minissérie da história de amor de Gicomo e Arava.

    Perdeu os capítulos anteriores? Então clique aqui do seu lado esquerdo (acho eu) no arquivo de textos postados no mês de agosto e veja como foi que tudo começou...

     

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    Passei minha temporada de embelezamento no SPA feliz como nunca!!!

    Nos intervalos em que pegava uma praia sempre me encontrava com minha amiga Arava, que me contava os detalhes daquele amor que estava vivendo ao lado de Giacomo.

    Enquanto ele estava no trabalho ela se dedicava a explorar o Mediterrâneo ao redor da ilha.

    Fez novos amigos, passou um tanto de apuros, como sempre, pois os predadores num davam folga.

    Ao final da minha temporada eu estava linda e me sentia repleta das sensações que o amor nos provoca, e também pronta para viver o meu amor.

    Um novo amor, aquele que a vida ainda me reservava, mais um, totalmente diferente de todos os que já havia tido.

    Despedimo-nos tristes e com novos combinados: os dois ficariam ali mais uns tempos, e eu eu sugeri que deveriam vir para o Brasil.

    Temos tantas praias lindas, os estrangeiros sempre são muito bem recebidos, etc, etc.

    Giacomo entusiasmou-se com a idéia e Arava também.

    Ou não, seus olhinhos fingiam querer gostar mas, sei não.... sei não...

    Malas prontas, corri para a praia para lhe dar um último abraço.

    Lá estava ela, na água, com ar de aborrecida.

    Nem precisamos falar muito, percebi que aquela “vida num cercadinho” estava com os seus dias contados.

    Amigas são assim, mesmo. Sem muitos detalhes a gente já sabe o que vai no coração da outra...

    “Muita vida ainda por viver, né, coração?”

    “Sim, Gi, é isso mesmo. Não tenho praia fixa, nem posso ter. E se insistir nisso, vou facilitar ainda mais a vida dos inimigos, que conhecerão meus hábitos e minha rotina.

    Nós tartarugas somos assim: nômades. Meu único compromisso será com minhas desovas, no futuro, na praia onde nasci.

    O resto será só viver os meus dias, nada mais.”

    Tudo estava mesmo dito.

    Em seu abraço molhadinho senti que ainda nos encontraríamos, algum dia.

    Isso nos bastava.

    Ela seria aquele carinho guardado para sempre dentro de mim, mesmo que nunca mais nos víssemos.

    Guardado para sempre.

    P.S. Hoje insisto que você veja o vídeo abaixo. Vai ajudar a entender e sentir melhor o que se passa com minha pequena amiga ...



    Escrito por gr.azevedo às 09h02
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