http://04021c3560d0c90306.comunidade.uolk.uol.com.br/2008_10/topic2008_10-08_15_43_37-3929349.html Blog de Gisele Azevedo - UOL Blog



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BRASIL, Sudeste, SOROCABA, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Música, Cinema, gastronomia, livros, namorar



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    Blog de Gisele Azevedo


    Todo o sentimento - parte 2

    Acredito forte e piamente no amor. Todas as vezes que a vida me presenteou com essa possibilidade (e foram várias), investi com todas as minhas energias.

    Principalmente ao final do segundo casamento, quando eu estava tentando me reerguer emocionalmente, e precisava demais me sentir bem ao lado de alguém.

    O namoro de dois anos (cravados) se esgotou, botei ponto final e fiquei sofrendo. Férias, Natal, Ano Novo, Janeirão, Carnaval. Dor do cão, de chorar, ficar no buraco.

    E toda vez que eu botava a cabeçona prá fora, ia no cinema. Ou num show. No teatro. Restaurante.

    Com amigas, com as fias, com o ex-marido.

    O danado esteve sempre presente, nesses quatro anos. Mãe na UTI, ele viajou 430 Km prá me dar uma força.

    Fiz uma cirurgia ano passado, lá veio ele me ver, colocou-se à disposição para o necessário.

    E ficou por perto, morando com as fias há 2 anos. Segundo as más (ou boas) línguas, ele sempre esteve na parada.

    Nunca me perguntou se eu estava namorando, se tinha terminado, nem nada. Convidava para algo e, se eu topasse, boa. Sem maiores indagações, como é do seu estilo.

    E assim nos aproximamos, como amigos de sempre.

    Nesse meio tempo, o ex-namorado retornou, e retomamos o namoro, numa tentativa de reconstruir o relacionamento.

    Mas eu já tinha feito o caminho inverso. Não consegui continuar e, definitivamente, encerrei o assunto.

    E me dispus a olhar para essa possibilidade de estar novamente com o ex-marido.

    Foi tudo muito tranquilo, lindo e romântico. Temos conversado muito, fazemos programas deliciosos todos os finais de semana, alguns deles com toda a família, a maioria só nós dois.

    O que nos reaproximou foi o que nos uniu, desde sempre: o gosto pelas artes. O que nos mantêm é o que construímos no casamento: aquele grande amor que, de minha parte, estava adormecido.

    Ele me esperou nesses quatro anos. Esteve por perto, cuidou das minhas filhas, apoiou quando precisei, jamais julgou qualquer atitude minha.

    Um homem extremamente elegante, educado e gentil. E o mais inteligente que já conheci em toda a minha vida.

    Estou muito feliz e me sinto em paz.

    E, a cada vez que ouço a nossa música, percebo que, finalmente, a história se fez:

     

    "... pretendo descobrir no último momento

    um tempo que refaz o que desfez

    que recolhe todo o sentimento

    e bota no corpo uma outra vez. 

    Prometo te querer

    até o amor cair doente, doente.

    Prefiro, então partir

    a tempo de poder

    a gente se desvencilhar da gente.

    Depois de te perder

    te encontro com certeza

    talvez num tempo da delicadeza

    onde não diremos nada, nada aconteceu.

    Apenas seguirei

    como encantada

    ao lado teu."



    Escrito por Gisele Queen Kong às 20h32
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    Minhas negada:

    Tô mais feliz que pinto no lixo, embarco na sexta prá uma viagem de vários dias pela Toscana.

    Um sonho antigo que está se realizando.

    Quando eu cansar, aproveito e paro uns dias em Roma, só para NÃO ver o papa.

    Daí eu volto.

    Ou não.

    Tô cheia de planos, sonhos, projetos. O maior deles é me desligar do dia-a-dia e entrar em outra sintonia.

    Aquela que a vida me permitir.

    Na volta, prometo que conto todos os micos.

    Beijas,



    Escrito por Gisele Queen Kong às 10h58
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    Chovendo na horta

    Queridos amigos:

    Peço desculpas pela ausência, que está totalmente justificada:

    Há uma fila de home me querendo, tudo sentadinho e esperando, no meio-fio em frente ao meu prédio.

    Já pedi pro porteiro servir um suco de cajú pois, com esse calor, os cabra ainda vão passar mal.

    E Roseli tá fritando umas coxinha, prá guarnecer o bucho dos pobre, que tão ali há dias e dias.

    Vou lá atender os do dia, volto quando puder.

    Tô consumida.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 12h43
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    Verdade absoluta

    Nada do que foi, será

    de novo do jeito que já foi um dia.

    Tudo passa, tudo sempre passará.

    A vida vem em ondas, como mar

    Num indo e vindo, infinito

    Tudo o que se vê não é

    igual ao que a gente viu há um segundo.

    Tudo muda o tempo todo

    no mundo.

    Não adianta fugir, nem mentir prá si mesmo

    agora há tanta vida lá fora.

    Aqui dentro, sempre

    Como uma onda no mar.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 12h37
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    Outra vez

    O deserto que atravessei
    Ninguém me viu passar
    Estranha e só
    Nem pude ver, que o céu é maior

    Tentei dizer
    Mas vi você
    Tão longe de chegar
    Mais perto de algum lugar

    É deserto onde eu te encontrei
    Você me viu passar
    Correndo só
    Nem pude ver, que o tempo é maior

    Olhei pra mim
    Me vi assim
    Tão perto de chegar
    Onde você não está

    No silêncio, uma catedral
    Um templo em mim
    Onde eu possa ser imortal
    Mas vai existir
    Eu sei, vai ter que existir
    Vai resistir nosso lugar

    Solidão, quem pode evitar?
    Te encontro enfim
    Meu coração é secular
    Sonha e deságua dentro de mim
    Amanhã, devagar
    Me diz como voltar

    É deserto onde eu te encontrei
    Você me viu passar
    Correndo só
    Nem pude ver que o tempo é maior

    Olhei pra mim
    Me vi assim
    Tão perto de chegar
    Onde você não está

    No silêncio uma Catedral
    Um templo em mim
    Onde eu possa ser imortal
    Mas vai existir
    Eu sei, vai ter que existir
    Vai resistir nosso lugar

     

    Solidão, quem pode evitar ?
    Te encontro enfim
    Meu coração é secular
    Sonha e deságua dentro de mim
    Amanhã, devagar
    Me diz como voltar

    Se eu disser que foi por amor
    Não vou mentir pra mim
    Se eu disser deixa pra depois
    Não foi sempre assim

    Tentei dizer
    Mas vi você
    Tão longe de chegar
    Mais perto de algum lugar

    (Catedral - Zélia Duncan)



    Escrito por Gisele Queen Kong às 09h18
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    Um rio que nasceu na montanha, cruzou vales, chega finalmente ao deserto. Apesar de todo seu esforço , não consegue atravessá-lo. Quando já estava exausto de tanto tentar, ele escuta uma voz baixinha, que vem do deserto, através das areias. " Deixe o vento te carregar..." . Pois o rio relaxou, evaporou e choveu do outro lado do deserto.

    Li no blog da Gisela Rao, não sei o autor. Fiquei emocionada.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 16h56
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    Meta de vida

    "Um diamante é um pedaço de carvão que soube lidar bem com a pressão"



    Escrito por Gisele Queen Kong às 16h02
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    Oba, lá vem ela.

    Almocei ontem com uma amiga gordinha, que gosto muito.

    Também avulsa na vida, se diverte demais. E é muito engraçada.

    Nosso papo foi muito divertido, já que a gente só fala de homem o tempo todo.

    Ela escolhe com quem vai sair, não quer mais morar junto com ninguém, mas adora uma farra. E sempre acaba dispensando uns caras bem interessantes, que certamente entrariam na lista de muita gostosa de plantão.

    A teoria dela? Cherie, elas são gostosas só de olhar. Eu sou daquelas que o cara olha e pensa, essa gordinha dá caldo, tem cara de safada, entende do riscado. Daí ele chega mais perto e vê uma mulher macia, divertida, inteligente, descolada, bem resolvida e que não quer se amarrar. Tem coisa melhor? Então eu emplaco, sabe?

    Sei sim, fia. Autoestima é o nome disso.

    Na hora de nos despedirmos, a pérola do ano: quando um homem encasqueta com uma mulher, pode botar a barreira que for, que ele vai atrás dela, insiste, dá a cara prá bater, até conquistar. Mas se ele num quiser, ela pode esfregar a xereca na fuça dele, que num tem jeito.

    Sabida demais a minha amiga, né?

    Daquelas que ajudam a gente a viver melhor.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 15h58
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    Eu vou tirar você desse lugar

    Amo a música, a levada, o tom brega, a letra, tudo.

    Uns bacanas andaram gravando o cara, daí ele virou cult.

    Mas no meu iPOD toca é ele mesmo.

    Num consegui incorporar o bagulho aqui, então, siga o link:

    http://www.youtube.com/watch?v=0KdctNg2WGY

    Aproveite e leia os comments abaixo do vídeo. São de morrer de rir...



    Escrito por Gisele Queen Kong às 16h08
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    Sobre todas as coisas

    "Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." (Clarice Lispector).



    Escrito por Gisele Queen Kong às 22h20
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    Reload

    Estou na pilha de trampo, com pequenos intervalos, onde o pensamento recorrente é o post anterior.

    Ok, ok, num relacionamento que se faz a dois, quando a coisa descamba, ambos tem sua parcela.

    E eu preciso esmiuçar bem a minha, para aprender, corrigir a rota e não me permitir nunca mais passar por isso.

    Este é o meu investimento atual. Ao final dessa minissérie, quero estar muito melhor.

    Para mim e para os outros.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 15h23
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    Chega

    Tá no dicionário:

    abandonar
    a.ban.do.nar
    (germ bandon, pelo fr abandonner) vtd 1 Deixar ao abandono, desamparar: Os amigos abandonaram-me. vtd 2 Abjurar, renunciar: Abandonei a religião de meu protetor. vtd 3 Desertar de, fugir de: Ele abandonou as hostes revolucionárias. vtd 4 Desistir de, renunciar a: Abandonar um cargo. vtd 5 Afrouxar, deixar meio solto: Abandone o remo, pois a corrente é suave e sem perigo. vtd 6 Deixar, entregar: Divorciaram-se e abandonaram os filhos aos embates da fortuna. vtd 7 Afastar-se de, retirar-se de: O criminoso abandonou a cidade. vpr 8 Descurar-se, desleixar-se: Abandonou-se completamente. vpr 9 Entregar-se, render-se: Abandonou-se às imposições do padrasto. vtd 10 Inform Apagar um documento, arquivo ou trabalho da memória do computador sem salvá-lo em disco ou fita. Antôn: acolher, acepção 2, amparar, acepção 3.

    Leio sempre, para lembrar. Para digerir. Para ajudar a elaborar, já que não consigo entender.

    Nisso, o tempo passa e, um dia, as coisas se ajeitam dentro de mim.

    Tudo isso tem trilha sonora bem variada. Mas, a que eu curto cantar bem alto, berrando que nem louca, no carro, num consegui botar aqui.

    Mas pus no Face.

    Curta lá, comigo.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 08h42
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    Do fundo do meu coração

     



    Escrito por Gisele Queen Kong às 20h48
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    Tocando em frente

    Ando devagar
    Porque já tive pressa
    E levo esse sorriso
    Porque já chorei demais

    Hoje me sinto mais forte,
    Mais feliz, quem sabe
    Eu só levo a certeza
    De que muito pouco sei,
    Ou nada sei

    Conhecer as manhas
    E as manhãs
    O sabor das massas
    E das maçãs

    É preciso amor
    Pra poder pulsar
    É preciso paz pra poder sorrir
    É preciso a chuva para florir

    Penso que cumprir a vida
    Seja simplesmente
    Compreender a marcha
    E ir tocando em frente

    Como um velho boiadeiro
    Levando a boiada
    Eu vou tocando os dias
    Pela longa estrada, eu vou
    Estrada eu sou

    Conhecer as manhas
    E as manhãs
    O sabor das massas
    E das maçãs

    É preciso amor
    Pra poder pulsar
    É preciso paz pra poder sorrir
    É preciso a chuva para florir

    Todo mundo ama um dia,
    Todo mundo chora
    Um dia a gente chega
    E no outro vai embora

    Cada um de nós compõe a sua historia
    Cada ser em si
    Carrega o dom de ser capaz
    De ser feliz

    Conhecer as manhas
    E as manhãs
    O sabor das massas
    E das maçãs

    É preciso amor
    Pra poder pulsar
    É preciso paz pra poder sorrir
    É preciso a chuva para florir

    Ando devagar
    Porque já tive pressa
    E levo esse sorriso
    Porque já chorei demais

    Cada um de nós compõe a sua historia
    Cada ser em si
    Carrega o dom de ser capaz
    De ser feliz

    (Almir Sater/Renato Teixeira)



    Escrito por Gisele Queen Kong às 22h44
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    Uma nova fase

    O melhor de tudo é que já está escrito: 2011 será ímpar.

    FELIZ ANO TODO.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 14h50
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    Dilacerando

    Quando falava de mim para outra pessoa, ele costumava dizer "a minha mulher".

    Eu achava muito bonitinho.

    Parecia que a gente tinha se casado.

    E tinha mesmo, na alma.

    Deve ser por isso que ainda dói tanto.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 12h28
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    Prá tirar o pé da lama

    Em tempos de manuais de auto-ajuda e quetais, ofereço aqui a minha singela contribuição, com base no forfé que me arrebatou nos últimos 60 dias:

    - tenha muitos amigos, de vários tipos, sempre. Na hora da merda, os bons vão estar ali, prontos pro seu telefonema desesperado.

    - família articulada é fundamental. Num precisa ficar babando ovo na gente, mas que possam entender que você só quer ficar trancadinha no quarto vendo filme triste e que, não, você não irá entrar em depressão novamente.

    - uns dias pior, noutros melhor. Nesses, dê o maior up no trabalho. Vão surgir idéias e projetos que podem te ajudar a motivar-se novamente.

    - se ainda num está, entre numa rede social nova. Eu optei pelo Face e, de quebra, tô montando uma Farm que tá uma lindeza. Ajuda demais nas madrugadas insones.

    - mantenha as unhas sempre em dia, mergulhe no mundo colorido dos esmaltes. Ou vá de maquiagem. Ou acessórios, sapatos, roupinhas. Mas tome cuidado com os gastos exagerados.

    - depilação, corte e tintura do cabelo, sempre em dia. Despencar na frente do espelho é a coisa mais fácil, quando a gente tá vulnerável assim.

    - um vinho com uma amiga, um almoço com outra, um jantar na casa daqueles que você não vê há algum tempo. Tudo isso ajuda a desfocar, prá não sucumbir. Ainda assim, você pode continuar chorando e se achando uma bosta seca, nos intervalos, tá?

    - tente não fazer contato com o cidadão em questão. Por mais que você morra de curiosidade de saber como ele está, distraia-se com outra coisa, quando a fissura aparecer. Num valeu muito para mim, andei sucumbindo umas três ou quatro vezes. Mas já passou.

    - um blog do tipo “Vigilantes da auto-estima” ou similar pode ajudar demais, em momentos inesperados. Eu recomendo.

    - filmes de diferentes estilos, um novo livro (li uns quatro), chocolates quando o suicídio parece próximo. Dicas importantíssimas. A dieta virá quando você sair da lama, agora num dá prá encarar essa, né?

    - bem difícil essa, mas se você conseguir, será a redenção: seja membro de uma confraria gastronômica há seis anos e meio. Com reuniões mensais e contatos virtuais diários, que te farão crer que a vida é uma merda, mas é boa.

    - prá encerrar, embora ainda esteja difícil, dolorido e em carne viva, divido duas frases que li e que me tiraram totalmente da vibe odiosa:

     

    “Não guardo nem dinheiro, vou guardar rancor?” (Caio Fernando Abreu).

     

    ‎Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra”. (William Shakespeare)

     

    Depois dessa, pé em Deus e fé numa tábua. Bom demais ter um blog prá poder voltar.

     

    ‎"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar de remar também."(Caio Fernando Abreu)



    Escrito por Gisele Queen Kong às 12h13
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    It's over.

    De repente do riso fez-se o pranto
    Silencioso e branco como a bruma
    E das bocas unidas fez-se a espuma
    E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
    De repente da calma fez-se o vento
    Que dos olhos desfez a última chama
    E da paixão fez-se o pressentimento
    E do momento imóvel fez o drama.
    De repente, não mais que de repente
    Fez-se de triste o que se fez amante
    E de sozinho o que se fez contente
    Fez-se do amigo próximo o distante
    Fez-se da vida uma aventura errante
    De repente, não mais que de repente.

    (Vinícius de Morais)



    Escrito por Gisele Queen Kong às 22h41
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    Xô, satanás

     

                Pois num é que a comadre topou a parceria?

    Tá certo que, de cara, a magnésia cerebral dela num permitiu que ela lembrasse do desejo outrora manifestado de fundar a tal igreja mas, depois de uns goles as idéias já clarearam e tamo no maior trololó prá inaugurar a função.

                E num é fácil estruturar um troço dessa monta.

     

    Mas vamos às inovações definidas:

    1.      Minha comadre num gosta de muita rezação, prefere que o povo vá prá igreja prá rir. Então teremos apenas duas preces, o Pau Nosso e a Senta Maria.

    2.      Necas daquelas lorotas das outras igrejas, num teremos pomba divina, cobra que fala, virgem que pega barriga, anjo que sobe e desce, nem porra nenhuma. Vamos é apresentar umas comédias do Gordo e o Magro/Chaplin/Jerry Lewis/Keaton/Irmãos Marx, shows de humor e contação de causos.

    3.      Todos os encontros e cerimônias serão regados a vinho, espumantes, margaritas, cosmopolitans e o que mais a galera pedir. E tome canapés.

    4.      Comadre faz questão de ser a Guardiã do Tonel do Néctar Sagrado. Tá feito, ela vai cuidar da logística da hidratação dos crentes.

    5.      Ela sugeriu que eu fosse a Bispa, mas como aqui o povo tem mania de mandar reclamar de tudo com o bispo, eu num quero esse enrosco, não. Vou é ser mesmo a Pastora Gigi, uma coisa que me lembra a Velha Guarda da Portela (ou as passistas da Mangueira, sei lá). Além disso, adoro me imaginar pastoreando as ovelhas nas campinas, com meu cajado na mão, etc... etc...

    6.      O primeiro hino escolhido é Vale Tudo, do Tim Maia. Prá cantar batendo palma e suingando, claro. Aguardamos as sugestões de novos hinos. Quanto mais cantoria, melhor.

    7.      Vamos oferecer umas aulinhas de Kama Sutra prá subir o nível cultural dos irmãos. Tô até pensando em parar com os caceterismos nos meus pacientes prá ficar só nessa atividade que, certamente, vai demandar algum aprimoramento nos meus conhecimentos.

     

    Registre aqui suas idéias, o debate está aberto.

    E nós tamo de braços abertos pros fiéis.

    Pro que der e vier!

    Arre, que na nossa congregação, com tanta alegria num vai ter espaço prá malvadeza.

    Xô, satanás!!!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 21h10
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    Fé... demais

    Minha comadre Clementina me contou, tempos atrás, que tava programando o lançamento de sua igreja Nozestadozunidos.

    Eu, que sou uma mulher cheia de fé, me cocei todinha prá dar uma força prá amiga e garantir meu quinhão no além.

    Modos que, se ela aprovar a parceria, começo a mexer o bundão agorinha mesmo prá botar prá quebrar.

    Trata-se da Igreja Internacional da Vara Milagrosa, cuja filial será inaugurada em Sorocity que, cá prá nós, tem tudo a ver com Miami e adjacências.

    Vamos aos detalhes: aqui, os fiéis fazem a sua contribuição mensal via boleto/depósito em conta/transferência bancária/débito automático/cash/cartão de débito e qualquer modalidade que escolha.

    Sugerimos algo parecido com o dízimo. Mas pode ser o trízimo, quadrízimo, fifty-fifty, do jeito que o caboclo escolher. Quanto maior a contribuição, maior o acesso aos benefícios.

    O céu é o limite.

    Com isso ele estará automaticamente inserido em nossa comunidade religiosa.

    Como benefício especial, mensalmente faremos a CERIMONIA DO DESCARREGO DA VARA MILAGROSA, onde o peão poderá escolher um dos ministros(as) de nosso catálogo para ter seu momento de sintonia com o Divino, no local e horário que agendar.

    Obviamente que a forma de se conectar com o Bem Supremo é algo totalmente íntimo       e pessoal. Cada um faz do seu jeito, né?

    Já estou de olho nuns moçoilos da academia que me parecem atender aos nossos pré-requisitos prá entrar no catálogo.

    Tudo gente de fé, com amor no coração.

    O objetivo da cerimônia é aliviar a alma do vivente, descarregando todas as energias ruins acumuladas e expulsando os espíritos do mal, que nos sobrecarregam com maus pensamentos.

    Ah, e nada de ficarmos obstruindo a rotina das pessoas com muitos cultos. Faremos apenas um culto mensal onde disponibilizaremos vinho (pode ser um espumante, como Prosecco, prá quem preferir), canapés e beliscos diversos.

    Claro que estamos falando da representação simbólica do sacrifício do corpo e do sangue etc, lembra da parada?

    Esse culto terá canções, confraternização, e preces. Do jeitinho que o fiel precisa, prá poder encarar a dureza do dia-a-dia.

    Não nos esqueçamos daquela dica máxima: onde dois ou mais se reunirem em meu nome, ali estarei. Modos que, se o crente quiser fazer outras reuniões no mês, é só convidar que a gente vai.

    Na boa.

    Nada de preconceito. Nosso templo receberá de braços abertos quem quiser entrar. Moços suaves e garotas do sapato grande serão benvindos. O que conta é a vontade de servir ao senhor. E a nós também, óficorse.

    Viajou? Não se sinta desamparado. Você poderá ter sua conexão via internet/twitter/blog/celular e todas as traquitanas vigentes, para resolver suas pendengas espirituais.

    Daremos todas as dicas para isso, afinal de contas, a fé é uma das coisas mais antigas da humanidade.

    Nosso lema será “recobre a sua alegria de viver, ou tenha a sua prece de volta”.

    Enfim, o que conta em nosso projeto é a vontade de servir ao próximo.

    Se o seu caso for de extrema dor, sugerimos antes freqüentar a “Igreja Triangular dos Cornos dos Últimos Dias”, do mestre Falcão.

    Lá você será preparado para ser um seguidor da Vara Milagrosa.

    Minha comadre é muié dada, inteligente e sagaz, tenho a certeza de que vai meter sua colher na minha proposta com o intuito de somar.

    E o que ela fizer lá, nós faremos aqui.

    Mete bronca, que é nóis, comadre!!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 10h39
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    Happy new year, again

    Amanhã é dia de neversário aqui em casa.

    Desde criança eu adoro festa de aniversário. Minha ou dos outros.

    E não será diferente dessa vez.

    Encaro a vida com um motor 4.8 e o Zé passa a pilotar uma máquina 5.3.

    Os dois no mesmo dia.

    Aula pela manhã, almoço com as amigas queridas num restô gostosinho, jantar com o amore.

    Telefonemas das fiotas que já encaram o retorno ao batente, da família e de alguns amigos.

    E assim começamos mais um ano.

    É nóis...

     



    Escrito por Gisele Queen Kong às 20h46
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    Alguns amores

    Curtindo forte os jogos da Copa.

    Sim, pela primeira vez na vida eu pulo um puta filme iraniano/árabe/judeu prá ver um jogo de futebol na tv.

    Adoro um estádio, vou sempre que posso na Vila Belmiro, prá ver o meu time, depois de comer um sanduíche de pernil com coliformes fecais... diliça.

    Mas jogo na tv nunca tive paciência forte, pros noventa minutos.

    Tô fazendo tabelinha, contando os pontos, assisto os debates, leio notícias, praticamente uma fanática.

    Final de semestre, zilhões de coisas prá dar conta. Sem contar que essa época é quase o meu final de ano, já que o novo ano começa em agosto, lembra?

    Fui prá Ilhéus e Taubaté, nesse mês. E dois findis seguidos prá SP.

    E fui prá Olímpia ver a famiage.

    No aeroporto de Salvador, caçando algo prá comer, topei com uma baiana toda vestida a caráter, peitão/bundão/vestidão/turbante.

    Fui atrás, ela parecia saber das coisas.

    A lazarenta entrou num Bob's, comprou uns amburdiguer/miuquexeique e foi comer quieta num canto.

    Sábia, ela. Abandonou o tabuleiro por conta duma mocinha magrela.

    Passarim que come pedra sabe o cú que tem.

    Fui tomar um Martin na Kopenhagen, bem quietinha.

    Tirante essas bateções de perna, folgo em informar aos três leitores do bagulho que o amor está firme.

    E forte.

    O meu por ele e o dele por mim.

    Nada linear e nem raso, não poderia, somos dois leoninos do mesmo dia.

    Uns dias intensamente apaixonada, praticamente de quatro.

    Noutras com uma réiva do cão, por uma quirera qualquer.

    É frio ou quente, morno eu vomito, já disse alguém.

    As fiotas estão ótemas, estudando forte me dando um tantão de alegrias.

    Enfim, me deu uma vontade danada de escrever aqui prá contar as coisas.

    E já passou.

    Hahahahahahahahahahahahahahahaha.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 09h13
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    Parabéns, bonitón!

    Clint Eastwood faz 80 anos hoje.

    Véio, ele?

    Que nada, homens perfeitos não envelhecem.

    E eu pegava fácil!!!

    P.S. Como podem observar os nobres três seguidores deste bagulho, os perrengues todos passaram. Já tô vadia de novo. Eita!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 16h13
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    Vade retro

    Apesar da fodelança que foi a semana que passou, sobrevivi.

    Saldo final:

    1. um excelente ex-aluno da Medicina, o André,  faleceu vítima de um playboy alcoolizado em alta velocidade. Perda doída demais.

    2. outro excelente aluno, o médico Milton Paes infartou no trabalho, na manhã do dia em que teríamos aula. Puta perda, um cara prá lá de dedicado no que fazia, pessoa exemplar.

    3. faleceu no sábado a orientadora da minha filha, colega da PUC/SP, a Téia. Simplesmente o modelo profissional que minha filha pretende seguir. Dor duplicada, se é que isso existe.

    4. minha mãe está de novo com pneumonia e prá lá de desorientada.

    5. meu carro novo não chega às minhas mãos, por obra e graça da lerdeza do povo do DETRAN. Não posso viajar com o véio, que tá sem seguro e já vendido.

    6. Zé tá trabalhando feito louco, acho que perdeu a medida da coisa. Pouco nos vemos, fico meio desamparada, nem pude contar com ele prá me consolar, nesses momentos difíceis.

    7. Peregrinação por médicos, diagnóstico sendo feito, apreensão na família. Um cú.

    Dizem que falar about ajuda a afastar a coisa. Tá bom ou quer mais??

    Nessa merda toda, minha comadre me lembra de Guimarães Rosa:

    "O correr da vida embrulha tudo,
    a vida é assim: esquenta e esfria,
    aperta e daí afrouxa,
    sossega e depois desinquieta.
    O que ela quer da gente é coragem".

    Bingo.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 16h43
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    Aquela fruta cítrica

    Estou na temporada das mexericas.

    Sim, aquela fruta que alguém colheu, encheu um caminhão todinho, bem enchidinho de cheio, esperou apodrecer todas e despencou na minha vida.

    Resumindo, todo dia tem uma novidade que me dá a sensação de ter que sair debaixo do caminhão despencado cheio de mexericas podres.

    Vai passar, você é forte, podia ser pior, veja o lado bom das coisas, coragem menina!

    Mais um que me disser isso, eu quebro os dentes.

    Quero um alívio da vida, trégua. Sossego, um tico que seja.

    Já, porra!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 07h33
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    Bexiguinha off

    Quarta-feira pela manhã, internação feita, resolvi mergulhar fundo no livro “Clarice,” que havia interrompido sei lá por quê.

    Mas tinha o pessoal da enfermagem, ops.

    E entrevista, e confere jejum, e bota fleet enema (argh!) e camisola do centro cirúrgico, pulseira de identificação, e coisa e tal.

    Entram as filhas, elas, sempre.

    Papeamos pouco, trocamos meia dúzia de olhares e estava tudo dito.

    No mais foi rir, e muito.

    O tiozinho que empurrava a maca era totalmente fora da barraca, claro.

    Trapaiado, batendo a dita cuja em tudo que era canto.

    E assim foi.

    Antes, nos despedimos querendo fingir coragem, de todos os lados.

    Que nada, eu estava totalmente aterrorizada.

    Entrei assim, em pânico, na sala de cirurgia, mal consegui falar uma ou outra coisa com o cirurgião.

    Anestesista ultra bacana, jeito de doce de pessoa.

    “Propofol já!”, foi a única coisa que consegui dizer.

    Acharam que eu tava tirando sarro.

    Fui apagando devagar, mas providenciei um pensamento firme nas minhas filhas. Se eu não voltasse, a lembrança daqueles sorrisos rasgados iria comigo prá qualquer canto.

    Assim, eu não precisaria abrir os olhos e nem estar, para tê-las dentro de mim.

    Senti vontade de chorar, mas só me lembro de rir muito, vendo aqueles dois rostos tão lindos me olhando fixamente, um ao lado do outro.

    Elas estavam felizes, riam daquele jeito de fazer covinhas nas bochechas, os olhos ficando miúdos, parecendo que iam explodir a qualquer momento.

    Quando acordei, na sala de recuperação, um velho amigo, médico, olhava meu prontuário curiosamente.

    Senti um conforto enorme, ele estava ali conferindo tudo, e tinha vindo.

    Como havia prometido.

    Já no quarto, entram de novo as meninas.

    Olhos apavorados, ansiosas, a espera sem notícias tinha sido difícil.

    Ficaram ao meu lado durante todo o tempo, nesses quatro dias.

    E estão, como sempre, aqui dentro.

    Mas já voltaram para seu canto.

    E estão novamente soltas no mundo, meus melhores pedaços.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 15h48
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    Miséria pouca é bobagem.

    Bonitãos, tô indo ali tirar uma vesícula e já volto, tá?

    Volto não, a gente se encontra no 2 Zé, um boteco da Av. Washington Luiz que serve um torresmo e uma cachaça que ... fazem a gente entender a razão de ter vindo ao mundo.

    Santè!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 01h07
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    Deu pau.

    Vez ou outra sinto uma dor bem aguda na boca do estômago, que já se manifestou em horários diversos, tendo ou não me alimentado.

    Atribuí a desinfeliz às toneladas de pílulas que tomo, achando que foram mal manipuladas, etc, etc.

    Mudei de farmácia, discuti o causo com a nutricionista, e nada de melhorar.

    Comecei a tomar em jejum o Aloe vera gel, um gel de babosa que parece um catarro, com gosto medonho.

    Enfim, dei o cu pro cavalo, prá resolver o pobrema.

    E num é que o destino resolveu por mim?

    Contei que o ultrassom de abdomen que fiz em janeiro apontou um caminhão de cristais Swarowski na minha vesícula biliar??!!

    Pois é, tive uma cólica súbita numa madruga da semana passada e, no pronto socorro, com o exame na mão recebi o veredicto:

    - Vamo prá faca, fia.

    Modos que me encontro muito encagaçada de meda pois, como todo profissional da saúde, sei bem o que me aguarda, nos mínimos e sórdidos detalhes.

    A tal colecistectomia por vídeolaparoscopia é podre de chic, obviamente a única opção plausível para uma mulé de educação suína que nem eu.

    Então, vamos a ela. Opero na semana santa, quando ficarei longe dos chocolates, ovos e quetais.

    Dispenso as visitas, coisa que detesto. Tanto em casa quanto no hospital.

    Favor convertê-las em flores singelas e jóias, plis.

    Tudo muito delicado, que num sou perua, falô?

    E as preces, guarde-as para quem esteja precisando, o que num é meu caso.

    Telefonemas gentis e breves serão tolerados. Mas nem sempre atendidos, óbvio.

    E o Zé já foi intimado a permanecer ao meu lado, na nobre tarefa da paparicação.

    E já disse que vem, se der. Ou seja, pode não vir.

    Um lorde inglês, esse meu amor.

    As fias farão plantão, monitorando tudo o que como e se sigo a prescrição médica.

    Um saco.

    O médico é um poço de habilidade/competência/conhecimento, grande e velho amigo. Ah, casado com uma também amiga, boa gente demais da conta.

    E um verdadeiro gentleman.

    Quando entrei em seu consultório para discutirmos o futuro de minha vesícula ele tascou:

    - É um prazer e uma honra ter você aqui, não nos vemos há quanto tempo, mesmo?

    Um homem desse calibre haverá de subtrair meu órgãozinho bichado na perfeição, num acha?

    Eu acho.

    É nisso que me fio.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 18h01
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    Luto

    Glauco morreu baleado na porta de sua casa, após uma tentativa de assalto.

    Geraldão e Dona Marta me divertiram e ajudaram a elaborar uma ou outra de minhas muitas idiossincrasias.

    Estou triste.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 08h38
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    Pagando as contas

    Topei malhar obededendo o bonitão, claro!

    Mas ando escorregando bagarái na alimentação.

    Resumindo, ninguém levou o bola-gato.

    Se eu fosse bem boazinha, pagaria uma lambida prás meninas, que acertaram quaaaaaase tudo.

    Mas num sou. E tô fora de moda, num gosto de muié.

    Então, vou correndo puxar ferro, que tá na hora.

    Beijo, me língua.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 08h32
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    Testículo

    Aconteceu que uns dias antes do carná eu tava botando pilha no meu treino na academia.

    E parei até ontem.

    Perdi o gás total, fiquei bem brochilda.

    Sem contar que ando escapando forte na alimentação. Usando gluten e lactose quando não deveria, sorvetes, vinhos, etc...

    Hoje voltei à academia semi-entusiasmada e o César, o professor, já me deu aquele abraço ultramegapowerjumbo apertado, providenciou um enquadramento forte e me desafiou:

    - Me dê 3 meses, faça o treino que eu mandar, siga sua alimentação funcional e eu garanto que vc vai ganhar massa muscular, vai perder gordura, medidas e peso. Do jeito que vc quer. Topa?!

    Ganha um bola gato quem adivinhar minha resposta e tudo o que veio depois.

    Palpites nos comments, plis.

     



    Escrito por Gisele Queen Kong às 20h06
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    Florisvaldo, o gentleman

    O porteiro folguista do prédio onde moro é uma figura.

    Um crioulo fortinho que usa uns díns cheios de apliques prateados, absolutamente over.

    Nessa semana eu tava entrando toda cheia de bagulhos nas mãos e, prá num sobrecarregar, entrei de jaleco, coisa que raramente faço.

    Ele me olhou, viu o brasão da Universidade na manga e perguntou:

    - A senhora é professora?

    - Sou sim.

    - Professora de quê?

    - Professora de Medicina (não temos mais disciplinas no nosso curso, lembra?)

    - A senhora dá aula prás pessoas que vão formar prá médico?

    - Isso mesmo, Florisvaldo.

    - Nossa, então a senhora é bem graduada, hein?

    - Ahnn... sei lá. Por que, Florisvaldo?

    - Ah, é que a senhora é tão simplesinha!!

    Tento crer que foi um elogio.

    Prá num pular no pescoço do cavalheiro.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 08h15
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    Vejo a nuvem no céu

    Com mil picas em riste, tá batendo um vento por aqui e parece que vai chover!!!

    Enquanto tomo a fresca por trás, oro a todos os deuses para que mandem água de cima para baixo.

    Mas, na medida, plis.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 21h11
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    Baba, baby, baba!

    Ontem depois do almoço tentei puxar uma palha e acordei com o travesseiro inundado de baba e suor.

    Fiquei fodida da vida com aquele espetáculo dantesco que vi no espelho: cara amassada, inchada, vermelha e babada.

    Só prá se ter uma idéia de como a quentura tá braba por aqui, de noite resolvi assistir TV da sacada, deitada na rede.

    Maior frescura ever, ventinho nas pacueras, coisa e tal.

    Peguei no sono tào feliz, que só fui prá cama na madrugada.

    Contrariada, confesso.

    Resultado: acordei com uma lombra de noite mal dormida, que dá gosto.

    Segunda-feira é assim.

    Ainda bem que vou encontrar no final da tarde com a Claudinha prá gente fazer uma sessão de maledicências, tomando uns cafés.

    Nada como uma peçonha prá espantar esse calor horrendo.

    E amanhã começam as tutorias com os novos alunos, maior diliça da vida.

    Num vejo a hora de olhar os zoinhos assustados dos meus calourinhos, again.

    Durante a semana conto da mudança de clínica (vou prá uma clínica de reabilitação bem pobrinha, com umas amigas ultra boas no assunto).

    E conto do Zé, que tá um doce de coco, da malhação que tá perfeita, e de tudo que acabei de contar.

    E chega.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 16h20
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    Até o diabo tá voltando pro inferno!

    Calor fellow da puta...

    Trabalhar nesse clima é de rasgar o cú com a unha.

    Pronto. Falei.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 21h46
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    FAIMER, essa é a minha tribo!

    Sim, eu fui. E voltei.

    E ainda continuo lá, um pouco.

    Foi uma experiência fascinante, de longe o melhor curso dos meus 25 anos de profissão.

    Sabe por quê?

    Estive ao lado de destaques das universidades brasileiras (públicas, na maioria), aprendendo como desenvolver/implementar/avaliar um projeto para a melhoria do ensino para a formação de profissionais de saúde no Brasil, enquanto desenvolvíamos nossas habilidades de relacionamento pessoal e profissional.

    Aulas? Num era bem isso. Nada que consumisse mais do que 30 minutos, prá manter todo mundo ligado. Altamente participativo, numa construção coletiva do aprendizado, com organização e logística de deixar qualquer um de boca aberta.

    Os facilitadores eram simplesmente os melhores. E as autoridades necessárias estiveram por lá, tanto do FAIMER da Filadelfia quanto dos Ministérios da Saúde, Educação e da OPAS.

    A diretoria do FAIMER Brasil esteve no batente todo o tempo.

    Foram atividades das 8:30h até a noite, com tarefas prá se fazer depois disso, e enviar por email. Ou seja, sem tempo para mais nada, num mergulho total, isolados do mundo naquela praia paradisíaca.

    Nos poucos momentos livres nós nadamos no mar e na piscina, sempre de noite ou manhãzinha.

    Caminhadas, corridas na praia, comida deliciosa, muitos sucos, frutas, peixes e frutos do mar.

    E risadas, piadas, brincadeiras, caipirinhas/cervejas/cachaças, fotas, amigos que viraram irmãos.

    Somos da mesma família, a minha tribo.

    Meu projeto voltou mudado, com ajustes que aprendi serem necessários para a sua execução.

    Pretendo analisar o processo de avaliação da aprendizagem dos alunos da Faculdade de Medicina da PUC/SP para, futuramente, junto com o grupo docente, propor os ajustes necessários.

    Estou cheia de gás para começar o trabalho, que será desenvolvido nesse ano.

    Em fevereiro de 2011 retornaremos ao Ceará para a segunda etapa, após trabalho a distância durante todo o ano, com tarefas mensais e muito estudo.

    Ao final, depois da publicação do meu trabalho, um certificado de especialista em educação na saúde, com a chancela da UFCE.

    Mas ainda há muito por fazer, vou me concentrar nisso.

    Buscando, a  cada momento me lembrar do big aprendizado desses dias: "celebrate what's right with the world".

    Essa é a vibe.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 21h01
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    ... e a Lusitana roda!

    E roda bágarai.

    Cêis num imaginam que tudo virou de pernas pro ar, aqui na roça?!

    Pois foi assim: findoano eu me inscrevi para fazer um curso de capacitação pela "Foundation for Advancement of International Medical Education and Research", a FAIMER. São 25 vagas ano, curso em um resort a 35 Km de Fortaleza, gente que se inscreve das universidades do Brasil todo, pois é tudo por conta deles, de grátis.

    Meu projeto foi selecionado, fiquei em quarto lugar na lista de espera.

    Miou, certo?

    Errado. Alguém desistiu na última hora e os outros três da lista num puderam ir.

    Estou eu na quarta à tarde em pleno batente no ambulatório, quando uma senhora me liga da UFCE perguntando se eu toparia ir.

    - Tô dentro.

    Ela num entendeu nada.

    - Demorô, topei.

    - Ah, tá, que legal, obrigada por responder tão prontamente, passagem aérea, transfer, foto, fax, etc, etc...

    Sambei hoje que nem uma doida, reorganizei a vida nos próximos 15 dias e saio daqui domingo cedo.

    O povo tá facu tá satisfeitíssimo. Ter novamente (já foram dois) um membro da equipe cursando um FAIMER é simplesmente um must.

    E eu tô podre de feliz.

    Vou chafurdar na lama do ensino-aprendizagem na área da saúde, coisa que tem feito minha alegria nos últimos tempos. E conhecer gente nova, projetos interessantes, caminhar na praia, mergulhar no mar, dar um up na vida profissional.

    De novo.

    Assim tem sido minha vida: quando tudo tá quieto, eu caço uma sarna prá me coçar. Daquelas que me deixam em carne viva, pois só sei fazer indo bem fundo.

    Filhas, família, amigos, amor, tudo ficará suspenso até o final do mês.

    Mas virei aqui, pois o curso é todo com notebook plugado. Coisa de americanos, óficorsi.

    Quero contar direitinho o que farei por lá. E os micos, como sempre.

    A onda da nova notícia foi tão forte, que conseguiu amenizar a goela travada pela perda da Dra. Zilda Arns, e pela desgraceira no Haiti.

    Durante 12 anos de trabalho em saúde pública eu vivi diariamente os bons resultados das atividades das voluntárias da Pastoral do Menor, coordenadas por ela.

    A multimistura era parte dos nossos atendimentos e orientações e perdi a conta das vezes em que passei as tardes em galpões orientando as mães que iam receber sua cota mensal e pesar suas crianças, pois aqui na roça a parceria é bem bacana.

    Aquela mulherona era minha ídala, um poço de competência, dedicação e humildade.

    Lembrei da minha avó, que sempre que lamenta uma grande perda, costuma resmungar:

    - Tanta galinha boa morre de peste, e as que num tem serventia ficam aqui...

    Chapeau, vecchia.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 19h28
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    Meio dentro, meio fora

    Janeiro é sempre assim, nem férias e nem trampo total.

    Comecei os atendimentos na clínica, de levinho, na metade da manhã.

    De tarde fico de boa, exceto quartas-feiras, onde retomo o ambulatório com voluntárias e alunos do internato (5o. MED).

    Aulas de verdade só em fevereiro.

    E na chefia do departamento tudo indo bem levianinho, como se diz lá na roça.

    Daí o dia de hoje foi fortemente bom: academia, tintura de cabelos, podóloga, manicure, cabelereira, sombrancelha e depilação.

    Em suma, dia de faxina, coisa mais boa dessa vida.

    Ah, fui levar um jaleco na costureira, fiz quitanda e tomei um café no xópis com uma amiga.

    Difícil, muito difícil.

    Fiota caçula curtindo praia na Bahia, primeugênia curtindo amigas em Sampa e mamis aqui na vadiagem, noite ou outra.

    Nada muito forte, somente o necessário para manter a cútis apessegada.

    Chufff, e tem coisa melhor prá manter o colágeno na medida e o brilho nos olhos? Tem não.

    Como diz aquela cantora safada que eu adoro ouvir enquanto corro, "se num tô no paraíso, tô bem perto de chegar..."



    Escrito por Gisele Queen Kong às 17h27
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    Jairo, o bródi.

    Modos que, depois que pedi ajuda num post abaixo, recebi duas dicas felomenais.

    A primeira da comadre que, com a ajuda de seu marido invendável e imprestável, o Sequóia, me orientou a baixar um tal de Picasa, que resolveria meus pobremas fotísticos.

    Adorei o nome do programa que o cumpadre inventou, baixei, mas num tive neurônios prá prosseguir.

    Nisso, Jairete, meu irmão de putarias néticas, me deu uma dica podre de simples, o tal de paint.

    Gente, tão fácil, mas tão fácil, que até eu consegui.

    De primeira.

    Vejam como ficou a fota em que eu tô agarrano a onça, ali embaixo.

    Pura belezura.

    Num são umas potências, esses meus amigos?



    Escrito por Gisele Queen Kong às 17h36
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    Cabelim muderno

    Putaqueopariu, quiquié aquele cabelo da apresentadora sostituta do Jornal Nacional?

    Num consigo prestar atenção em notiça nenhuma, tamanho volume da juba da moça.

    Baita cagada do cabelelero da Grobo.

    Fosse aqui na roça e seria expulso no cabo de vassoura.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 18h41
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    Rééééééupi!!!!

    Se alguém souber como se reduz uma fota prá ficar bacaninha num blog do Uol, me avise.

    Tô de saco cheio de postar fotas que ficam imensas e fodem todo o visu do post.

    Ah, já fui no gúgol e necas de catibiriba, tá?

    Agora vou buscar as vitaminas que a comadre me mandou de Miami em 15 de outubro, e que chegaram na semana passada, por Sedex.

    Coisa rápida, essa de correio, né?



    Escrito por Gisele Queen Kong às 11h21
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    Pantanal e quetais!!!

    Arre égua, negada, acabei de chegar dos Everglades brazucas, tô semi-bronzeada e bem alegrinha.

    Justificando: a marca da camiseta naquele bronze caminhoneiro que eu tinha, deu lugar a uma barriga branquela, por um dia de exagero de sol, de maiô. Nos dias em que usei biquini o sol tava fraquinho. Resumindo, em 2010 continua a máxima "se chover macho cai uma negona na minha cabeça".

    Mas as pernocas tão bronzes e a cara.... AAAAAAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIII, a cara queimou forte.

    Fodeu meu botox, ferrou com o preenchimento, pois tudo isso dura menos com sol. Exceto as rugas, que adoram sol a pino, claro.

    Me diverti bagarái, cavalguei no pântano, passeios de barco, focagem de jacaré, vi uma porrada de bichos selvagens, trilha no pântano, hidroginástica, piscina, comida deliciosa (ai, exagerei nesse quesito), muitos amigos legais, porre felomenal no reveião.

    Num pulei 7 ondas, mas pulei na piscina, de roupa e tudo.

    E de porre.

    E briguei muitão por torpedo com o Zé, que num foi.

    Mas ontem ele tava todo bonzinho, como sói acontecer e veio me ver.

    Demos uma briga boa, mas confesso que eu tava morrendo de vontade de rir, pois ele critica o meu entusiasmo excessivo, que o atrapalha na concentração, etc, etc.

    Em resumo, ele é tosco comigo porque eu sou excessivamente feliz. Uma besta.

    Como conferimos que ainda comemos um vagão de merda, de canudinho, um pelo outro, nos acertamos.

    Até a próxima grosseria dele, na qual eu farei outro quiprocó, blá, blá, blá...

    A fiota caçula já voltou de Gramado, para onde foi com o genro power.

    E a primeugênia voltou da praia, onde bebeu o feriado todo. Sem intervalos.

    Estamos em casa eu e Bibs, fazendo academia, dieta e lamentando o panceps que insiste em crescer.

    Hoje vamos ao cinema, estou de férias, maior deliciúra de folga.

    Talvez eu retoque os cabelos, faça uma máscara de beleza. Ou nada disso, fico coçando a bunda em casa e boa.

    E, como é de praxe, desejo todas as coisas que vc quiser para o novo ano prá você e prá quem fô dá sua família.

    Enquanto vc se diverte aqui vendo minhas peripécias de força e coragem na luta com uma onça no pantanal, na fota abaixo.

    Kisses na bunda,



    Escrito por Gisele Queen Kong às 15h37
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    Findiano

    Estou de saída prá casa da mamma, com fiotas e genro.

    Matar as saudades, rir com as mulheres da família, comer comida com gosto de infância, talvez molhar o rabinho nas águas termais e suar, suar muito.

    Volto no findi, arrumo as malas e vou pro Pantanal.

    Alone.

    Tentando fortemente ser feliz.

    Saúde, paz, prosperidade, sucesso e amor.

    Para todos nós.

    E que venha o ano do tigre.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 18h53
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    Está tudo melado, mais um findi em que eu estou só.

    E disposta a desatar esse nó do peito.

    Definitivamente.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 12h59
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    Batendo um bolão!

    O encontro em Rib Preto foi delicioso.

    Daqueles que a gente nem sente o tempo passar.

    A Adri definiu bem: a melhor surpresa do ano, muito mais gostosa do que a festa de Natal.

    E foi mesmo, saí de lá com a alma feliz e alimentada.

    Temos nos falado por emeio, trocamos fotas e já estamos combinando o próximo, já que agora não queremos mais nos perder.

    Voltando à vidinha normal, tenho estado pouco com as fiotas, que estão em fase final de provas na facu, e só voltam prá casa no próximo findi.

    Tô de férias das aulas na facu, mas continuo trampando na chefia do depto. Férias?

    Vai entender isso...

    E o Zé tem trabalhado bastante, pouco nos vemos também.

    Muito por conta do trabalho dele, e um bom tanto por conta da temperatura nossa, que está bem fria.

    Tenho andado muito triste com isso, vez ou outra dou uma despencada, choro, e tenho feito pouco para melhorar.

    Decidi que só darei mais sangue se houver contrapartida.

    Ele não admite que o tratamento comigo mudou, mas concorda que tem sido ríspido e grosseiro, muitas vezes.

    Mas não muda.

    E também não demonstra nenhum sinal de que faz das tripas coração para estarmos juntos, no pouco tempo que tem.

    Como a medida entre a gente já foi essa, e eu me locomovia feito doida na estrada prá ficar com ele, acostumei nesse padrão.

    Modos que vamos ficando assim, prá ver no que vai dar.

    A minha solidão a dois tem sido difícil, dolorida e proveitosa. Como todos os nabos da vida, dói mas é um aprendizado e tanto.

    Aproveito o ensejo prá dedicar toda a minha energia ao meu projeto de saúde.

    Estou firme e forte na atividade física, já faço musculação a todo vapor, para fortalecer os músculos e poupar as articulações, depois vou prá esteira, onde intercalo corrida e caminhada por 40 minutos, seis dias por semana.

    E treino equilíbrio, faço alongamento, além de pedalar na piscina uma vez por semana.

    Tem sido muito prazeroso, estou viciadona na tal da endorfina.

    A  alimentação está nota dez, estou seguindo meu programa numa boa, de forma leve, comendo coisas que gosto, sem passar fome.

    Já dei uma enxugada boa no corpitcho, e ainda falta um bom tanto a vencer.

    Mas a melhor notícia foram meus exames laboratoriais que vieram ontem: simplesmente TUDO dentro da normalidade.

    Ou seja, embora meio sozinha e triste, a cada dia mais estou batendo um bolão.

    Do jeitinho que eu programei.

    Num dá prá ter tudo nessa vida, como sempre.

    Essa é a merda que, aliás, anda bem na moda.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 14h52
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    Vinte e cinco anos depois...

    Estou numa excitação sem fim.

    Dia cinco de dezembro haverá o encontro de 25 anos de formatura da XXVIII turma da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP.

    Fiquei sabendo há alguns dias, mas só hoje consegui fazer contato com o grupo.

    Acho que teremos umas 40 e tantas por lá, coisa mais deliciosa.

    Nos reunimos nos dez anos de formadas, mas foi um pequeno grupo, e depois perdemos o contato.

    Eu sempre falo com a Aiêda, uma amiga muito querida.

    Encontrei a Adri em SP e a Mara, mas foram poucas vezes, e nós moramos juntas na mesma república.

    Mas não vejo a Tereza há 25 anos, a amiga com quem eu dividi o quarto por 3 anos, e foi muito especial na minha vida.  Só sei que ela mora em Santos.

    Outro dia encontrei com a Clara na EEUSP, ela é docente lá.

    Também vi a Cris Sardinha em um evento de Home Care no qual fiz uma palestra, em SP.

    Tenho notícias da Ceres e da Analice pela Aiêda, moram todas na mesma cidade.

    Mas me perdi da Beth, Ana Sandra, da mesma república, a Amorybunda.

    Nem é preciso dizer que foram anos difíceis e fantásticos.

    Muitas aventuras, participação ativa no movimento estudantil, namoros, amigos queridos, viagens, porres, putarias e tudo o que os universitários se permitiam naquela época.

    Quando abri o emeio hoje cedo senti o corpo todo tremer.

    Nem pensei em outra coisa, não haveria impedimentos comuns, eu estava pronta para rever as amigas queridas, mais uma vez.

    Assim, o dia de hoje foi meio nas nuvens, todo colorido, cheio de lembranças e dos sonhos da juventude que, ainda que eu não quisesse, voltaram a me dominar.

    Mas eu queria, claro que eu queria...

     

    *P.S. Prá quem num leu os posts anteriores, a Aiêda é aquela amiga de Rio Preto que esteve ao meu lado no ano passado, durante a doença da minha mãe. Sentiu o tamanho desse carinho de 28 anos?????



    Escrito por Gisele Queen Kong às 19h24
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    Relatório 1

    Tô firme na academia.

    Vou todos os dias, inclusive aos sábados, com folga aos domingos e feriados.

    Duas vezes por semana encaro a piscina, pedalando numa bicicleta que nem uma insana. Nos outros dias, intercalo caminhada com corrida por 35 minutos e depois vou pros aparelhos para fortalecer os músculos.

    Acontece que, dia desses despenquei da esteira.

    Caí de bunda lá atrás, enquanto a desgraçada rodava sem parar e ia me jogando que nem peteca.

    Todo mundo quis rir, mas fizeram pose de preocupação:

    - Machucou? Tá tudo bem?

    Catei o aipódi que voou pros quinto, me aprumei e voltei pro batente.

    Agora já aprendi, se for tomar água ou mudar a música enquanto estou na esteira, me apóio na lateral prá num cair.

    E depois da queda o professor me botou prá fazer uns exercícios de propriocepção e equilíbrio.

    Achei lindo isso, estou fazendo direitinho, mas parar sem cair naqueles troços balançantes já é outro negócio.

    A alimentação tá bem bacaninha. Sem fanatismos, procuro comer alimentos naturais e orgânicos, muitos vegetais e frutas. Chá verde ou branco, diariamente.

    Cortei açúcar, refris, doces, leite e derivados, farinha de trigo e controlo os carboidratos, dando preferência para as raízes e tubérculos.

    Estou tentando mastigar mais e calmamente a comida, esse é um desafio e tanto.

    Levo minha maLmita na clínica ou na facu, para o almoço. E volto para casa mais cedo, para jantar e descansar, com poucas luzes e zero de batente à noite.

    Vou deitar mais cedo, em torno das 22h, acordo cedo prá atividade física, como fruta e castanhas nos intervalos das refeições.

    Em suma, tudo como manda o figurino. E já vejo resultados bons, a silhueta está afinando a cada dia, durmo super bem, sinto-me muito mais disposta.

    Como não tem radicalismo, há espaço para um ou outro programa diferente, os jantares da Confra, uma taça de vinho.

    Na verdade, a base de tudo isso é o Método Nuno Cobra, do qual sou fã desde que ele lançou seu livro, que me caiu às mãos há uns dez anos atrás.

    Ou seja, faço um bem bolado entre as dicas da academia, as da nutricionista e as do Nuno. Sempre pontuando com meu gosto pessoal, as coisas que curto, senão num funciona.

    Como as filhas estão nessa também, lá em Sampa, quando vêm prá casa fica tudo fácil.

    Já o namorado continua no rumo oposto e me dando respostas atravessadas, vez ou outra.

    Uma sincronia e tanto.

    Mas as férias estão rondando, e irei passar o Reveillon no Pantanal, contando os tuiuiús da direita e os jacarés da esquerda.

    Igualzinho lá na roça de onde eu vim.

    Tem coisa mais boa de se esperar acontecer?



    Escrito por Gisele Queen Kong às 14h00
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    Gostosona 2010

    Pouca gente sabe, mas desde julho eu iniciei meus movimentos para ficar melhor.

    Voltei a fazer nutrição funcional, estou tomando minhas vitaminas e suplementos.

    Parei de fumar, me matriculei numa academia com contrato de um ano e comecei a fazer hidroginástica, de levinho.

    No mês passado a prefessora me promoveu: disse que eu deveria abandonar o time de véias que eu freqüentava às 8h, e começar no grupo das bombadas às 7h.

    Grande desafio para uma mulher que prefere dar o cú prá galinha bicar do que acordar cedo, mas gostei porque veio na forma de convite.

    E topei.

    Entonces ela me promoveu prá fazer hidrobike e hidrojump, dois jeitos power master mega super jumbo extra large de malhar forte na água.

    Cheios de equipamentos, a gente sua que nem cavalo, o som é pauleira e bem gostoso.

    Anote aí que eu NUNCA fui adepta da malhação, mas entrei na vibe duma forma, que pulo às 6h da cama, tomo um café da manhã e corro prá academia, pertinho de casa.

    Nesse findi aproveitei o ensejo e dei o pontapé que faltava prá virada final: fui alternar caminhada com pequenos piques de corrida (bem pequenos, quase imperceptíveis).

    E já comecei a semana na academia subindo as escadas prá ala dos malucos: encarei o fortão que dava aula e falei:

    - Quero começar um programa de caminhada forte prá depois correr. Quero condicionamento cardiovascular e quero emagrecer.

    O homão me olhou, nem pensou muito (esses fortões de academia nem pensam), programou a esteira e meteu bronca.

    Assim sendo, essa que vos fala está a poucos passos de virar uma rata de academia.

    Chegou o meu tempo de curtir isso, aos 47 anos, e vou fundo.

    Hoje, pensando enquanto pulava feito um cabrito em convulsão naquela água, me deu um estalo.

    Por que só bateu esse troço agora? Num podia ter sido antes de eu engordar tanto?

    Tinha que esperar ficar 12 Kg acima do peso, prá encarar uma mudança?

    Putz, agora tá tão difícil...

    Pois é, tem gente que gosta de se fuder bem forte, prá depois comemorar pequenas vitórias.

    Essa sou eu.

    E só não estou melhor porque, com tantas viagens, o ritmo de exercícios e alimentação equilibrada viram um puteiro.

    Mas agora sosseguei o facho por aqui, montei meus esquemas gastronômicos e malhativos, e vou que vou.

    Antes da virada do ano quero olhar no espelho, pelada, e ver um corpo saudável que expresse o momento especial que eu vivo.

    Um tempo de plena realização profissional, com as filhas, afetivo e de grande satisfação com o que eu sou e tenho.

    Isso num é prá qualquer um.

    Só prá quem quiser chegar lá.

    ‘Bora, bonitona!!!!!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 20h51
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    Rio Quente... argh!!!

    Voltei de lá e, num sei se é meu espírito ultra crítico, se foi o cansaço ou o raio que me parta, mas achei o resort um porre.

    Tantão de piscinas de água morna, um calor da porra, pressão no quengo.

    O local bem sem graça, e olhe que eu curto um descanso, viu?

    Prá passear num me pega nem fudendo.

    Prefiro as tais Termas dos Laranjais, ou Termas Park, lá da roça donde eu vim.

    O congresso foi como sempre, muito trabalho, zilhões de contatos, rever amigas legais.

    Pouca novidade científica interessante, já que eu estava up to date por conta das últimas peripécias congressísticas aqui narradas em um passado recente.

    De bacana mesmo foi a última mesa com a Chris Norton, uma amiga inglesa prá lá de referência mundial em incontinência anal, na qual pudemos fazer um micro debate que deu prá matar as bichas.

    Ou ainda, um pouco delas.

    Encontrei amigos que adoro, dentre eles, papeei muito com Moniquinha Gamba, um doce de pessoa, uma referência em tratamento de pé diabético no Brasil, de uma meiguice de fazer gosto.

    Muitas outras amigas que adoro, com as quais pude papear um tico, ou tanto a mais, sempre trocando um abraço gostoso, daqueles que sustentam a ausência por mais algum tempo.

    Zanzei prá todo lado com Helena, uma amiga e profissional que admiro demais, e que fez aniversário neste domingo e esqueci de ligar porque sou uma sonsa, e agora estou com vergonha de cumprimentar. Bosta, isso, viu?

    E, ao final, chegando ao aeroporto de Goiânia prá voltar prá casa, encontrei com Adriana, amiga de comentar no blog do Jairo, que fez de tudo prá dar um jeitinho da gente se ver.

    Levou o marido, o tal Richard Gere do Cerrado (o amor faz a gente inventar cada estupidez, né?) e uma garrafa de licor de chocolate com pequi, coisa bem deliciúra.

    Tiramos fotos, abraços, trocamos um tico de figurinhas e ela voltou.... prá preparar um jantar pruns trocentos amigos, que ela havia deixado no meio do caminho só prá nos conhecermos pessoalmente.

    Alguém já fez isso por você?

    Se não, você num imagina a delícia que é.

    Fez todo o bagulho valer a pena.

    Em dose homeopática, foi um encontro parecido com o da comadre em Miami.

    Já éramos amigas, era só confirmar.

    Esse negócio de amizade de blog tem me trazido os melhores encontros da vida.

    Encerrei a temporada científica do ano com mais duas pessoas no coração.

    Com a Moniquinha, três.

    Puta saldo positivo.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 21h02
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    Bodas de... picas

    Zezito e eu compretemos um ano de namoro e amor eterno (affe!!) no dia 05.

    Eu chegando de San Francisco, virada no fuso e caindo de boca no batente, ele no olho do furacão do trampo novo, totalmente enlouquecido com a Feira de Duas Rodas e quetais.

    Resultado: um prá cá e outro prá lá.

    Comemoração? Necas de catibiriba.

    Mal falamos no telefone, porque quando o home garra no trabalho, fica um perfeito nemar. De ferradura nova, claro.

    Sabedora de tal detalhe e muié experiente nos assuntos de maridos mergulhadores no dever (foram dois e um test drive, lembra?), resolvi cuidar dos meus alfinetes e deixar o cidadão na dele.

    Isso é modos de dizer, porque eu bem que atormentei o cristão, verdade seja dita.

    Já joguei na lata umas trocentas vezes a frase choramingante:

    - Mas a gente fez um ano de namoro e nem comemorou, nem se viu, nem nadica de jantar à luz de velas, troca de presentes, frases melosas, nem nada.... sniff..... sniff....

    Ele finge se comover mas, experiente que é devido aos dois casamentos anteriores e várias putarias no caminho, nem me dá bola.

    Finge forte que vai tomar sérias providências a respeito, e fica o dito pelo não dito.

    E eu esqueço o assunto e logo já invento qualquer outra coisa prá encher o saco do peão, e assim vamos.

    Pois, depois um puta tempo sem parar para namorar, nesse domingo nós deixamos o batente de lado e caímos na gandaia.

    Sim, foi bem divertido: os dois pregados de cansaço, passamos o domingão revezando entre o sono no colchão de solteiro no chão da sala e no sofá.

    E nada da tal comemoração que se prometia, pois como o espaço era pequeno, o bode era grande, e a falta de sincronia maior ainda, enquanto um dormia o outro via TV, e vice-versa.

    De noite estávamos com o corpo doendo de tanto nanar, já meio não suportando o outro, mas senti que ele gostaria que eu ficasse até a segunda cedinho e fiquei.

    Bom, eu iria ficar mesmo, pois a preguiça de pegar a estrada era grande, nénão?

    Foi bem divertido, rimos muito nos intervalos, pois o Zé é uma companhia fantástica: inteligente, informado, crítico, ácido, argumentador e lúcido. E paiaço.

    Voltei prá casa na segunda cedo pensando no quanto acertamos o passo nessa de cada um num canto, diante de tantas diferenças e semelhanças entre dois leoninos do dia 27 de julho, que optaram por viver a vida intensamente, fazendo tudo até o talo.

    Na mesma casa a gente num se agüentaria nem uma semana na rotina diária sem se esfaquear. Com sorte, rolaria uma relativa paz por uns 3 dias.

    Depois disso seria um clima assim meio Faixa de Gaza.

    Que é quase o que rola quando pinta uma desinteligência. Ou uma discrepância de opiniões.

    No mais, é um verdadeiro mar de rosas.

    Desde que ele concorde comigo.

    O que nunca acontece.

    Arre, égua.

     

    P.S. Mais um findi longe um do outro: ele no batente e eu idem, no nosso congresso brazuca em Rio Quente/GO. Fudeu. De novo.

     



    Escrito por Gisele Queen Kong às 22h47
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    San Francisco

    Pela primeira vez estou conseguindo digitar um texto sem pobrema aqui no netebuquizim novo.

    Cheguei e já encarei zilhões de coisas novas prá fazer na facu. Tudo estava previsto, mas vem dando mais trabalho do que a anta aqui imaginava.

    No problem, agora sobrou um tico de tempo pra contar como foi a viagem.

    O congresso estava dez, melhor do que tudo, foram os cursos e workshops prévios, fiz toda a cota permitida, prestei atenção em tudo, aprendi coisas novas, trouxe materiais interessantes.

    E naquilo que pude escapar, não tive duvida, fui bater perna pela cidade, que é linda.

    Montanha, mar, praia, a rua do porto (Fishermans Wharf), andar de cable car, aquela zona de Chinatown, e os pequeninos bairros japonês e italiano.

    A Union Square, as lojas bacanas, as lojinhas inesperadas, um cheesecake caprichado, um hot dog de rua, a lemonnade geladérrima, a sensação de ser absolutamente desconhecida... tudo isso é bom demais.

    E Castro, com aquela viadagem toda, maravilha.

    Sabe que vi pela primeira vez um caboclo que descoloriu e pintou de pink aquela barbichinha de meia dúzia de pelos que nasce abaixo do lábio inferior (mosca) !!!!!

    E também tinha um peão no meu hotel que desfilou na Love Parade (importaram a idéia de Berlin, mas a de lá é muito melhor...) vestido com asas de borboleta, uma meiguice sem fim.

    Indispensável dizer que me deu na telha de atravessar a Golden Gate Bridge a pé, e fui bem feliz, cantei e falei no radinho com as fias, enquanto batia perna sobre o mar. É que agora adquiri um Nextel, nos falamos o tempo todo na viagem, escrusive com o Zé, claro.

    Obóvio que num uso o viva voz, que num sou tatu...

    E no sábado, véspera da volta, fui fazer o passeio no Wine Train, que foi o desbunde total.

    Aqui nem da muito pra falar, se vc num curte vinhos. Eu gosto de beber, degustar, mas sem frescuras. Fiz um ou outro cursinho de informações básicas, e costumo ir pelo meu paladar. Gostei, tomo. Num gostei, num tomo.

    Nada de aroma de suor de cavalo e quetais, comigo a coisa vai no prazer.

    Optei pelo passeio mais simples, barato, rápido e com pouco rango.

    Estou em franca reeducação alimentar e não quis sair da linha.

    Eu estava só e meio deprê no trem, num poderia dar bafão.

    As vinícolas são de cair de quatro, o trem é podre de luxuoso, os funças são perfeitos, o povo sofisticado. Enfim, passeio perfeito e a tristeza passou rapidinho.

    Tomei vinhos deliciosos, lembro do gosto de alguns na boca.

    Pra quem quiser dicas, vá lá: www.winetrain.com

    O melhor de todos foi um Pinot Noir: Los Carneros, que tomei ainda no coquetel de boas vindas do congresso, que foi na City Hall.

    Sim, aquele prédio luxuoso do prefeito, onde foi assinado o Milk.

    Dizem que o danado do vinho é de um tal de Robert Sinskey, na região de Carneros, na California. E também que tem aromas das berries todas, etc. O que eu sei é que nunca mais vou esquecer aquele sabor.

    E vou procurar pra comprar por aqui, pois não consegui trazer. Uma pena.

    Também tomei uns espumantes arrepiantes no gala dinner que tivemos num navio que passeou pela costa toda, durante a noite, com três pistas de dança e aquele povaréu todo falando as mais diversas línguas.

    Na Babel flutuante foi bem interessante, dancei um tico e novamente aquele blues tomou conta de mim.

    Fazer o que, saudade do gato, aquele tantão de musica romântica, cena boa pra suicídio...

    O jantar foi até bacaninho, mas nada perto do tal coquetel do primeiro dia.

    Enfim, voltei reabastecida, cheia de imagens e sabores que vou levar pra sempre comigo. Assim são as viagens.

    Por isso valem tanto a pena.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 20h29
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    News, Miami, amigos...

    Mamae saiu rapidim do hospital, sem maiores encrencas.

    Como eu disse, com ela tudo pode acontecer. Escrusive nada.

    Dai eu recebi as amigas confreiras pro jantar aqui no cafofo novo, e foi bem delicia.

    Eu tava ultra mega power extra preocupada pelo pouco espaco, comparado a big casa de antes, mas a coisa foi tao leve e gostosa, que relaxei.

    As orquideas lindas que recebi das amigas estao aqui enfeitando a sala e espalhando aquele clima de casa bem cuidadinha.

    Nisso chegou a viagem pra San Francisco com um findi em Miami.

    Parece coisa de maluco, mas a Silvia e uma amiga blogueira, nunca t'inhamos nos visto, nos conhecemos comentando no blog do Jairo (Assim como voce), dai ela fez um blog divertido, que comecou por causa do blog do Ze, e por ai vai.

    E me convidou pra passar o findi la, ja que eu ia rever os fios do tio Sam.

    Eu confesso que estava certa de que tudo iria dar certo, tamanha afinidade que a gente ja tinha, mas ver os dois de camera em punho no aeroporto, me esperando com um cartaz na mao e gravando tudo, foi de emocionar.

    Fui recebida com carinho, cuidado e um bom tanto de luxo.

    Sim, champagne e caviar, no jantar.

    Ah, um shitake recheado com uma farofa que o Chico Sequoia (o marido dela) fez pra gente, que tava de comer de joelhos.

    Um quarto com camona super fofa, lencois branquinhos, conforto muito acima da medida.

    E aquela sensacao de ser esperada, paparicada e muito querida.

    No domingo a Silvia trabalhou algumas horas e o Chico me acompanhou nas compras, ajudando na escolha do novo netbook, ja que ele e do ramo.

    Percebeu agora a razao desse post sem acentos? E que eu ainda num me ajeitei com o teclado do netibuquinho novo, tao pitoco, tao lindinho...

    Preciso contar que ate nas compras na Victoria's Secret ele me acompanhou direitinho... um verdadeiro damo de companhia, esse Sequoia!!!

    Na segunda de madrugada, depois de poucas horas de sono, os dois me levaram no aeroporto Rumo a San Francisco, onde tudo foi pra la de perfeito.

    Mas incrivel mesmo foi abrir a caixa de msg hoje e ver o video da minha chegada com as fotas de Miami, que a Silvia botou no Youtube.

    A musica de fundo ela nem sabe, mas ja me fez muito feliz tempos atras.

    So essa amiga especial para me fazer chorar aqui sozinha, numa quinta a noite, na frente dessa telinha.

    Ela e Chico num fazem ideia do quanto me fizeram feliz...

    Ah, a Bia acabou de me ligar dizendo que se emocionou vendo o video.

    E o Ze ta todo feliz de ter sido re-convidado pra ir a Miami, agora pelo Youtube.

    Como eu vivo dizendo que alguem ja disse: amigos nao se faz, se reconhece.

    E se guarda no coracao.

    Pra sempre.

    Veja o video, que demais:

     http://www.youtube.com/watch?v=j2FyCcV7sPw



    Escrito por Gisele Queen Kong às 23h20
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    Mudou tudo

    Ô caralho de asa, minha mãe tá internada de novo.

    Sim, uma pneumonia silenciosa (em idoso é assim), sem febre, só uma tosse seca que num passa.

    Como ela é hipertensa, diabética, tem insuficiência cardíaca, só prá começar a fodelança, os médicos resolveram internar.

    Apóio totalmente, ela costuma dar uns sustos na gente, causo que a véia num é fraca...

    Segundo minha caçula, vovó vive com um pé na cova e outro na São Silvestre.

    Com ela, tudo pode acontecer.

    Sempre.

    Quem acompanha o bagulho aqui deve lembrar daquela do ano passado, que ainda traz sequelas.

    Assim sendo, vou prá casa dos pais no findi, com as fias.

    Totalmente fora dos planos, pois no findi seguinte viajo prá San Francisco, e gostaria ao menos de ter um tempo prá fazer planos, sonhar com um ou outro passeio, no meio do congresso.

    Ou com umas comprinhas que farei antes, quando visito Silvetz em Miami e vamos saracotear um tico naquelas terras que eu confesso, nunca fiz questão de conhecer. Vou lá mesmo é prá ver a amiga internética, papear e comprar um novo laptop.

    Ai, gzuiscristinho, no meio da semana que vem tem jantar da confraria aqui em casa, vou ter que dar um tapa nos cristais, aqueles que restaram da última mudança.

    Enfim, como alguém desocupado me escreveu falando que alguém disse:

    "Não importa se a situação é boa ou ruim, ela vai mudar".

     



    Escrito por Gisele Queen Kong às 12h08
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    Recife

    Então lá foi assim: cheguei de madrugada num vôo da Azul - empresa aérea da qual virei fã - e fui recebida com abraços queridos do Maylton e Wil, meus amigos de lá.

    Ambos tinham trabalhado o dia todo, sem voltar prá casa, mas estavam firmes e felizes. Fomos pro apto deles, um canto ultra bem decorado com peças divinas de artistas regionais.

    Fiquei babando ao ver aqueles trabalhos maravilhosos, enquanto ambos me instalavam.

    Totalmente perfeito o meu quarto, com todos os detalhes que eu poderia imaginar ou querer.

    Acordei cedo, banho, aquele café da manhã preparado pelo Wil na perfeição e fomos pro curso.

    Aula das 8:30h às 17:30h, com intervalo prá almoço.

    Um grupo interessado, gente que batalha prá ascender na profissão.

    E cheios de carinho, querendo fotos, trocar idéias, muito bom...

    Ao final da tarde nos unimos à Laura (também coordenadora do curso, outra amiga querida) e seu marido e fomos prá... Porto de Galinhas.

    Sim, meus amigos estavam ansiosos prá me levar até seu bangalô à beira do mar, num condomínio de luxo que tem nas proximidades.

    Vamos combinar que ao chegar eu já caí das pernas com o jantar à beira da piscina preparado por Wil, que faz o curso de Gastronomia no Senac de lá.

    Mas antes ficamos comendo uns beliscos maravilhosos e tomando vinho, enquanto eu explorava os arredores.

    Sim, porque mais do que no apto, o cafofo da praia era de tirar o fôlego: contemporâneo e com detalhes do sertão, lindos de se ver.

    Café da manhã paradisíaco, ficamos na praia, na piscina, morgando.... um almoço delicioso e arrumamos a matula.

    Pensou que tinha acabado? Que nada, meus amigos me levaram prá jantar em Olinda, depois de um passeio pelo Recife velho, que eu queria rever.

    De lá fui pro aeroporto e voltei prá casa.

    Depois de um vôo bacana, cheguei em casa podre de cansada, mas feliz.

    Minha alma estava em festa, pelo carinho e cuidado de amigos tão queridos.

    Esses afetos são para sempre, e a habilidade de receber é coisa de poucos, apenas daqueles que sabem se dar.

    Os meus amigos são assim e, na convivência com eles, todos os que me cercaram entraram na vibe.

    Isso é o que se leva dessa vida, de verdade.

    Gente amada no coração.

     



    Escrito por Gisele Queen Kong às 20h41
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    Andanças

    Nessas andanças todas pelo Brasil tem acontecido incríveis coisas gostosas.

    Manaus foi um sonho realizado e tão delicioso, que já estou batendo boca com o Zé: quero passar o período de pós-Natal até a virada do ano no Pantanal.

    Fazendo nada, vendo tuiuiús.

    As aulas por lá foram ultra boas, um grupo de alunas de um empenho arrepiante. Voltei com a certeza do dever cumprido.

    E parei de fumar, definitivamente.

    Ainda sinto um tico de vontade, vez ou outra, mas passa em segundos.

    O amore ainda fuma, e quando ele vem aqui, empesteia a casa, mas eu seguro a minha onda: o cheiro de cigarro me deixa com muita vontade, respiro fundo e toco em frente.

    Trabalho gostoso na facu, estou cheia de gás com um monte de coisas projetadas na cabeça, e que vou realizar.

    E nasceu minha sobrinha-neta, a Yasmin.

    Coisa mais fofa, parece uma carrapatinha, pelas fotas.

    Tenho que me virar em quatorze prá ir vê-la, pois embarco prá San Francisco dia 25 e mal acabei de chegar de viagem.

    É que nesses dias que num escrevi o tempo passou (como sói acontecer...) e, nessa sexta à noite embarquei para Recife, prás aulas no curso de ET de lá.

    Já sabia de antemão que seria muito bem recebida, pois o coordenador é um amigo muito mais do que querido, mas eles me surpreenderam demais.

    Pera que eu conto tudinho, veja só se num é prá mandar rezar missa prá esse povo pernambucano, por tanta bondade!!!

    Benza Deus, sô!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 18h04
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    Manaus

    Tô aqui em Manaus, num calor da peste... bubônica.

    Sabe aquelas chuvas todas e a inundação que houve por aqui?

    Pois o Rio Negro atingiu o maior nível de toda a sua história, que está registrado em um paredão, com marcos de todos os anos, no porto da cidade.

    Some isso à um elevado grau de umidade do ar, mais um calor infernal e teremos a minha rotina aqui: suar, feder, pingar.

    Hoje ouvi de uma das alunas que aqui há 4 estações no ano: verão, calor, mormaço e quentura.

    Sim, eu vim prá dar aulas no curso de especialização em estomaterapia da UEA. Estou num hotel dividindo o quarto com a Fer, velha amiga e aluna de muitos anos.

    Obviamente que a gente se mata de rir nas horas vagas.

    Mas vamos do começo: peguei um bus da Azul Linhas Aéreas no xopicentis de Sorocaba, até Viracopos, na sexta-feira à noitinha.

    Em uma hora estava fazendo o check-in com funcionários ultra super mega power gentis e competentes.

    Vôo perfeito, aeronaves novas construídas pela EMBRAER, com duas fileiras de poltronas com maior espaço para as pernas.

    Num tem aquele carrinho tosco de comidas, as aeromoças anotam seu pedido e te levam na bandeja de vime as bebidas e os beliscos. Na quantidade que a gente quiser.

    Amei o serviço prestado, agora só irei de Azul, sempre que puder.

    Só viajo de outra companhia se essa não fizer o roteiro.

    Escapo do trânsito de Sampa e volto direto pro meu cafofo, descansada.

    Bem, voltemos à essa terra linda aqui.

    No sábado cedo fui até o píer do hotel Tropical onde embarquei para um passeio para ver o Encontro das Águas.

    Navegamos pelo rio Negro até chegarmos ao Solimões, uma área extensa onde se vê nitidamente a diferença das águas cor de chá e quentes do primeiro, no encontro com as águas barrentas e geladas do segundo.

    Muito rapidamente nós vimos um boto dar um salto perto do barco.

    Foi uma perda de fôlego geral.

    Muito lindo, depois de fotas e de encher meus olhos com aquelas imagens que jamais vou esquecer, o guia nos levou prá um restaurante flutuante, onde tivemos um almoço perfeito: baião de dois, tambaqui ensopado, tucunaré frito, pirarucu assado, saladas, sucos de frutas, abacaxi e uma banana em calda de comer de joelhos.

    De lá fomos para um passeio em barquinhos, no meio da mata alagada. Vitória-régia, árvores seculares e enormes, pura emoção.

    Fui sozinha em todo esse passeio, quietinha,

    Bem, as frutas daqui são fantásticas, o abacaxi e seu suco são de um gosto maravilhoso, e eu tomo em jarras.

    Castanha da Amazônia (o nome mudou, sabia?), tucumã (adorei), açaí (com trypanosoma, claro), um sorvete de doce de cupuaçu com castanhas que tomei quase de olhos fechados.

    A recepção das amigas e alunas é deliciosa, a cidade não é muito bem cuidada, o calor é infernal, o trânsito aqui já é fodido, o batente está bem legal mas, o que mais me fascina é que eu me sinto em contato com a verdadeira essência do meu país: o povo daqui, os hábitos, os alimentos, tudo era assim no começo.

    Antes dos portugueses, dos negros e dos imigrantes o meu país era habitado por gente com rostos parecidos com os daqui. Então estou curtindo cada coisa, as imagens, os sabores, as sensações, fazendo o meu mergulho nessa terra.

    Amanhã volto ao batente, que aqui começa às 7h, então vou fazer uma naninha.

    Hoje o cansaço das aulas pesadas desde o domingo e das novidades é tanto, que num consigo nem esperar prá ver a tonta da Maya fazer aquela cara de vítima...

    E os micos? Teve um montão, claro.

    Principalmente porque ando meio trapaiada, no meu quarto dia sem cigarro. Mas só conto depois, já que hoje estou fazendo minha versão bem comportada, tá?



    Escrito por Gisele Queen Kong às 20h46
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    Back again

    Vou resumir um tanto tudo o que rolou desde o último post, venha comigo:

    Ida para Taubaté, que foi tudo certinho, aula legal, alunos idem.

    Revi minhas amigas Ângela e Ana e papeamos bastante à noite, após a aula.

    No dia seguinte, volta prá casa, sem errar o caminho.

    Não sei se sinalizaram melhor aquela rotatória de Campinas, mas agora vou e volto numa boa.

    Manu entrou em Relações Internacionais na PUC/SP e todos comemoramos muito.

    Ela fez um bom trabalho nesse último ano, mereceu o resultado.

    Fiz sua matrícula que exigia a minha presença, pela bolsa dissídio e, na confusão toda perdi o vôo prá BH das 18h.

    No problem, tem um às 22h, que vai prá Brasília e depois BH.

    Facinho, né?

    Mais 50 mangos e entrei na roubada.

    Cheguei no hotel à uma da madrugada, totalmente cansada.

    Aula no sábado todinho, banho e cama.

    No dia seguinte fui na tal da maior feira de artesanato da América Latina, na Afonso Pena.

    Nada interessante, comprei coisas muito mais legais nas lojas do aeroporto.

    Daí sim, começaram as férias.

    Finalmente fechei a venda da casa, tudo liquidado.

    Viajamos prá Paraty, eu e as meninas.

    Foi uma delícia, passeamos muito, banho de mar, pouca chuva, compras pro novo apê e o melhor de tudo: nossa primeira viagem de mãe e suas duas filhas moças.

    Uma experiência melhor do que nos meus melhores sonhos.

    E achei lá, escondidinho numa lojinha de fundo de quintal, outro dos meus sonhos, um tapete Kilim Afegan maravilhoso, colorido, exatamente do tamanho que eu precisava prá minha sala nova.

    Sem contar que, como tinha encalhado depois da FLIP, o preço foi lá embaixo.

    Muito rústico, desenhos geométricos, os barrados diferentes, absolutamente típico.

    Deu uma cor e uma descontração na sala, e certamente traz uma história nas suas tramas, que fico tentando imaginar, sempre que me sento á toa...

    Por baixo da etiqueta do importador tinha um pedacinho de fita adesiva meio amarelado, escrito na língua deles, certamente era o preço.

    Guardei tudo na minha caixinha de relíquias, morta de feliz.

    Depois disso fomos prá casa da minha mãe, novamente as três.

    Curti bastante o colo da minha linda, papos com a irmã, a sobrinha que terá um bebê em setembro, foi bem gostoso.

    Estamos todas ansiosas prá conhecer nossa Yasmin, tão esperada!!!!

    Na volta namorei bastante, passeei com as fiotas por Sampa, voltei ao trabalho aos poucos, somente na clínica, pois a gripe estendeu as férias na facu.

    No dia 02 de agosto assumi o cargo de chefe de departamento de Ciências Fisiológicas aqui na PUC, numa cerimônia em SP.

    Fomos eu e o Zé, e a Bia me fez uma surpresa, chegando lá antes de mim.

    Uma delícia poder curtir isso com ela, que esteve tão presente nesses tempos.

    Ontem ela começou um curso de aprimoramento fora da facu, estava muito animada, pois sentiu que vai aprender bastante. Continua fazendo sua pesquisa, cozinhando gostoso e vindo tomar seus cafezinhos comigo.

    Manu está ótima, bem no trampo, ansiosa pela faculdade, curtindo as folgas com amigos e avançando em todas as mudanças às quais se propôs.

    Isso me faz muito feliz e podre de orgulhosa, essas duas foram mesmo encomendadas...

    E eu comecei definitivamente a fazer academia. Fiz um plano anual, assinei contrato e tenho feito aulas de hidroginástica power e alongamento.

    O Pilates começo nessa semana.

    Tenho comido menos, estou dormindo muito melhor e comecei o tratamento prá parar de fumar.

    Na semana passada finalmente chegaram os móveis da sala, ficaram maravilhosos, clarinhos, modernos.

    Nessa semana fui fazer uma palestra num evento do HSPE em Sampa, e aproveitei prá matar a saudade do Zé, que tá trabalhando feito louco.

    O evento foi bem legal, revi um tantão de amigas queridas, e conversamos um pouco sobre a perda de outra amiga, a Eutalia.

    Era a estatística da EEUSP, devo a ela o meu doutorado, trabalhou arduamente ao meu lado, abriu mão de férias, me ensinou a entender o significado daqueles números todos.

    Morreu sozinha no hospital, enfrentando em silêncio uma metástase de um câncer que jamais chegou a comentar.

    Uma guerreira, estava com a passagem comprada prá embarcar pros EUA e fazer seu pós-doc, deixou roupas para buscar com uma costureira, estava vivendo cada dia de uma vez, como sempre fazia.

    Infelizmente não tive tempo de dar-lhe mais um abraço mas, em nosso último encontro eu ainda lhe disse o quanto era grata por tudo que havia feito por mim e que ela era uma amiga que morava em meu coração.

    Rimos muito naquele dia, e tenho a certeza de que ainda vamos nos encontrar mais vezes, e rir mais ainda.

    É só uma questão de tempo.

    E tivemos uma reunião da Confra, um tanto excepcional.

    Somente a Ivana cozinhou, fez uma sopa creme de brie, prá aquecer os corações.

    Decidimos nos reunir prá acolher uma amiga que está separando e essa mudança foi a melhor decisão.

    A nossa sintonia era tanta que ninguém se incomodou de comer uma sobremesa pronta, Miss Daisy, que tava bem boa.

    E a próxima reunião será em meu novo cafofo, vou receber as amigas prá beber, comer e papear em minha micro-cozinha e pequenina sala.

    Ao menos será muito mais acolhedor... e serão as primeiras visitas que recebo desde que me mudei.

    Mas a semana está só começando, e ainda tenho muito prá contar.

    Vai ficar pro próximo post, né?!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 18h03
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    Janta de quinta

    Nessa quinta teremos jantar na Confraria, e eu farei o prato principal.

    O cardápio pede uma releitura (ai, tá tão na moda isso, né?) de feijoada.

    Vou fazer uma Feijoada Contemporânea, saca só:

    Feijoada de feijão branco

    Arroz negro

    Couve refogada com cubos de bacon

    Grissini de torresmo

    Gomos de tangerina, prá decorar...

    Ai, ai, ai, já estou preparando tudo de véspera, tipo dessalgar a costelinha de porco e o lombinho, deixar o feijão de molho...

    E vou servir tudo com uma batida de limão, que a dona da casa, a Érica vai me ajudar a fazer, pois a receita dela é porreta.

    De entrada a Teka vai enfiar mandioca na gente.

    Ui, diliça!!!!

    E de sobremesa a Claudinha vai servir doce de abóbora em cama de fondue de queijo.

    Coisa mais gostosa essa, pois teremos um tantão de coisas prá conversar, não nos vemos há um mês!!!

    Cíntia quebrou a mãozinha e teve que operar, aproveitou o repouso prá terminar o mestrado dela.

    Vamos decidir novos uniformes e uma reunião familiar em agosto.

    E o encontro de julho tá um cú prá conferir: a maioria viaja nas mais diversas datas.

    Se a gente conseguir conciliar tudo isso nos primeiros 20 minutos, tudo bem.

    Caso contrário, tamo na roça, pois todo mundo bebe prá cacete e vira um puteiro geral.

    Bom demais, porque daí eu me sinto em casa, nénão?

    Depois que passar a ressaca eu tento contar tudo... o que eu lembrar, feito?!

    É que na residência da dita anfitriã costumam rolar altos porres devido a, digamos, espontaneidade de Eriquinha.

    Muié divertida tá ali, creindeuspai...

    'Bora enfiar o pé na jaca, macacada!!!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 20h41
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    E coisa e tal...

    Num tem desculpa nem explicação: tô meio ausente por que tô.

    Aqui e no outro blog.

    E tô meio vadiona também.

    Já contei que fim do primeiro semestre é final de ano prá mim, então vou afrouxando a cinta aos poucos, até ficar largadona geral.

    E ando entrando numas também: chupar laranja lima (tenho essa crise todo inverno), tomar canjica com leite, comer amendoim torrado, milho verde cozido, capuccino da Real, ver filmes na tv, aplicar provas na facu, e por aí vai.

    Por falar em rango, vai a dica: aquele Mexicano da Kopenhagen deve ter 3.200 calorias, tá?

    O cigarro tá me dando um bode tão absoluto, que vou parar de fumar.

    Amanhã.

    E sigo indignada com o Boninho: se eu cruzar com a Surya na quitanda, vou encher a cara dela de porrada.

    O frio continua chato e aborrecedor, tomar banho de manhã virou maratona de resistência, sair de casa empacotada e ir tirando aos poucos me dá no saco e, ao final do dia, vou vestindo tudo de novo.

    Mas tem uma coisa bem boa, ficar no sabadão entocada debaixo do edredon com o gato vendo filmes, comendo, rindo, falando merda e namorando é simplesmente o Nirvana.

    E repetir tudo no domingo, então, é só por Deus, mesmo!!!!

    Captou porque num escrevo aqui?

    Vivendo a vida e vadiando bagarái...



    Escrito por Gisele Queen Kong às 18h48
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    Eureka!!!

    PoiZé, descobri a roda.

    Ou minha irmã gêmea de inquietações, uma jornalista chamada Gisela Rao.

    Além de ser quase xará (x ou ch?), ela tem um blog que se chama Vigilantes da auto estima.

    http://vigilantesdaautoestima.zip.net

    Totalmente show, pois a danada ainda por cima é gorduchinha e sofre do mal da sanfona, usa óculos, 44 anos, sempre foi “a feiosa”, é podre de divertida, inteligente, piriri, pororó...

    Me achei lá, né?

    Agora irei visitá-la todos os dias, recomendei pras fiotas e amigas, além de seguir todas as dicas.

    O bão de tudo é que eu ando adiando tudo na vida, prá quando as férias chegarem: descanso, felicidade, etc, etc. E hoje aprendi que o dia de hoje só dura hoje.

    Elementar, você diria?

    Mas não é, não!

    Eu, como a maioria das pessoas, vivo esperando o dia D, e o desembarque na Normandia nunca me acontece.

    Na verdade, hoje eu tava me sentindo a própria lata de lixo, pois acordei no cú da cobra.

    E com a véia atrás do toco, agachada.

    Perdi o sono às 5h da matina, voltei a dormir e... perdi hora.

    Cheguei na tutoria na facu com 10 min de atraso, sem o celular e sem os cigarros, que esqueci em casa.

    E sem café da manhã, pois comprei capuccino da Real, mas esqueci que em casa não tinha leite.

    Resultado: os alunos estavam totalmente mortos e eu sambei prá animá-los. Só que, como eu estava na pior, não deu muito certo.

    Vim prá casa, comi o dia todo como uma porca e vi tv, em plena segundona.

    Fui prá clínica de tarde, mas antes bati o pinto na mesa na imobiliária (por telefone) que não desova a venda da casa do comprador da minha casa, para que ele me pague o restante.

    Parece que deu certo, agora sinto que a grana sai.

    Mas não vou esperar prá realizar meus sonhos e ser feliz SÓ quando esse dim dim chegar.

    Comecei desde já.

    Liguei a tv de novo e... pimba: tava passando o Gladiador.

    Poder rever aquele homem com cara de brabo e cheiro de jaula foi bem bom.

    Mas o melhor de tudo foi descobrir o blog dela.

    Que ela escreve com a ajuda da Sukie Miller, uma terapeuta que eu conheci há alguns anos, quando ainda morava nos EUA e veio dar um workshop aqui, que eu fiz e adorei.

    Mundo pequeno, esse.

    Tão pequeno e tão girante, que me trouxe de volta ao meu eixo.

    E, de quebra, ainda morri de rir por telefone, falando merda com o namorado, em pleno expediente.

    Fiz um carinho Intelsat no gato (que merece, pois é fantástico) e recebi um montão de cafunés idem.

    Bão demais.

    Da conta.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 19h00
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    Retiro

    Hoje é domingo, pé de cachimbo.

    Fui prá Sumpaulo passar a noite dos namorados com o Zé, e foi bem gostoso.

    Ele está trabalhando o findi todinho, e ontem eu almocei com as fiotas e o genro lá também.

    Depois fui ao cinema sozinha, como há muito não fazia.

    Mas passei o dia todo triste, tenho tido muitos lapsos de memória e isso me incomoda demais.

    Segundo a Bia, na verdade eu não tenho nada de muito grave, ela já diagnosticou.

    A sua teoria é a de que eu sou muito curiosa e faço perguntas demais, enquanto observo tudo. Daí as pessoas respondem e eu não presto atenção.

    E não registro. Dali a pouco estou repetindo a pergunta.

    Mas eu nem lembro que perguntei. E eventualmente trepito a pergunta, prá irritação de todos.

    Sem contar que não gravo nada: onde parei o carro, como refazer um caminho que já fiz, o nome de uma loja legal, absolutamente nada.

    Isso, no dia a dia dá uma boa corroída nas relações familiares, pois todos acham que não ligo a mínima para o que dizem.

    Confesso que, de verdade, podem ter razão, pois se eu ligasse, deveria lembrar...

    Ou então rola a versão do meu egoísmo: só dou importância pro que me interessa.

    Enfim, isso engrossa a rolha da vida, sempre.

    Em julho vou tentar cuidar disso, quando terei mais tempo.

    Deve haver alguma técnica ou remédio prá melhorar.

    Daí entra a função do blog. Aqui registro, de certa forma, boa parte do que vivo, e de vez em quando, costumo reler prá recordar.

    Nesses momentos, os fatos vividos no passado recente e que eu nem lembrava mais, me divertem ou emocionam.

    Também pode ser porque o tempo está passando depressa demais.

    Hoje fui ao supermercado comprar velas para acender prá São Judas Tadeu.

    Estou pedindo a ele para que ilumine a Manu na semana que vem, durante o vestibular.

    Eu, que sou espírita e jamais acreditei ou cultuei santos, de uns tempos prá cá, me sinto muito íntima com esse, em especial.

    Nos meus momentos de aflição costumo rezar pensando nele, ou faço meus pedidos diretamente a ele.

    Tenho a sensação de que ele me escuta e, depois de avaliar as circunstâncias, vai ser um bom interlocutor junto das instâncias superiores.

    Bem, fé não se explica, a gente sente e pronto.

    Eu me identifico com ele, sinto-me acolhida ao fazer minhas preces, e tudo realmente entra nos eixos.

    Definitivamente, a vida é um eterno ir e vir nas nossas convicções.

    Estar com o namorado ou com as fiotas é sempre delicioso.

    Acho que essa é a melhor palavra prá descrever o clima que temos.

    Mas, de vez em quando, eu preciso me afastar e estar só.

    Com ele é tranqüilo, pois também tem a mesma necessidade e me entende muito bem.

    Com elas nem sempre.

    Às vezes vêm prá casa na maior fissura de família, e eu estou na contra mão.

    Quero paz, sossego, isolamento.

    Bastou eu conseguir respirar quietinha, reorganizar meu espaço e já sinto falta delas.

    Daí morreu Neves, né?

    Já se ocuparam com algo, elaboraram o chega prá lá materno e entraram em outra vibe.

    Maternidade deve ser isso mesmo: é bom, mas enche o saco.

    Só não nos é permitido dizer isso. Tem que fazer de conta que é maravilhoso sempre, que preenche todas as nossas necessidades, etc, etc.

    Pura mentira.

    De verdade, é o paraíso e o inferno em vida.

    Quando olho prá trás e vejo o quanto poderia ter sido melhor, tenho vontade de desistir.

    Daí a bendita terapia me recorda que “eu fiz o melhor que pude, com os recursos dos quais dispunha naquele momento” e o remorso se acalma.

    Outras vezes eu vejo que fiz um puta trabalho, que as duas são demais de boas, e fico bem satisfeitona da vida.

    E rezo, prá agradecer.

    Um bom livro, daqueles que me transportam prá um mundo criado pelo autor, também podem operar milagres na minha cabeça confusa.

    Um filme que me encante.

    Ou uma música, sempre.

    Uma professora e amiga um dia me disse que a arte nos ajuda a elaborar nossos afetos.

    Pura verdade.

     

    P.S. O vídeo abaixo é curtinho, uma das minhas preferidas na voz do Paulinho, que canta lindamente o tema.

     



    Escrito por Gisele Queen Kong às 15h00
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    Você é a maçã da minha torta...

    Tem coisa mais linda e doce do que essa frase daquela música do Stevie Wonder?

    Tem não.

    Mas o divertido mesmo é curtir o suingue dessa canção na voz da Mart'nália.

    Como dizem os antigos, quem é bom já nasce feito.

    E, parodiando um causo lá da roça de onde eu vim, "bota um LP na vitrola, que eu vou curtir o feriado..."



    Escrito por Gisele Queen Kong às 21h42
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    Eitcha!!!

    E vamo que vamo.

    A rata tá bem felizinha, trampando e esperando as férias de julho prá se refazer dos arranhões, pois o primeiro semestre num tá moleza.

    E pro segundo semestre, quando definitivamente o ano começa prá ela, provavelmente vai rolar uma nova função no trampo.

    E vai rolar viagem prá Manaus, San Francisco e Goiânia, a trabalho.

    Mas, antes disso tem uma ida a Taubaté e outra a BH, prá dar aquele módulo de incontinências de todo ano, nos cursos de pós-graduação daquelas universidades.

    Tudo isso ainda antes de agosto.

    Ah, e tem aquela assistência pro gato, que agora que completaram oito meses de namoro, tá bem convencido de que é o rei da cocada preta.

    A última bolacha do pacote.

    The last Coke no deserto.

    O bacanudo. A perfeitura.

    Já imaginou o trampo que a rata vai ter prá manter o bonitón convencido de que é tudo isso???

    Trampo nenhum. Ela faz isso na maior moleza.

    E felizinha.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 19h47
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    O final da história...

    PoiZé, as sugestões (duas) de continuação da historinha não foram bem aceitas pela nossa diretoria, tendo em vista que envolviam finais infelizes.

    Por causa disso, resolveu-se que nós mesmos vamos finalizar esse bagulho, e boa!

    “Um belo dia, estavam o gato e a rata naquele namoro divertido e a lindinha comentou que iriam completar 8 meses de vida juntos, araveja!!!

    O felino levou um baita susto, pois nem se dera conta do tempo que passava, tamanha felicidade que vivia com sua rata.

    Começaram a cogitar várias possibilidades, dentre elas, a de juntar seus trapinhos numa única toca, mas deixaram isso de lado.

    No fundo, ambos sabiam que toda essa magia e sintonia só tinha sentido por causa da dinâmica de seus encontros: esporádicos, semanais, sempre com muita ansiedade e saudade.

    O gato precisava de suas noites sozinho, prá fazer suas incursões nas árvores, explorar a vida, conhecer outros bichos.

    A rata curtia demais ajeitar sua toca, reunir com amigas, organizar suas coisinhas do seu jeito, ficar com as crias e explorar o mundo ao seu redor.

    E tudo isso poderia se descaracterizar se tivessem que partilhar seus espaços.

    Enfim, foi por um triz que tudo não seguiu o velho rumo, botando a perder um amor que tem tudo prá continuar dando certo.

    Mas a rata já avisou: quer anel bacana, presentes nas datas oficiais e não oficiais, eventuais reuniões em família (não muitas) e flores, sempre de surpresa...

    Comme il faut.”



    Escrito por Gisele Queen Kong às 12h04
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    Foram tantos os pedidos para que eu não desse um break nesse blog, que...

    Ok, ok, vamos tocar o enterro, vá!

    Sobre gatos e ratas

     

    “Quando o Criador completou sua obra e achou que tava bom, as criaturas andavam pelo Éden, na mais perfeita harmonia!
    Feras e homens caminhavam lado a lado curtindo a vidinha besta e sem pecado, até que, por não ter o que fazer e  estar de saco cheio desse marasmo, o Criador resolve fazer sua primeira e única cagada: criou uma fêmea!!!
    Pronto, estava instalada a puta da confusão; leão comendo macaco, veados saltitantes sendo devorados por tigres (com ou sem bengala), anarquia geral e irrestrita, sem contar que a tal da Eva comeu uma porra de uma maçã e a merda fedeu geral!!!
    No meio desse tremendo lerê, num cantinho remoto da criação, uma ratinha se apaixona por um gato.

    Embora já gasto e coberto de marcas das lutas travadas, o velho gato se encanta pela minúscula roedora e, num último fôlego (já gastara os outros seis que lhe eram de direito), resolve viver sua última aventura amorosa.
    Mal sabia ele que a roedora em questão era da pá virada!

    Rata de muita libido, tremendamente safada e biscateira de primeira, a danada não demorou a consumir o velho gato que, por sua vez, se sentiu o maior dos felinos, se achando prá cacete.

    Aconteceu que, um belo dia, ...”

     

    P.S. Conhece a brincadeira? Então agora é com você!!!

           Por favor, capriche, pois a trilha sonora da historinha é de arrepiar... saca só:

     

      



    Escrito por Gisele Queen Kong às 20h15
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    Num é traição, é portabilidade!!!

    Eu sei, eu sei que esse blog tá bandonex, mas eu juro que o motivo é decente: estou 200% envolvida em escrever no outro, o Canto das Perdas.

    E como eu sou muié de um home só, esse tá ficando assim, pobrinho.

    Justificado?

    Ok, então vamos combinar um troço: enquanto eu num entro em férias, você vai no outro e aproveita prá aprender um tiquinho sobre a perda de urina, que tem sido o tema do momento naquele canto.

    E logo eu volto aqui, prá contar dos micos que andam rolando aqui na roça.

    Que não são poucos...

    Então, um beijo na sua bunda seca, tá?!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 21h21
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    Aprendi a lição!!!

    A dica da Sílvia foi dez!

    Tenho feito o que ela me indicou no post e tá tudo bem interessante.

    E vai ficar melhor.

    É que hoje o meu blog preferido faz neversário de um ano: o Assim como você

    http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/

    Então, vá lá dar uma beijoca no meu amigo Jairete, pois o trabalho dele merece.

    E ele então? Nem se fale.

    É o meu amigo batalhador, briguento, carinhoso, argumentador e muito, muito divertido.

    Aquele que eu amo ler todo dia, logo de manhã.

    Beijo prele.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 08h06
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    Enfrentando ventanias

    Enfrentando ventanias

     

    Pois é, faz tempo que não boto aqui um post decente.

    São muitas as razões, vamos ver algumas:

    Estou bem envolvida com meu trabalho, meu novo cafofo, a vida em família, o novo blog e, claro, passando todo o tempo disponível com o namorado, o Zé.

    Sabia que já estamos juntos há 7 meses?

    E namorado requer dedicação, combinado?

    Mas eu me dedico por puro prazer, nada de deveres entre a gente.

    Gostamos de estar juntos, nem que seja prá fazer nada.

    Que é a coisa que a gente mais gosta de fazer.

    Então me sinto bem, realizada e vou encarando um ou outro pepino que rola na vida, pois isso nunca falta.

    A saúde vem sendo monitorada, tudo está caminhando bem, por esses lados.

    Aqui as ventanias têm sido bem outras.

    Ouviu falar de inimigos? Pois eu tenho alguns, sim.

    Na verdade, eles me têm, eu não os tenho assim.

    Acontece que prá mim, as coisas são bem cartesianas, nesse departamento: se gosto, gosto.

    Se não gosto, esqueço.

    E não faço mal, não fico pensando na pessoa. Simplesmente deleto.

    E não agrado. Não sei agradar gente que não me quer bem, ou que eu não goste.

    Sou bem transparente, disfarço mal, fica péssimo.

    Depois que assimilei essa minha característica, resolvi muito bem um tantão de conflitos.

    Mas as pessoas são diferentes, e existem pessoas que não gostam de mim e não me ignoram.

    Ao contrário, fazem questão de me patrulhar em tudo o que é lugar, buscando aqui e ali coisas que eu possa fazer e que possam reprovar.

    Hoje eu decodifiquei mais uma dessas: pura inveja.

    Sim, ela mesma.

    Aquilo que se sente quando não se quer que alguém tenha o que tem, ou quando não se quer que alguém seja o que é.

    Diferente da cobiça, que é desejar algo que o outro tem, também para si.

    Sacou a diferença?

    Eu cobiço um Smart, um Camry, um Mini Cooper, um apartamentão belezura que vejo da minha janela, a cara da Angelina Jolie, o corpo da J-Lo, a voz da Marina Lima, o dom da Marisa Monte, o talento da Regina Casé, o trabalho da Zilda Arns, a vitrine todinha da Cori, alguns sapatos e bolsas da Arezzo, todos os óculos da Tag Heuer (só consigo ter um), dez minutos ao lado do Redford (Denzel Washington também!), e por aí vai.... a lista é longa!!!

    Mas isso é tudo cobiça, coisas que quero ter prá mim, e que não há problema nenhum que os outros tenham. Eu também quero, só isso.

    E boa parte dessas coisas todas eu posso ter, se me empenhar prá isso.

    Algumas delas certamente eu terei. Outras não.

    E assim segue o bonde.

    Agora, usar meu tempo, minha energia e minha paz desejando que o outro fracasse é demais prá minha cabeça.

    E certamente irá me desviar dos meus objetivos.

    Então não faço.

    Acredito piamente que todos os sentimentos que temos se soltam de nós para o universo.

    E retornam, na mesma intensidade e com sentido diferente, para nós.

    A tal da segunda lei de Newton.

    Tomara que isso não ocorra.

    Se eu pudesse, neutralizaria.

    A única ferramenta de que disponho são minhas orações.

    Torço para que dêem certo.

    Por via das dúvidas, saravá!!!

    Aleluia, irmãos!!

    Namastê!!!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 21h04
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    Ai, ai, ai...

    Sabe aquela segundona que eu passei ontem, bem feiosa e tristonha?

    Pois é, terminou linda de morrer...

    Quer saber o motivo?

    Vá lá e leia o que ele escreveu prá mim:

    http://jovaine.zip.net/

     



    Escrito por Gisele Queen Kong às 19h45
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    Brochei!!!

    A festa foi deliciosa, Bibi estava radiante de alegria.

    Depois disso a semana correu com trampo razoável.

    Fiotas em casa no findi, que foram embora logo depois do almoço.

    Zé trabalhou o findi todinho, não pudemos nos ver.

    Então acompanhei o jogo em casa, sozinha, morrendo de sofrer.

    E não deu...

    Uma pena.

    Meu coração tá pequenininho, como o de todos os santistas.

    Eu me recupero, assim como o meu time, que logo estará pronto pros outros campeonatos.

    Mas hoje é dia de me recolher.

    Murchinha.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 19h14
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    Hoje vai ser uma festa...!!!!!

    Hoje vai ser uma festa...!!!!!

     

    É que hoje é o “neversário” da minha caçulinha, a Bibi.

    Ou Biboca, Bibs, Bimbinha, Bia.

    Ela faz 20 anos e é uma mulher toda fortona por dentro, com um jeito meigo e doce por fora.

    Pensando bem, ela é meiga e doce por dentro, também.

    Cursa o 3º. ano de Psicologia na PUC/SP e tenho a sensação de que é daquelas que nasceram prá ser psicóloga.

    Sabe ouvir muito mais do que fala, embora quando se faz necessário, coloca com propriedade a sua opinião e o faz quase sem magoar ninguém.

    Ah, o melhor de tudo, é que ela não tem aquela tal “psicologite” que os futuros profissionais começam a desenvolver já na universidade.

    Nada disso, sem que ela diga, ninguém percebe que está falando com uma futura brilhante profissional.

    E não é o meu amor materno que diz isso, não. Ela é uma das excelentes alunas da turma, foi monitora de disciplina por 2 semestres e ainda foi convidada para desenvolver um trabalho de iniciação científica com a professora bamba de uma disciplina. Justamente na linha que ela pretende seguir.

    Mas a danada é modesta, conta isso meio sem jeito, pensando se deve aceitar, com os olhinhos miúdos de dúvida.

    Um amigo me disse um dia que a Bia era um “espírito velho”, daqueles que já viveram muito, e vieram novamente à Terra prá completar alguma coisa, ou para desempenhar uma tarefa específica, sem passar por grandes provações.

    Sabe que eu também sinto isso?

    É que desde que ela nasceu, tudo em casa ficou melhor.

    Somos muito ligadas, mas batemos boca também. Principalmente na cozinha, pois temos estilos diferentes de cozinhar.

    Ela é purista no que faz, eu sou mais esculhambada, me perco nas receitas, invento moda e nunca sai o que previ.

    Raramente brigamos forte, de verdade. Nas poucas vezes, ela tinha razão nas suas queixas e foram coisas difíceis que ela teve que passar por conta da minha negligência de mãe com um tantão de atividades paralelas.

    Quando ela nasceu eu tive depressão pós-parto. Sei exatamente o que causa isso, mas olhando prá trás, penso que talvez, de alguma forma, eu já estava sofrendo por me separar fisicamente da minha grande parceira nessa jornada.

    Pois é assim que tem sido: chova ou faça sol, dias difíceis ou fáceis, em qualquer lugar que a gente esteja, não passamos nem um dia sem nos falarmos.

    E hoje não será diferente, pois no final da tarde iremos, eu e o Diego (o namorado dela) prá SP onde vamos nos reunir com Manu, Zé, o padrasto e um tantão de amigas num barzinho da Vila Madalena, prá comemorarmos juntos.

    Desde já estou curtindo os olhinhos brilhantes dela, pelas surpresas que virão.

    Ela está preparando este dia desde o ano passado, como sempre faz. Adora fazer neversário, é uma festeira de mão cheia.

    Também, com tanta gente cheia de motivos para mimá-la, ela tem mais é que comemorar.

    E nós também, por termos um ser humano tão especial como a Beatriz, ao nosso lado.

    Parabéns minha filha amada, que Deus ilumine os seus passos, hoje e sempre!!!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 21h33
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    História de uma amizade

    História de uma amizade

     

    Fim dos anos 80 ou comecinho dos 90, fui em uma reunião de enfermeiras na antiga sede da Regional de Saúde de Sorocity, e vejo uma figura muito interessante.

    Ela era baixinha, corpo proporcional, um rosto intrigante, cabelos bem crespos e curtos e vestia uma blusa de tricô feita em linha de algodão, de cor amarela bem forte.

    Não consegui deixar de prestar atenção naquela pessoa que se mostrou muito engajada, inteligente, ácida e, vez ou outra, sarcástica.

    Afinal de contas ali se falava muita merda travestida de política de saúde, que bem merecia comentários sórdidos.

    Fui até ela e perguntei de onde era a blusa, elogiei e pouco nos falamos. Lembro-me que ela me olhou meio intrigada, querendo saber quem era essa maluca.

    Tempos depois eu ingressei na Secretaria Municipal de Saúde e freqüentávamos as mesmas reuniões de trabalho.

    Ela sempre vestia uma roupa inusitada, de extremo bom gosto e ótima qualidade, despojada. E tínhamos constantemente opiniões muito semelhantes sobre os assuntos abordados. Nessa época eu já não tinha mais receio em me expor, pagando um preço bem caro por isso.

    Ela já fazia o mesmo, há um bom tempo...

    Encontrávamo-nos poucas vezes, sempre um cumprimento simpático, poucas conversas, pois éramos de tribos diferentes.

    Um sábado, subindo a Av. General Carneiro vejo um casal de noivos saindo da igreja de S. José. Era ela, a Claudia, que tinha acabado de se casar com o namorado de alguns anos, um ortopedista ultra super mega power gente boa, competente até a raiz do pelinho do dedão do pé.

    Era um casal muito bonito, com cara de eternamente felizes, só de se ver o brilho nos olhos.

    De outra feita fui procurar casa para alugar em uma imobiliária e... bingo, lá estava a minha amiga também procurando apartamento para morar com o marido, era recém-casada.

    Em outra daquelas reuniões de enfermeiras ela apareceu com uma bermuda curtinha da Siberian Husk, parecia uma garotinha.

    Mas era só começar a falar que a gente percebia uma profissional absolutamente lúcida, competente, correta, bem posicionada.

    E assim fomos indo.

    Um dia a Bia, minha fiota caçula resolveu fazer um curso de culinária com uma big senhora cozinheira da cidade, num grupo de jovens mulheres.

    Eu ia apanhá-la na casa da professora, depois do jantar em que degustavam os pratos elaborados, e sempre era convidada para uma boquinha.

    Algumas já conhecidas e, mais uma vez, estava lá a minha amiga, que num cozinhava nem ovo, aprendendo um pouco mais.

    Resolvemos criar a nossa confraria gastronômica feminina, a Dona Confra, e ela era uma das confreiras, lógico.

    Daí nos aproximamos de verdade, ficamos amigas rapidinho, somando aquelas coisas todas que sabíamos que nos aproximavam.

    Ás vezes, em nossas reuniões, eu me ponho a olhar para aquele rostinho de menina sapeca que ela tem, e penso com meus cadarços “quanto tempo se passou, quantas coisas vivemos, para que chegássemos até aqui, quando posso desfrutar do carinho, da transparência, da lucidez, da irreverência e das opiniões inusitadas dessa mulher tão divertida, cachaceira e amiga.

    Ah, e ultra bem vestida, sempre.

    Parece que ela num anda numa das melhores fases.

    Mas tenho a certeza de que vai passar logo. Já disse isso a ela.

    Acho que esqueci de dizer que estou aqui pro que precisar. Penso que ela desconfie, não sei bem ao certo.

    De qualquer forma, vou reforçar: ela vai sair dessa muito melhor do que entrou.

    Trata-se de uma guerreira, uma pessoa especial.

    Daquelas que vêm ao mundo prá fazer a diferença.

    Fazendo tudo diferente, e bem melhor do que se pode imaginar.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 10h14
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    Meu novo blog

    Meus queridos:
     
    Tenho um novo blog, o Canto das Perdas, onde publico textos explicativos e descontraídos sobre incontinências urinária, anal, feridas e estomas.
    Sua visita, suas sugestões e críticas serão bem-vindas.
    Beijoconas na bunda,


    Escrito por Gisele Queen Kong às 22h30
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    As mulheres da minha geração

    AS MULHERES DA MINHA GERAÇÃO

     

    (Santiago Gâmboa)

     

    "Hoje têm quarenta e muitos anos, inclusive cinqüenta e tal, e são belas, muito belas, porém também serenas, compreensivas, sensatas e sobretudo diabòlicamente sedutoras, isto,  apesar dos seus incipientes pés-de-galinha ou desta afetuosa celulite que capitaneiam as suas coxas, mas que as fazem tão humanas, tão reais.

    Formosamente reais.

    Quase todas, hoje, estão casadas ou divorciadas, ou divorciadas e casadas, com a intenção de não se equivocar no segundo intento, que às vezes é um modo de acercar-se do terceiro e do quarto intento.

    Que importa?

    Outras, ainda que poucas, mantêm um pertinaz celibatarismo, protegendo-o como uma fortaleza sitiada que, de qualquer modo, de vez em quando abre as suas portas a algum visitante.

    Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!

    Nascidas sob a era de Aquário, com influência da música dos Beatles, de Bob Dylan, de Lou Reed, do melhor cinema de Kubrick e do início do boom latino-americano, são seres excepcionais.

    Herdeiras da revolução sexual da década de 60 e das correntes feministas, elas souberam combinar liberdade com coqueteria, emancipação com paixão,

    reivindicação com sedução.

    Jamais viram no homem um inimigo, apesar de lhe cantarem algumas verdades, pois compreenderam que a sua emancipação era algo mais do que pôr o homem a lavar a louça .

    São maravilhosas e têm estilo, mesmo quando nos fazem sofrer, quando nos enganam ou nos deixam.

    Usaram saias indianas aos 18 anos, enfeitaram-se com colares andinos, cobriram-se com suéteres de lã e perderam a sua parecença com Maria, a Virgem, numa noite de sexta-feira ou de sábado, depois de dançar El Raton com algum amigo que lhes falou de Kafka, de Neruda e do cinema de Bergman.

    Falaram com paixão de política e quiseram mudar o mundo, beberam rum cubano e aprenderam de cor as canções de Sílvio Rodriguez e de Pablo Milanez,

    conhecerem os sítios arqueológicos, foram com seus namorados às praias, dormindo em barracas e deixando-se picar pelos mosquitos, porque adoravam a liberdade  e, sobretudo, juraram amar-nos por toda a vida, algo que sem dúvida fizeram e que hoje continuam a fazer na sua formosa e sedutora madureza.

    No fundo das suas mochilas traziam pacotes de rouge, livros de Simone de Beauvoir e fitas de Victor Jara, e, ao deixar-nos, quando não havia mais remédio senão deixar-nos, dedicavam-nos aquela canção, que é ao mesmo tempo um clássico do jornalismo e do despeito, que se chama "Teu amor é um jornal de ontem".

    Souberam ser, apesar de sua beleza, rainhas bem educadas, pouco caprichosas ou egoístas.

    Deusas com sangue humano.

    O tipo de mulher que, quando lhe abrem a porta do carro para que suba, se inclina sobre o assento e, por sua vez, abre a do seu companheiro por dentro.

    A que recebe um amigo que sofre às quatro da manhã, ainda que seja seu ex-noivo,  porque são maravilhosas e têm estilo,  ainda que nos façam sofrer, quando nos enganam, ou nos deixam, pois o seu sangue não é suficientemente gelado para não nos escutar nessa salvadora e última noite,  na qual estão dispostas a servir-nos o oitavo uísque e a colocar, pela sexta vez, aquela melodia de Santana.

    Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!"

    P.S. Essa eu recebi da melhor amiga que, como eu, também é dessa geração. Leio e releio esse texto e nos vejo jovens ou maduras, exatamente assim...



    Escrito por Gisele Queen Kong às 20h15
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    Baixando atualizações

    Baixando atualizações

     

    Então vamos lá, a semana foi cheia.

    Ou melhor, lotada.

    Na segunda tinha um caminhão de providências a serem tomadas para o novo cafofo.

    Na terça fiquei o dia todo dando um curso de Incontinências para uma empresa do ramo.

    Na quarta, um terço das pessoas do grupo do curso veio fazer a parte prática, tivemos almoço, rapapés, muito trampo no Ambulatório, discussão dos casos e, no final da tarde, atendi pacientes na clínica.

    É sempre assim, o dia pode ser prá lá de fodido que, no horário nobre sempre tenho a agenda comprometida.

    Daí eu me arrasto, meto um sorriso no rosto e encaro o batente até umas 19:30h.

    Nesse dia eu terminei um pouco antes e fui ver o Zé, que tinha chegado do Rio semi-morto de cansaço, já que não nos víamos há uma semana. Passamos a Páscoa longe, lembra?

    Na quinta eu botei em dia todos aqueles atendimentos na clínica que não consegui fazer nos três dias anteriores, dei prova na facu de tarde e desmaiei à noite.

    E na sexta eu fiquei na facu das 8h às 17h, em aula. No final da tarde encontrei de novo o namorado prá tentarmos matar a saudade que já tinha acumulado novamente.

    Sábado fomos almoçar em Itu com os sogros e conheci uma cunhada prá lá de gente boa: ganhei uma nova amiga, daquelas que se reconhece no primeiro olhar.

    A tarde chegaram as fiotas, vindas de Sampa, com o genro fiote e tudo o mais.

    No domingo rolou um almoço em família e depois futebór, que ninguém é de ferro.

    Resumo da ópera, classificou-se o time do namorado, que vai disputar a final do Paulistão com nada menos do que o meu time: O Peixe.

    Ou seja, domingo que vem teremos pau familiar, eu quero ir à Vila Belmiro, como sempre fiz nas finais e jogos legais, e ele já disse que num vai.

    Segundona cabaço, aquela no meio do feriado, passamos todos aqui em casa, fomos comer uma costela bem gostosinha e depois os zomes pregaram os quadros, prateleiras, rede, sino dos ventos, minha dream catcher, etc... etc.

    E no feriado ficamos os dois sozinhos em casa, curtindo uma morgação merecida.

    É que o perrengue todo passou, peguei meu resultado de exame que deu uma pequena alteração vascular no cerebrinho, indigna de qualquer intervenção mais significativa.

    Sim, fiquei bem aliviada pelo saldo final do sufoco, mereço esse descanso.

    Nessa semana irei ao ortopedista voltar a cuidar do quadril, que está me sacaneando com uma dor infernal.

    Na outra semana irei fazer a visita anual ao dentista e tudo estará ligeiramente encaminhado.

    O meu cafofo aos poucos está ficando ajeitado, mas já tem a minha cara.

    Quando ficar pronto te convido prá um café com creme, daqueles de tomar sentado no sofá novo, tá bão?

    E, se me der na sapituca, pode até rolar uns biscoitinhos prá acompanhar...



    Escrito por Gisele Queen Kong às 15h45
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    Contando as estrelas

    Contando as estrelas

    A arrumação do novo apê vai de vento em popa.

    Nesse feriado eu já boto o galinheiro em ordem, com a ajuda de minhas frangas, que estarão em casa.

    Ou então, ao menos deixarei tudo encaminhado no que diz respeito aos móveis.

    Mas não é isso que tem me incomodado, não.

    Tenho tido dores de cabeça, alguns episódios de tontura, ando ultra desligada, com uma dificuldade incrível de me concentrar e um cansaço mental imenso.

    Já fiz o exame necessário, aguardo o resultado.

    Ou melhor, a coragem para buscar o laudo que já deve estar pronto.

    Quando a gente entende um tanto do babado, o horizonte costuma ser bem mais sombrio.

    Já discuti o caso exaustivamente com o neuro, que é um amigo da faculdade e tem acompanhado o perrengue comigo.

    Estou assustada e escrever aqui me ajudará um pouco, com certeza.

    Amanhã decido se tomo conhecimento disso antes ou após o feriado.

    Tenho que voltar ao mastologista para fazer a reavaliação das mamas, pois já estou com um atraso nesse departamento. O meu clip de titânio que vive acomodado aqui dentro precisa ser revisado com urgência.

    Ah, esse ano ainda não fui ao dentista, como faço todos os meses de janeiro.

    Mas esse vai esperar um pouco, há coisas mais sérias a serem atendidas.

    É que prá completar, na última semana o meu quadril direito começou a dar sinais de cansaço.

    Lembra que eu já contei que nasci com pé torto congênito, que foi corrigido aos dois anos de idade?

    Isso me deixou com uma diferença de 4 cm na perna direita e me faz mancar quase que imperceptivelmente, algumas vezes.

    Eu deveria usar um salto compensatório, mas isso me limitaria usar aquele tantão de sapatinhos diferentes que eu adoro, certo?

    Pois bem, eu não usei.

    E com o passar dos anos, sobrecarreguei a articulação do quadril.

    Que está inflamada, dolorida e tenho feito um esforço enorme prá agüentar a dor.

    Se tomar antiinflamatório, a dor melhora. Mas, livre da dor eu vou sobrecarregar mais ainda a área inflamada.

    Então não tomo nada.

    Farei novamente todos os exames, vou pensar na melhor forma de me cuidar.

    Já sei que terei que poupar a perna direita o máximo possível, já que não tenho feito isso.

    E por sugestão do meu ortopedista, que é outro amigo querido, vou tomar as providências para tirar carteira de motorista de deficiente e comprarei um carro automático com a tal isenção de impostos que a lei me favorece.

    Como já cantou Eduardo Gudin, “quando se perde o telhado, em troca se ganha as estrelas”.

    Ainda não sei se é bom ou ruim, mas meu céu está bem mais cheio delas.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 21h37
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    Mu... dei!!!!!

    Mu... dei!!!!!

     

    Pronto, estou no novo apê.

    Não foi nada fácil, joguei um caminhão (de verdade) de coisas fora, algumas boas e que eu não usava, outras porcarias que eu guardava.

    O entulho era tanto que eu já tava colecionando cabo de vassoura.

    E ao desencaixar tudo, estou jogando mais coisas.

    A coisa tá assim meio esquisita pois, sofá, mesa de jantar, estante para livros, móveis nos quartos, não tem.

    Não comprei ainda porque não sabia direito como iria ajeitar tudo, nem o que caberia.

    O fogão/geladeira/lavadora de roupas/pratos não chegaram.

    Só uma TV foi instalada.

    A portabilidade do tel ainda não rolou, estou com o número menos usado e que ninguém tem. Então o tel não toca.

    Nenhum quadro foi pendurado. Nem a rede.

    Resumo: colchões no chão, roupas nas araras.

    Sapatos embaixo delas.

    Descobri que tenho muito mais roupas e sapatos do que imaginava.

    E já dei muita coisa. Sabe aqueles sacos de lixo de 100 litros? Foram um cinco, até agora.

    Contei com a ajuda firme e forte da Bia, que desde a sexta-feira perdeu aula na facu para vir colaborar.

    O Diego coordenou o embarque e desembarque de caixas no caminhão, num calor de estourar carrapato. E carregou um tantão de coisas no lombo.

    O Zé cuidou da parte masculina com Diego e também fez as instalações elétricas todas.

    E desmontou caixas, suou que nem uma mula, organizou a logística da coisa.

    A Roseli se juntou à Bia para montarem a nova cozinha, desembalando tudo e organizando em seus lugares.

    Ver a casa sendo esvaziada, e os treze anos de alegrias naquele espaço tão delicioso se acabarem não foi fácil.

    Quando eu achava que ia desabar, a Fá chegou prá me dar um abraço.

    Era justamente o que eu precisava naquele sábado.

    Ela sabia disso e esteve lá.

    E eu agradeci a Deus por ter uma amiga assim.

    Saímos os cinco para comer um parmegiana em torno das 14h, varados de fome.

    No final da tarde Bia e Diego foram prum aniversário, ficamos os três no ralo.

    Levamos a Roseli prá casa às 20h, e ainda fomos comprar uns parafusos e apetrechos que faltavam.

    No domingo, mais trampo.

    E hoje cedo o Zé voltou prá Sampa às 5 e meia da manhã.

    Embarca amanhã para o Rio, a trabalho, e só voltará no dia 14.

    Até lá vou ajeitando tudo, passarei a Páscoa botando ordem no meu cantinho.

    E comendo chocolate, claro.

    Na falta de macho ajuda muito, sabia?

    Ah, e a Manu?

    Essa ficou em Sampa, tem vindo prá casa bem pouco.

    Estudando pro vestibular do meio de ano?

    Que nada, a safada tem é caído na farra.

    Nem conheceu o apê ainda.

    E ontem ligou desenxabida, querendo saber se tudo estava bem.

    Obviamente que lhe comi o rabo, com vigor e caco de vidro, como sói acontecer.

    Coisa de mãe. Uma simples questão de cumprir meu papel e enquadrar as ovelhas desgarradas.

    Truco se a folgada num aparece aqui no feriado toda dedicadinha.

    Daí eu carco de novo, que mal num faz.

    Como diria a mamãe, com filho a coisa funciona assim: se você folgar, vira bandido; se apertar demais fica com trauma, então as minhas terão mesmo é que fazer terapia.

    Sigo esse mandamento à risca, e tem dado certo.

    Agora, se você me dá licença, vou abrir mais caixas, tá bão?



    Escrito por Gisele Queen Kong às 07h33
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    Tus pertenencias

    Tus pertenencias

     

    Un hombre murió intempestivamente…

    Al darse cuenta vio que se acercaba Dios

    Quien llevaba una maleta consigo…

    Y le dijo:

    Bien hijo mio, es hora de irnos…

    El hombre asombrado le preguntó a Dios…

    Ya… tan pronto tenía muchos planes…

    Lo siento hijo…

    Pero es el momento de tu partida

    Qué traes en esa maleta?

     

    -Tus pertenencias…

    Mis pertenencias?

    Son mis cosas, mis ropas, mi dinero?

     

    -Lo siento hijo las cosas materiales

    Que tenías, nunca te pertenecieron…

    Eran de la tierra.

     

    …Traes mis recuerdos?

     

    -Lo siento hijo,  esos ya no vienen contigo

    Nunca te pertenecieron, eran del tiempo…

     

    …Traes mis talentos?

     

    Lo siento hijo pero esos nunca te pertenecieron…

    Eran de las circunstancias

     

    …Traes a mis amigos, a mis familiares?

     

    Lo siento hijo pero ellos nunca te pertenecieron eran del camino

     

    ….Traes a mi mujer y a mis hijos?

     

    Lo siento hijo ellos nunca te pertenecieron eran de tu corazón

     

    Traes mi cuerpo?

     

    Lo siento hijo…. ese nunca te perteneció ese era del polvo

     

    …Entonces, traes mi alma?

     

    -Lo siento hijo pero ella nunca te perteneció… era mía

     

    Entonces el hombre lleno de miedo arrebató a Dios la maleta y al abrirla

    …Se dio cuenta que estaba vacía…

    Con una lágrima de desamparo brotando de sus ojos, el hombre le dijo a Dios

     

    -Nunca tuve nada?

     

    Si… hijo mío…

    Cada uno de los momentos que viviste

    Fueron sólo tuyos…

    La vida es sólo un momento…

    Un momento todo tuyo

    Disfrútalo en su totalidad….

    Que nada de lo que crees que te pertenece

    Te detenga…



    Escrito por Gisele Queen Kong às 20h35
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    Mu dança...

    Mu dança...

    O deus Mu toma conta de meu minúsculo ser.

    Toda a casa está revirada, mas tudo está ajeitado.

    Roseli providenciou o limpa geral, ela sabe mais do que eu tudo o que deve ser jogado.

    E algumas coisas nem quero mexer, deleguei prá ela, na boa.

    Questão de sobrevivência.

    Hoje a família de catadores que passa aqui toda semana teve que fazer 3 viagens, de carrocinha.

    As roupas que não são usadas pelas 3 mulheres dessa casa são tantas, que botamos em malas grandes, estão na sala aguardando minhas providências. Vou vender num brechó, afinal de contas já dei um tantão e tenho que montar a nova casa.

    Hoje separei fitas de video e LPs que levo amanhã num sebo prá vender. Nunca pretendo ouvir nem ver de novo, prá que ficar guardando tranqueiras???

    Aliás, tenho que mandar arrumar o som, primeiro. Com essa coisa de CD no carro, no laptop, no cú, botar um disco na vitrola virou música antiga.

    Levo os livros, os CDs, as roupas que separei, uma cama de casal, 3 colchões, um guardaroupas prá mim, microondas, algumas plantas, quadros, enfeites pequenos, coisas de banheiro, tábua de passar roupa, ferro elétrico, eletrodomésticos úteis prá cacete e mais nada.

    Todo o resto será novo, de verdade.

    O apto é de cômodos bem menores que minha casa, tem 3 dormitórios com armários pequenos, cozinha montada, uma sala com 2 microambientes, uma sacada que cabe minha rede nova, de casal, lavanderia e boa.

    O piso foi trocado, está super bem conservado, fica num point nobre perto do centro da cidade. Mas na parte legal, numa rua tranquila.

    Estou ansiosa e feliz pela mudança, já me vejo lá, toda lampeira no novo cantinho.

    Agora toca embalar coisas, prá variar.

    No sábado os homens da minha vida virão prá ajudar: Zé e Diego.

    Bia vem, Manu talvez venha no domingo. A galinha morta vai escapar do furdunço.

    Mas o quarto dela, ela arrumará, claro...

    E até que cheguem as novas aquisições, vida de acampamento: sentar no chão, pedir comida pronta, dormir em colchões, etc.

    Vai ser divertido, com certeza.

    Vou tentar contar tudo, afinal o Netcombo vai chegar lá antes de mim, com TV, fone e internet.

    Muié moderna é assim, dependente da tecnologia prá tudo.

    Amanhã será um novo dia, nos vemos por aqui.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 18h55
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    A semana

    A semana

    Essa promete!

    Estou fazendo as malas para meu novo cafofo, a casa tá uma zona. Cheia de bagulhos prá tudo que é lado, gzuis!

    As fiotas já ajeitaram seus quartos, eu consegui separar as roupas que vou dispensar e mais um tanto de coisas.

    Descansei quase nada no findi, estou muito remexida com tanta coisa para re-olhar.

    Cada bibelô (véia essa...) que boto a mão me traz uma lembrança.

    Mudar dói. Mas começar de novo faz um bem!!!

    Muito trampo, inscrição num congresso internacional, mandar artigo científico prá lá, corrigir trabalho de alunas, cuidar dos últimos detalhes da mudança e uma festa à fantasia na quinta à noite com o Zé.

    Meu texto e minha cabeça estão como a casa, um furdunço.

    Credo!!!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 08h37
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    Tá autorizado

    Tá autorizado

    Ok, ok, pode me internar.

    Mas capriche na medicação, senão vou dar trabalho.

    Ah, e lembre-se de me amarrar bem forte, amordaçada.

    Porque quando eu acordar, volto com tudo.

    E prá se distrair enquanto eu sossego, sugiro ouvir repetidamente a musiquinha abaixo.

     



    Escrito por Gisele Queen Kong às 02h45
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    Um encontro inusitado

    Um encontro inusitado

    Ontem foi noite de jantar da Confraria.

    Uma das "membras" perdeu um ente querido na semana passada e, numa roda conversamos sobre perdas.

    Falamos também da dor do abandono, das nossas convivências em família, e choramos.

    Certamente pela ausência de nossos pais, pela saudade de nossos filhos, pelas nossas noites de solidão, pela falta de um companheiro, pela presença de um companheiro ausente, por nossas dores.

    Foi muito bom e, ao mesmo tempo inusitado.

    Sempre rimos muito em nossos encontros, o clima é de celebração. Só que ontem escolhemos celebrar nossas perdas.

    Na verdade, todas estávamos de luto pela dor da nossa amiga.

    E depois ainda rimos um bom tanto, brindamos, saboreamos uma salada de camarões, um peixe fantástico servido em manjar de coco e acompanhado de farofa de coco e arroz, e um sorvete de baunilha com molho de manga e calda de chocolate.

    O entrosamento foi tanto que a caloura esqueceu de servir o vinho que acompanhava a sobremesa. Ninguém ficou de porre nem alta, não tivemos tempo prá tomar o café, mas nos despedimos mais ligadas do que nunca.

    Onze mulheres tão diferentes, em momentos tão ímpares em suas vidas, que conseguem se encontrar para rir e, eventualmente chorar (se for o caso), apenas pelo prazer da amizade.

    É que aquele abraço que nos damos, na chegada e na saída, nos faz mais fortes para encarar a dureza de alguns momentos que vivemos.

    E relembrar a crueza dessa puta dessa vida: nascemos sós e morreremos sós mas, durante esse espaço de tempo, convivemos com pessoas que vamos amar profundamente. Outras nem tanto.

    O resto é prosa.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 10h06
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    Só para avisar:

    Só para avisar:

    Negada, eu ainda tô viva, trabalhando forte, providenciando a venda dos móveis para a mudança.

    Hoje tem festa dos alunos MED PUC aqui em casa, maior função da Roseli o dia todo!

    E amanhã tem jantar da confraria.

    Festa, festa, festa... ebaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

    O Zé tá trabalhando muito e a gente tem se visto pouco.

    Sinto muita falta dele, isso tem pegado um pouco.

    Mas tudo irá melhorar, senão não valeria a pena acordar todos os dias.

    Grudarei firmemente nessa certeza.

    E, se ele puder, nos veremos na quinta.

    Assim que eu voltar a tona, escrevo mais, tá bão?

    Assim semi-murcha, despeço-me,

    Atenciosamente,



    Escrito por Gisele Queen Kong às 12h39
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    Família muda e vende tudo

    Família muda e vende tudo

    Pois é, estou trabalhando muitão e cuidando da mudança e da troca do piso do novo apê.

    E vou vender TUDO que tenho nessa casa.

    Assim como recebi numa mensagem de uma amiga, levarei comigo somente as boas lembranças de um tempo em que fui extremamente feliz.
    Mais do que isso, foram 12 anos de boas risadas e grandes afetos.
    Para muitos isso é toda uma vida.
    A grande maioria nem tem esse tantão de bons dias na vida toda.
    Levarei também um caminhão de aprendizado, de descobertas e de amigos, junto comigo.
    Caso você se interesse por algo, ou conheça alguém que queira, faça contato.
    Trataremos os valores com bons descontos, pessoalmente.
    Segue abaixo a lista das principais coisas, mas tenho zilhões de miudezas incluídas.
    No findi tentarei contar um pouco mais dessa minha nova empreitada, tá bão?
    VENDE-SE:
     
    frigobar Electrolux
    computador com memória super mega power (prometo informar o quanto, pois nem sei!), mesa para ele.
    geladeira amarela 360L Brastemp ano 1986 (véia)
    mesa com cadeira 6 lugares, em pinus
    armário de cozinha em pinus
    aparador/armário de cozinha em pinus com 3 gavetas e 3 portas
    armário cozinha de parede com 5 portas e 4 gavetas, em fórmica branca
    2 jogos de quarto Dellano com: cama solteiro + cama auxiliar, estação de trabalho, criado mudo, cadeira, guarda roupa de 3 portas
     
    Móveis em estilo de fazenda, madeira maciça de cor escura:
    mesa jantar 8 lugares com cadeiras
    aparador (arado antigo restaurado)
    sofá em couro marron com 3 lugares, 2 poltronas, mesa centro, 2 mesas laterais
    estante para sala com espaço para CDs, LPs, livros e cristaleira/bar acoplado


    Escrito por Gisele Queen Kong às 08h22
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    Foi assim...

    Foi assim...

    Fui passar o findi na Terra dos Durões, com meu Jovaine, e acabei de chegar ainda agorinha.

    Descansei, dormi, flanei, farreei, furunfei e outras milongas mais.

    Por causo de que tem um caminhão de trampo por aqui, conto tudo depois.

    Ou não.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 09h35
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    Break

    Break

    No auge da semana fodida de batente, sem tempo nem prá peidar, hoje a noite vai rolar um jantar com amigos em casa.

    Meg e Kamy, Yvonne e Henry (recém chegados de Madrid, agora prá voltar a morar no Brasil, tadinhos...), Fá e João, Zé e eu.

    Coisa mais delícia, essa!!!

    Vou servir uma caponatta e uma pasta de alcachofras, de beliscos.

    Salmão ao forno com molho de camarões, purê de mandioquinha, arroz branco, salada de folhas verdes com tomate cereja e tiras de tilápia defumada.

    De sobremesa aquele pavê maravilhoso da Roseli, feito com bolacha Passatempo.

    Cafézinho prá rebater a overdose de vinho.

    Muita conversa gostosa com os amigos queridos e depois namorar o meu lindolfo, que fica até amanhã cedo.

    Nada como um dia depois do outro, e algumas noites de insônia no meio.

    E tome trampo, que hoje tem ambulatório a tarde toda.

    Cheinho de pacientes ávidos de atenção e cuidados.

    E de alunos doidos prá botar a mão na massa.

    Assim sendo, me parece que a vida ainda é bela, nénão?

    Amanhã conto tudinho como foi.

    Ah, e já que o tempo tá escasso, vou passar o dia peidando pelo caminho.

    Só prá espalhar as rodinhas.

    Todas.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 10h58
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    Quem mandou perguntar??

    Quem mandou perguntar??

    "- Dotora, a senhora tá igual uma menina, com esse vestido... nem aparenta a idade que tem!!

    - Que coisa boa!! E quantos anos você acha que eu tenho?

    - Ah, a senhora num deve ditê mais do que 50...

    - Num tenho mesmo, eu tenho é 46!!!

    - Num falei? Nem parece!!!"

    Depois desse diálogo construtivo e animador com um dos pacientes, "garrei forte" no Chronos (60 anos e +), protetor solar 50, limpeza de pele, retoque no Botox e no preenchimento de sulcos com Restilaine.

    Ah, camisetinhas e calça skinny da Hering prá remoçar o visual.

    Putz, remoçar entrega demais, né?

    O espelho entrega, o vocabulário entrega, a pelinha em volta dos zóio entrega, os peitos entregam, a bunda entrega, a putaqueopariu entrega também.

    Eita ferro!!!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 09h24
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    Hoje é outro dia...

    Hoje é outro dia...

    Por isso mesmo, talvez não esteja sendo um bom dia.

    Fazer o quê?

    Dar conta dos compromissos, dormir e esperar passar.

    Bem quietinha, na miúda, antes que o resto do mundo despenque na minha cabeça.

    Porque o que já despencou tá de bom tamanho.

    Fui.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 09h43
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    Eita vida boa!!!

    Eita vida boa!!!

    Delícia de comemoração de cinco meses, ontem.

    Nada de especial, jantamos juntos aqui em casa, papeamos até cansar, no maior calorão dos infernos que tem feito nessa terra.

    Hoje ele voltou para SP cedinho e eu estou no batente.

    Clínica de manhã, PUC de tarde com meus alunos-calouros, coisas mais doces desse mundo.

    É simplesmente fantástico ver o desabrochar de um futuro médico.

    E poder participar dessa história, colocando alguns tijolinhos de consciência social nas suas cabecinhas deslumbradas é mais maravilhoso ainda.

    Ou maraviwonderful, como diz Jairete.

    De tardinha encontro as fiotas que virão pro findi em casa.

    Jantaremos juntas com o Diego, o super-genro-fiote-mor.

    Amanhã terei zilhões de aptos para ver, tenho que me mudar até 7 de abril.

    E devo encontrar com meu leão-gatogrande à noite, se tudo der certo.

    Ou no domingo, se tudo também der certo.

    E se não der nada certo, ainda assim será bom.

    Porque nessa puta dessa vida eu tenho filhas, fiote-genro, trampo delícia, pesquisas legais, alunos gostosos, amigas prá falar merda, amigas prá falar coisa séria, diversão prá mais de metro, família com problemas, e tudo como manda o figurino.

    E prá completar, nesse findi rola o "72 horas de loucura", uma puta liquidação no xopicentis da cidade.

    Não é o máximo?



    Escrito por Gisele Queen Kong às 08h42
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    Sob medida

    Sob medida

     

    Se você crê em Deus

    Erga as mãos para os céus

    E agradeça

    Quando me cobiçou

    Sem querer acertou na cabeça

    Eu sou sua alma gêmea

    Sou sua fêmea, seu par, sua irmã

    Eu sou seu incesto

    Sou igual a você

    Eu nasci prá você,

    Eu não presto

    Eu não presto.

     

    Traiçoeira e vulgar

    Sou sem nome e sem lar

    Sou aquela

    Eu sou filha da rua

    Eu sou cria da sua costela

    Sou bandida

    Sou solta na vida

    E sob medida pros carinhos seus

    Meu amigo,

    Se ajeite comigo

    E dê graças a Deus.

     

    Se você crê em Deus

    Encaminhe para os céus uma prece

    E agradeça ao Senhor

    Você tem o amor que merece.

     

    P.S. Cinco meses. Preciso falar mais????

     



    Escrito por Gisele Queen Kong às 12h14
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    De novo...

    De novo...

    Mais uma vez me meti a fazer mais do que a agenda permite, orientando uns trabalhos científicos que estão dando pano prá manga.

    Resultado: muita correria e pouco tempo para blogar.

    Daí chega o findi e eu só quero namorar, porque isso é bem gostoso, né?

    Então fico a semana toda que nem uma doida, prá chegar no sábado e curtir as fiotas, o namorado, a preguiça e alguma putaria.

    Aliás, prá essa última sempre tem um tempinho a mais no relógio.

    E que se fodam os outros compromissos...

    Pensamento do dia: "não quero saber se a mula manca, eu quero é rosetar".

    Maiores explicações com os antigos ferradores de cavalos, que te contarão a origem do raciocínio, morou?

    Beijocas nas partes,



    Escrito por Gisele Queen Kong às 08h57
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    A quem interessar possa

    A quem interessar possa

    Diante de insistentes solicitações dos leitores, o conselho deliberativo desse blog informa a todos que a pessoa que ocupa a presidência de tão renomado bagulho encontra-se curtindo o findi com seu namorado, longe de tudo e de todos.

    Assim sendo, a dita pessoinha não vai postar porra nenhuma até segunda-feira, quando retornará absolutamente feliz para os seus afazeres domésticos, profissionais e escrevinhísticos.

    Até lá, os nossos nobres leitores podem se ocupar lambendo sabão ou catando coquinho na ladeira.

    Sem mais delongas, que a putaria nos espera.

    Beijocas nas bundas secas.

    Nas gordas também!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 18h00
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    Jantar torto, noite reta

    Jantar torto, noite reta

     

    Ontem foi assim, cheguei no Ambulis absolutamente macha, pronta prá guerra.

    Os inimigos tinham ido mais cedo prá casa.

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    Esse governo estadual não é sério, mesmo.

    Trabalhamos na boa, todos satisfeitos.

    E eu com uma puta cólica intestinal, daquelas de torcer as tripas, por conta de um suco de polpa de uva que encarei.

    Eu amo isso, mas raramente tomo, pois tenho intolerância à alguma coisa das uvas.

    Vinho tinto também não me cai bem, dá diarréia.

    Cheguei em casa morta de dor, banho morno e chá quente.

    Melhorei e fui pro jantar da confraria.

    Já na entrada quem me abriu a porta foi a fiota da Ju, um doce de garota.

    Estranhei, pois ela é simplesmente, de longe, a melhor das donas de casa do nosso grupo.

    É a impecável.

    Na mesa da sala nada estava como costuma ser, tudo meio colocado às pressas.

    Daí começou a paiaçada.

    A soja temperada que ela serviu tinha caruncho.

    O champagne tava dez, tomei só um tiquinho por causa do mal estar, mas a taça de cristal demorou a chegar.

    Claudinha achou meio fraco o belisco servido e encarou um pacote de biscoitos de polvilho que achou na cozinha.

    Eu fiquei na água.

    No meio do frege, acabou o gás.

    Foi um delírio.

    Ninguém entregava os botijões que ela usa, uns grandões de sei lá quantos quilos.

    O jeito foi terminar de fazer a carne de sol servida em mini-abóboras (com catupiry), no forno elétrico.

    A entrada de legumes gratinados também foi pro forno elétrico.

    E Cida descolou um arroz de microondas que ficou perfeito.

    Não sem antes dar um piti no micro, que num funcionava direito.

    A sobremesa era de arrasar: sorvete de queijo, sorvete de doce de leite e uma calda de queijo cottage com flores de laranjeira, tudo servido em taças, misturado, que era de tomar de joelhos.

    Bem, confesso que, na gaveta da cozinha, todos os talheres da Ju estavam organizados, um de bundinha pro outro.

    Como sempre.

    E a caloura teve uma crise de dor de cabeça que a fez dar PT no sofá da sala, desalojando o Bruno, o fiote da anfitriã que desmaiou num canto.

    A cena da Anita deitada toda esparramada com uma almofada estampada de abacaxis cobrindo a cara foi devidamente fotografada, no sofá da sala de TV.

    Coisa de botar na web.

    Depois de tanto sarro com uma dona de casa sempre impecável, chega o marido, que tinha feito plantão até umas 23h.

    Ao ouvir nossas queixas, dizendo que tudo aquilo era uma trama para forçá-lo a mudar logo de casa, olhou desolado prá Ju e disse:

    - Que vergonha, isso é falta de organização. Eu faço a minha parte.

    Num deu outra, todas caímos de pau.

    E a Ju só ria, e muito.

    Pela primeira vez ela ficou leve, depois de uma pequena afobação inicial, com todo aquele desatino na casa.

    E pelo que eu senti, tirou de letra e se juntou às risadas.

    Como não tinha gás, fomos tomar um café na Real Conveniência, à uma da manhã.

    Aquele bando de muiés bem vestidas, meio alegres, falando alto e continuando os papos.

    E a maledicência com vips da cidade que dão bafón.

    Nisso a caloura já tinha sarado e estava no maior gás.

    Mas a convidada especial da noite, a Beatriz, um docinho de coco com 20 dias de vida que foi levada pela mamãe Ivana, comportou-se como uma lady.

    Nanou quase o tempo todo e, quando acordou, nem chorou.

    Mamou, arrotou e voltou prá sua caminha no sofá da sala de estar.

    Nem bem veio ao mundo e já foi apresentada à farra e aos odores de um espumante servido com boa comida.

    Que foi feita por mãos tão descoladas, que nem se assustam mais com falta de matéria prima.

    Como fogo, por exemplo.

    Essa é a nossa alquimia: fazer piadas de nossas falhas, driblar a falta de ingredientes, acolher nossas dores e comemorar nossas alegrias.

    Uma vez ao mês, pois a energia liberada nesses encontros é tanta, que costuma nos sustentar por trinta dias.

    Ou até mais.

    Em tempo: o fiote da Ju escreveu uns bilhetinhos "Boa Confra" prá cada uma de nós. Não é uma lindeza?! Aqui vão as fotas...



    Escrito por Gisele Queen Kong às 13h05
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    Upside down

    Upside down

    Hoje tem Ambulatório de tarde, momento de definições.

    Vou com tudo, acordei pronta prá botar prá foder.

    E que seja o que tiver que ser.

    E de noite tem jantar da Confraria, onde posso afogar as mágoas... num Veuve Clicquot que Juju vai proporcionar a todas, com fartura... como sempre!!!!

    E estou de boa, pois tenho ouvido meu novo ídolo, o Diogo Nogueira, filho do João Nogueira.

    O cara é fera, afinadíssimo, super repertório, samba no pé, acompanhado das melhores produções de samba do Rio.

    E é um dos autores do samba enredo da Portela deste ano.

    Além de tudo, valha-me Deus, dá um caldo que eu vou te contar!!!!

    Então olhe só a gostosura que ficou esse vídeo com Lobão, Diogo Nogueira e Marcelo D2 (nada é perfeito, então esse último entra de lambuja!).

    E eles cantam Nó na madeira, inspiração perfeita pro dia de hoje.

    Gzuis, me leva que eu tô pronta...

     

     



    Escrito por Gisele Queen Kong às 09h24
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    Tudo junto e misturado

    Tudo junto e misturado

     

    Os dias aqui estão úmidos.

    Alguns deles encharcados.

    O sol sai tímido e sua ausência tem um poder enorme sobre a minha disposição.

    Sou leonina, ascendente em áries, absolutamente solar, fogo com fogo.

    Nesses dias de nuvens os olhos ardem e só quero me aquecer ao sol.

    Mas não é possível.

    Enquanto isso corro pro espelho do banheiro e baixo a manga da blusa.

    Ali nas costas há um sol que brilha, colorido.

    Foi para esses dias que providenciei um sol em mim.

    Em uma rápida avaliação geral tudo segue muito bem: filhas em paz, embora Bia esteja infinitamente gripada, genro está bem, Manu recomeçou o cursinho, ambas instaladas no novo apto em SP, minha casa foi vendida e tenho boas perspectivas de ir prá um canto legal, com a minha cara.

    Na minha clínica a agenda segue gorda, lotada.

    Coisa mais boa, essa!

    Na facu tudo rola gostoso, mas o Ambulatório corre riscos.

    Vou esperar o caso se concretizar para tecer meus comentários.

    Não sofro antecipadamente, mas sei que a rolha será grossa.

    E minha sobrinha de 15 anos está grávida.

    O fato me entristeceu, ela é uma criança nascida e criada no interior, como eu fui.

    Nunca dorme fora de casa, não viaja sem os pais, é bastante quieta, tem um olhar triste, poucas aventuras vividas.

    Namora um rapaz legal, o pai da criança, que é outra criança também.

    Todos se uniram para apoiar, eu cogitei outra alternativa.

    Mal pude me expressar, estou ausente, distante e sou somente a tia.

    A decisão está tomada, e a vida da minha única sobrinha vai seguir um rumo bastante diferente dos seus sonhos: muito trabalho, dores, tristeza e um amadurecimento forçado.

    Que nem banana climatizada.

    Ou igual à criança que anda sem gatinhar.

    Lógico que uma criança traz alegria para uma casa e para os seus pais, nem discuto isso.

    Mas a sua criação envolve um preparo emocional, físico, psíquico, moral, social e financeiro que uma garota de 15 anos não tem.

    Isso também não se discute.

    E tem o Carnaval, que eu nem me lembro mais para que serve, exceto que costumo descansar e reunir mais forças para tocar em frente.

    Dessa vez vou precisar.

    Principalmente por causa da ausência do sol.

    Que certamente se escondeu para matutar sobre tudo o que acontece aqui embaixo.

    Pela demora em reaparecer, deve estar mesmo muito acabrunhado.

    Não é para menos.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 08h27
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    Trote inteligente

    Trote inteligente

     

    Esse ano decidi falar aqui sobre o tema.

    Há vários anos a gente tenta orientar e punir os veteranos adeptos do trote violento.

    Estou nessa desde aquela fatídica ocorrência onde queimaram um calouro aqui no campus, na tal “Maratoma”.

    Na verdade existem muitas coisas envolvidas nessa tradição.

    Os cursos de Medicina são altamente concorridos e, uma aprovação dessas sempre desencadeia uma liberação de impulsos contidos, que acho natural.

    Comemorar é da alma humana.

    Os veteranos, por outro lado, querem mesmo incluir os novatos na instituição.

    E também querem comemorar o fato de não serem mais calouros. Principalmente os do segundo ano.

    Que sempre serão calouros dos mais velhos.

    Junte tudo isso e acrescente aí os desvios de conduta e teremos o trote violento.

    Sim, porque as humilhações, as agressões físicas e verbais, os constrangimentos todos que alguns impõem aos bixos, são sim, desvios de conduta.

    Coisa de gente que tem sérios problemas afetivos a serem resolvidos.

    Ligados à agressividade e ao poder, sempre.

    E são gente cafona, out, brega, desatualizada.

    Sim, porque o bacana, o moderno, o in é ser inclusivo.

    Inclusivo e gentil, divertido, brincalhão, bem humorado, inteligente.

    E gente inteligente consegue se divertir demais fazendo os outros se divertirem também, e tirando algum lucro disso, por que não?

    Atente para os trotes solidários da UNICAMP, UNIFESP e da POLI/USP.

    Os caras montaram um puta esquema onde fizeram parcerias com instituições patrocinadoras, vendem mimos com grana revertida prás Atléticas e ainda curtem uma big festa.

    Onde só vai quem quer.

    E alguns organizaram doações para ONGs, ou então para os Hemocentros.

    A campanha “Dei meu sangue prá entrar na faculdade” é super inteligente.

    Enfim, inteligência e leveza é prá poucos.

    O resto continua naquela miudeza de mandar ajoelhar, pedir a benção, impor brincadeiras constrangedoras, e mais mil invenções estúpidas que sempre vejo.

    Por aqui o hábito de obrigar a comer alho, beber pinga exageradamente, tirar a roupa e desfilar na madrugada, pedir esmola nos semáforos ainda continua.

    Bastante reprimida pela instituição e por professores, mas persiste.

    Então, registro aqui a forma de denunciar:

     

    Escrever para calouros2009@pucsp.br  ou ligar para (11) 3670-8083.

     

    Quanto ao calouro, uma super dica: dá prá ser simpático, educado, participativo e companheiro, mesmo dizendo não.

    Comunicar ao outro que “ele está exagerando”, e que “isso você não quer” é algo que teremos que fazer a vida toda.

    Basta que isso seja feito com firmeza, olhando nos olhos e sem grosseria.

    Todo mundo entende essa língua.

    E se não entender, bote a boca no trombone.

    Esse é um belo exercício para um futuro médico que quer se posicionar adequadamente na sociedade em que vive.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 08h43
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    De volta

    De volta

     

    Já arrumei a agenda lotada, estou dando conta de tudo.

    E com baixo custo, confesso.

    É, a idade faz a gente bem mais serena prá enfrentar hecatombes.

    Porra, tem que haver alguma vantagem em se ver no espelho absolutamente despencada a cada dia, nénão?

    Então, que seja essa leveza prá dar conta dos BOs da vida.

    Fortaleza foi muito legal.

    Curtir de verdade a praia, sozinha, do jeito que gosto eu só consegui um dia, na quinta-feira pela manhã.

    Nos demais fiquei zanzando incomodada.

    A música nas barracas era ruim, algumas comidas idem, um caminhão de crianças pedindo comida (passando fome, né?), muita puta brazuca com gringo italiano, aquela porrada de ambulantes oferecendo merdas, o celular que tocava prá burro...

    Enfim, na minha cabeça, esse astral não é o de praia que gosto.

    E esse papo de “ah, só de estar em Fortaleza...”, num pega comigo.

    Consigo estar feliz e curtir tudo em Pirituba (aliás, adoro estar lá), e posso me sentir absolutamente incomodada em Paris, Neviorque ou Londres.

    Ou seja, você já entendeu tudo.

    O curso foi nota dez, a melhor turma de todas que já dei aulas por lá.

    Dedéa faz um puta trabalho, que melhora a cada ano.

    As alunas envolvidas venceram o calor, o cansaço e a rotina maluca de trabalho mais estudo e mergulharam com tudo no aprendizado.

    As aulas fluíram com tranqüilidade, divertidas, todo mundo prestando atenção até o final.

    E eu dei o sangue prá ensinar e sacar o feeling do grupo o tempo todo.

    Resultado final: satisfação de muito mais do que o dever cumprido.

    Agreguei novas amigas na minha vida, com certeza.

    Ah, as alunas me deram uma rede de casal (super king mega size), vermelha, bordada, linda de morrer.

    E um cartão feito à mão, absolutamente simples e carinhoso.

    A hospedagem da Dedéa foi de arrasar.

    Ela tem o dom de nos fazer sentir bem, em sua casa.

    Isso é para poucos, sabia?

    A volta foi tranqüila, exceto pelo mico do aeroporto.

    E por aqui tudo está bem.

    Assinei a venda da minha casa na segunda-feira, saio em cerca de 40 dias daqui.

    Isso me faz muito feliz, quero um novo espaço, para essa nova vida que já curto há quase dois anos.

    Agora toca caçar um apê legal prá me mudar provisoriamente.

    E depois, com muita calma, procurar aquele canto novo que vou comprar prá mim.

    Quando encontrar.

    A clínica está bombando, agenda lotada.

    Coisa rara nesses tempos de crise. Aliás, que crise é essa?

    Prá mim que os maiores interessados estão realmente faturando em cima desse papo, botando fermento em algo que existe, mas poderia ser bem mais leve.

    Obviamente que visando lucros. Como sempre.

    Êta mundo besta.

    E começaram as aulas na facu.

    Nesse ano estarei com o 3º. MED, numa turma super hiper mega power boa.

    Deu prá sentir o ritmo do grupo já no primeiro dia.

    Saí da aula totalmente no gás, absolutamente satisfeita com o trabalho que teremos pela frente.

    E hoje começo com o 4º. MED, numa turma que já dei aula, em atividades práticas no Ambulatório.

    Finalmente consegui colocar esses alunos naquele espaço que tanto curto.

    As relações entre hospital e facu não andam boas, mas acho que dá prá fazer coisa melhor no meu microcosmo.

    Assim, essa é a meta de hoje.

    Na semana que vem começo com os calouros do 1º. MED.

    Já sei que virá aquela baboseira de trote, etc, etc.

    Farei como sempre: monitorar os veteranos que conheço, puxar as orelhas necessárias, fortalecer os bixos prá enfrentarem os mais ousados e registrar o recado:

    “Só é brincadeira quando todos se divertem. Se um não se diverte, o nome do lance é violência.”

    Todos já sabem disso, mas não custa lembrar, né?

    E tem o Zé.

    Que está bem desanimadinho, mas apruma logo, com uma nova overdose de carinho.

    Que vou providenciar rapidinho.

    Afinal, ninguém aqui é de ferro, e a gente adora uma sacanagem, nénão??!!!



    Escrito por Gisele Queen Kong às 08h04
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    Tô atolada!!!

    Tô atolada!!!

    Pois é, nem bem cheguei em Sorocity e já caiu uma agenda lotada de compromissos na minha cabeça.

    Então aqueles zilhões de causos ocorridos em Fortaleza em nem consigo escrever.

    Mas sai logo, logo.

    Só prá sentir o nível da minha atrapalhação, ontem quando cheguei no aeroporto, passei um tempão esperando minha mala na esteira e nada...

    Daí toca meu celular, era a filha mais nova avisando que tinha visto minha mala na esteira ao lado, girando há um tempão.

    E que a mala já tinha passado por mim algumas vezes e eu nem tchuns.

    Ela tinha visto tudo do saguão de desembarque, é mole?!

    Depois disso, reuni minha elegância no salto alto, catei a mala e desembarquei bem pomposa.

    Na maior rebolation, com meu macaquinho preto podre de chic.

    Manu, Bia, Diego me esperavam cagando de rir.

    E o Zé, lindo de morrer com uma rosa nas mãos, me recebeu com um abraço e um montão de mimos.

    Fomos almoçar todos juntos, namorei bastantão e agora caí com tudo.

    De cara na agenda.



    Escrito por Gisele Queen Kong às 12h09
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    Num falo

    Tem mil casos divertidos rolando por aqui, muito trampo, coisas bem gostosas.

    Mas tô com preguiça de contar.

    Amanhã, se der vontade eu escrevo, tá bom?

    Beijos,



    Escrito por Gisele Queen Kong às 00h42
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